PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

Mostrando postagens com marcador Itamar Assumpção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Itamar Assumpção. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de maio de 2017

BANDA CRIADA POR ITAMAR ASSUMPÇÃO NOS ANOS 1980, ISCA DE POLÍCIA VAI LANÇAR O PRIMEIRO ÁLBUM AUTORAL


Projeto reúne parceiros e músicos influenciados pela linguagem do mestre 



Ele só pode estar ali, escondido em algum canto debaixo do calo do dedo indicador da mão esquerda de Paulo Lepetit, brincalhão nos dribles de pernas tortas da guitarra de Luiz Chagas. É um riso e uma raiva que se sente sem ver na voz indomesticável de Vange Milliet e nas provocações de Suzana Salles.

Uma predileção pelo diabo aqui, evocada por Lepetit e Carlos Rennó, outra glorificação dos próprios erros ali, proclamada por Arrigo Barnabé. Presente sem estar, Itamar Assumpção, morto em 2003, reafirma a força de uma linguagem que ele definiu nos anos 1980. Agora, o grupo que criou em 1981, o Isca de Polícia, lança o primeiro disco autoral sem o seu criador. A banda faz em São Paulo duas apresentações, nos dias 15 e 16, mas ainda não há previsão de turnê.

A missão poderia ser inglória por algumas armadilhas na pista. Haveria legitimidade de se compor com o pensamento de Itamar sem sua presença? Criada nos anos 1980, quando era erguido um cenário chamado Vanguarda Paulista, não estaria aquele idioma datado? As duas perguntas nem parecem ter sido feitas pelos músicos enquanto trabalhavam no novo repertório, mas podem ser levantadas por quem vai ouvi-los. E as respostas aparecem logo que a primeira música começa.


MULETAS

A linguagem do Isca não soa datada talvez por ter se recusado a se escorar nas muletas de época. Musicalmente, Itamar desconstruía os caminhos que ele mesmo começava a pavimentar, criando um movimento ininterrupto de tensão e relaxamento, confundindo graça e contestação ou usando a primeira para atingir a segunda. Quando existia, a calmaria durava pouco, como se estivesse ali apenas para dar o gosto do quase pop, retirando o doce da boca da indústria pop.

Ao seu lado do início e até o fim, Paulo Lepetit absorvia seu pensamento, colocando o contrabaixo na condução do processo criativo, guardando sustos para os próximos compassos. Quando viessem então os anos 2000 e surgisse o que se chamaria de “a nova música brasileira”, com seu núcleo criativo identificado em São Paulo, com nomes como Tulipa Ruiz, Rodrigo Campos, Kiko Dinucci e Dani Black, a validade do Isca seria mais uma vez colocada à prova. Ele estaria em todos, de alguma forma, em corpo e alma.

Estariam os músicos do Isca pensando com suas cabeças ou com a cabeça de Itamar Assumpção? “Esse não é um trabalho saudosista”, define Vange Milliet em sua forma de dizer, com respeito ao mentor, que o valor do passado não pode ser uma âncora ao presente. O disco tem vida própria e seu idioma não é mais de um, mas de todos que um dia aprenderam a falar aquela língua. “Cada um dos músicos tem seus trabalhos próprios ou com outros grupos, mas é impressionante. Quando nos juntamos, fazemos esse som naturalmente, essa linguagem é nossa”, diz Vange, sob os olhares do baterista Marco da Costa e o guitarrista Jean Trad.

“Nunca nos acomodamos”, diz Lepetit. E, depois da morte de Itamar, a constatação é de que o Isca passou a fazer mais shows. “Foi quando começamos a desenvolver essa linguagem que temos hoje”, diz Lepetit. Há um fato sobre o qual parece haver alguma angústia represada. Itamar entrou em confronto direto com o meio artístico convencional, desafiando não só as gravadoras como outros agentes, como jornalistas, TVs, contratantes e artistas. Negro Dito não baixava a guarda, dizendo não para gravadoras, reafirmando sua má vontade com matérias jornalísticas e não titubeando em abrir mão de apresentações uma vez que suas exigências não fossem aceitas. Se não ganhasse o mesmo cachê de Gilberto Gil, por exemplo, não se apresentaria. A banda se ressentia. “Éramos todos jovens”, diz Paulo Lepetit. “É claro que queríamos tocar mais.”


NOVIDADES

O disco que sai agora cruza colaboradores com histórias passadas diretamente ou não pelo trajeto da Vanguarda Paulistana. Péricles Cavalcanti é autor de Arisca; Arnaldo Antunes assina Dentro fora com Lepetit; Meus erros é de Lepetit com Arrigo Barnabé (com quem Itamar começaria tocando contrabaixo). Lepetit, Milliet e Ortinho fazem uma homenagem mais assumida em As chuteiras do Itamar: “Não se afobe, o adversário é forte / Pra gente virar o jogo não vai ser mole não / Baixa o Garrincha aqui nesse Nego Dito / Driblo a torcida com meu sorriso / Meu patrocínio é o que eu digo, preste atenção”.

Há uma espécie de exercício de alongamento no repertório do Isca. Zeca Baleiro não estava ainda na cena, mas poderia ter passado por ali, apesar do estilo de poesia mais direto, como mostra sua parceria com Lepetit batizada de É o que temos, é o melhor. “Você nunca sabe o que quer / Se quer viagem, casamento, bicicleta / É sempre tão difícil escolher...” Há ainda Atração pelo diabo, de Lepetit e Carlos Rennó; Eu é uma coisa, com Alice Ruiz; Xis, de novo com Arnaldo Antunes; e Itamargou, de Tom Zé. Tom é outro sócio de um clube que tinha como prerrogativa aceitar mentes que rejeitavam amarras. “Itamargou-ou-ou / Sem Itamar / Se a Isca se for / Vai escamar...”

Há mais material já pronto para o lançamento de um segundo álbum, programado para sair em seis meses. “É a tomada de carreira do Isca como banda autoral”, diz Paulo Lepetit, seu criador mais atuante. A inédita em disco Beleléu via Embratel, de Itamar, já conhecida dos shows, será gravada pela primeira vez. E virão parcerias agora com Chico César, Alzira E, André Abujamra e Zélia Duncan. São os longos tentáculos do Isca, sob a eterna direção de Itamar Assumpção. 


Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

ARTISTA RENEGADO, ITAMAR ASSUMPÇÃO TEM OBRA EM EVIDÊNCIA UMA DÉCADA APÓS A SUA MORTE

Músico considerado maldito que morreu há 10 anos ganha reconhecimento entre os músicos e tem o trabalho regravado por vários cantores

Estado de Minas



Melhor intérprete de si mesmo, como gosta de lembrar Riba de Castro, diretor do recém-lançado documentário Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista, Itamar Assumpção (1949-2003) vive momento de evidência de sua obra. Além de ser um dos homenageados do filme, ele acaba de ganhar disco da amiga e parceira Alzira E (O que vim fazer aqui), por meio do qual a mato-grossense diz encontrar nos poemas do amigo incentivo para a liberdade musical. O álbum se segue a Atento aos sinais, de Ney Matogrosso, que conta com duas composições de Itamar, e ao disco Tudo esclarecido, da amiga e parceira Zélia Duncan, integralmente dedicado à obra do compositor.

“Que maldito que nada!”, reagiria o próprio Itamar diante do interesse crescente por sua obra. Zélia Duncan chega a admitir que há uma corrente que tem ajudado a manter o nome de Itamar Assumpção com o “frescor merecido”. Do lançamento, em 2010, da Caixa preta, com 10 discos de carreira remasterizados e dois inéditos, feitos a partir de registros de voz e violão que o cantor, compositor e instrumentista deixou, passando pelo também documentário Daquele instante em diante, de Rogério Velloso, do ano seguinte, só dá Itamar.

A filha Anelis Assumpção anuncia para o ano que vem o lançamento, pelo Itaú Cultural, de Itamar Assumpção – Cadernos inéditos, coletânea de textos, letras de músicas e poesias do pai, organizados por ela, pela irmã Serena e pela mãe, Elizena Assumpção. Na opinião do cineasta Riba de Castro, o papel de Itamar na Vanguarda Paulista foi de extrema importância, na medida em que o trabalho dele “era inovador, impecável, pronto e acabado”.

“Era um artista completo e muito exigente consigo mesmo e com os outros”, acrescenta o diretor do documentário Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista, para quem a exigência em busca da perfeição colaborou na formação de vários artistas. Que o diga a irmã de Tetê Espíndola, Alzira E, que, ao relatar o processo da parceria dos dois, confirma o que diz Riba de Castro. “Mostrava o que tinha até então – em andamento – e ele complementava a letra, entrava nela, vestia a personagem. Assim foi com Azeite e Man, registradas no LP Amme, de 1992, ou com Norte, uma das inéditas do meu CD novo”, relata a cantora e compositora, produzida por Itamar em Amme.

Ela recorda que em outras situações Itamar simplesmente mandava a letra por telefone, fax ou deixava no caderno dela. Tudo virava canção. “Foi assim com Finalmente, Existem coisas na vida, O que é que eu fiz de mal e Chuva no deserto", exemplifica Alzira E. “Às vezes ele pedia que eu fizesse uma parte B na melodia para incluir mais uma estrofe, caso de Mesmo que mal eu diga, ou um refrão, como em Itamar é. O melhor da parceria, de acordo com Alzira, “era a forma complementar em que as composições se davam e a cumplicidade que permeava nossas vidas, nosso cotidiano e amizade, na qual produzimos muito, e, principalmente, o respeito que ele sempre deu a minha música”.


Consistência
 
Para Zélia Duncan, que gravou 11 canções de Itamar antes de dedicar a ele integralmente o repertório de Tudo esclarecido, o que mais chamou a sua atenção no artista foram a inteligência e a consistência do que é dito, junto com a maneira musical extremamente original e surpreendente. “A primeira música dele que cantei foi Fico louco e em seguida Beijo na boca. Não gravei nenhuma das duas, mas são músicas muito importantes para mim, que me instigavam nos anos 1980 e continuam me instigando até hoje”, acrescenta Zélia. Para ela, antes de mais nada, Itamar foi o grande parceiro dele mesmo, além de Alzira E e da poeta paranaense Alice Ruiz.

Alzira diz que ainda tem parcerias inéditas com o artista. “Algumas estão no novo disco, junto com regravações das canções marcantes na minha carreira nestes 25 anos, tais como Seis dos caminhos e Já que tem que”, lista a cantora mato-grossense. Anelis Assumpção, que também é cantora, seleciona repertório para disco a ser gravado no ano que vem. Em Sou suspeita, estou sujeita e nem sou santa, que marcou a estreia dela, Anelis gravou A mulher segundo meu pai. “Tenho o desejo de sempre cantar canções de meu pai, de tê-lo comigo. Cogito escolher uma canção entre as que mais gosto ou guardá-la para cantar no show”, afirma Anelis Assumpção, que tem músicas inéditas de Itamar.

“Acho que é muito natural quando uma pessoa falta e deixa um legado intelectual – não suficientemente acessado – pelo qual as pessoas se interessem”, avalia a filha de Itamar Assumpção. Ela lembra que Itamar era uma pessoa muito lúcida e coerente, que tinha consciência de que ele seria um artista póstumo. “Ele sabia um pouco disto e talvez até fizesse desta forma”, acrescenta Anelis. “Infelizmente, há muito artista, cientista e outros profissionais que demoram a ter reconhecimento”, diz a filha de Itamar, lembrando a primeira década da morte do pai.

Teatrais, rítmicas, profundas e divertidas, as canções do artista funcionam tanto no estúdio quanto no palco, de acordo com Zélia Duncan. Ele lembra que Cássia Eller, Ná Ozzetti e outros intérpretes também se apaixonaram pela obra de Itamar Assumpção, que cantaram e gravaram. Zélia não esconde sequer o desejo de ter sido uma das Orquídeas do Brasil, banda de Itamar integrada apenas por mulheres, além de detectar a porção buarquiana na obra do compositor em canções como quem Que canta seus males espanta, que ela gravou no disco Eu me transformo em outras.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

10 ANOS SEM ITAMAR ASSUMPÇÃO

Itamar de Assumpção nasceu em Tietê (interior de São Paulo) no dia 13 de setembro de 1949. Bisneto de escravos angolanos, cresceu ouvindo os batuques do terreiro de candomblé no quintal de sua casa. Cresceu em Arapongas, no Paraná, para onde se mudou aos 12 anos. Chegou a cursar até o segundo ano de Contabilidade, mas abandonou a faculdade para fazer teatro e shows em Londrina. Aprendeu a tocar violão sozinho e, ouvindo Jimi Hendrix e arranjos de baixo e bateria, apaixonou-se pelo baixo. 

Aos 12 anos mudou-se para Arapongas (PR), onde estudou contabilidade, abandonando o curso para atuar em teatro e shows em Londrina. Nesta cidade conheceu Arrigo Barnabé. Autodidata no violão, apaixonou-se pelo baixo ouvindo os discos de Jimmy Hendrix. Mudou-se para São Paulo em 1973.

Em 1975, venceu um festival de música em Campinas com sua canção "Luzia" e participou do Festival da Feira da Vila, em Vila Madalena, com sua composição "Nego Dito". Integrou a vanguarda paulistana, formada no Teatro Lira Paulistana, ao lado de Arrigo Barnabé e da banda Sabor de Veneno. Em 1979, apresentou no Festival de Música Popular, o último realizado pela extinta TV Tupi, a canção "Sabor de veneno", ao lado de Arrigo Barnabé. 

Misturando samba, reggae, funk e rock, lançou, nos anos 1980, acompanhado da banda Iscas de Polícia, os LPs "Beleléu, Leléu, e eu" (1980), "Às próprias custas S. A." (1983), "Sampa midnight - Isso não vai ficar assim" (1986) e "Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava" (1988) . Suas letras, marcadas por uma crítica contundente, e a música de pouco apelo comercial, acabaram dando-lhe uma aura de "artista maldito", alcunha que sempre recusou. Em 1987, estreou como produtor no primeiro LP da cantora Fortuna. Quatro anos depois, produziria o LP "Amme", de Alzira Espíndola. 

No início da década de 1990, passou a ser acompanhado pelo grupo Orquídeas do Brasil, com o qual lançou, em 1993, o CD "Bicho de sete cabeças" e, em 1994, o CD "Bicho de sete cabeças vol. 2". Foi contemplado com o Prêmio de Melhor CD do Ano, cedido pela APCA, pelo disco "Ataulfo Alves por Itamar Assumpção - pra sempre agora", lançado em 1996, contendo exclusivamente canções daquele compositor. Em 1998, lançou o CD "Pretobras - Por que eu não pensei nisso antes... ". Todos os seus LPs independentes foram reeditados em CD pelo selo Baratos Afins, de São Paulo. 

Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Ná Ozzetti, Branca de Neve ("Nego dito"), Cássia Eller ("Já deu pra sentir" e "Aprendiz de Feiticeiro"), Monica Salmaso ("Canto em Qualquer Canto", com Ná Ozzetti) e Zélia Duncan ("Código de Acesso").

Faleceu no dia 12 de junho de 2003. 



No ano seguinte, foi lançado o CD póstumo "Vasconcelos e Assumpção - isso vai dar repercussão", contendo sete composições próprias, gravadas com o percussionista Naná Vasconcelos: "Leonor", "Cabelo duro", "Próxima encarnação", "Fim de festa", "Justo você Berenice", "Aculturado", "Assim Naná ensina". O disco contou com a participação de Paulo Lepetit (produção musical, baixo, violão e teclados), Bocato (trombone). Nos vocais, Vange Milliet, Tata Fernandes e Anelis Assumpção, filha do compositor e cantor, e integrante do grupo Dona Zica.

Em 2006, foi celebrado pelo parceiro Arrigo Barnabé no CD "Missa in memoriam - Itamar Assumpção", contendo cinco faixas em latim, "Kyrie", "Gloria", "Credo", "Sanctus" e "Agnus Dei", com arranjos de Tiago Pinheiro, seguindo o ritual ortodoxo da Igreja Católica.

É pai de Serena Assumpção e da cantora e compositora Anelis Assumpção.



Discografia Oficial

Beleléu Leléu Eu (e Isca de Polícia) (1980)

Faixas:
01 - Vinheta I
02 - Luzia
03 - Fon fin fan fin fun
04 - Fico louco
05 - Aranha
06 - Se eu fiz tudo
07 - Vinheta II
08 - Vinheta III
09 - Baby
10 - Embalos
11 - Nega música
12 - Beijo na boca
13 - Nego Dito



Às Próprias Custas S.A. (E Isca de Polícia) (1983)

Faixas:
01 - Negra melodia
02 - Você está sumindo
03 - Vide verso meu endereço
04 - Fico louco
05 - Noite de terror
06 - Oh! maldição
07 - Amanticida
08 - Batuque
09 - Peço perdão
10 - Que barato
11 - Denúncia dos Santos Silva Beleléu



Sampa Midnight - Isso Não Vai Ficar Assim (1986)

Faixas:
01 - Prezadíssimos ouvintes
02 - Ideia fixa
03 - Navalha na liga
04 - Movido a água
05 - Desapareça Eunice
06 - Tete tentei
07 - Vamos nessa
08 - Eldorado
09 - Sampa midnight
10 - Isso não vai ficar assim
11 - Z da questão meu amor
12 - Totalmente à revelia
13 - Cadê Inês
14 - Chavão abre porta grande
15 - É o Quico



Intercontinental! (e Isca de Polícia) (1988)

Faixas:
1. Sutil
2. Adeus Pantanal
3. Pesquisa de mercado I
4. Oferenda
5. Sexto sentido
6. Pesquisa de mercado II
7. Ouça-me
8. Maremoto
9. Não há saídas
10. Mal menor
11. Zé Pelintra
12. Perdidos nas estrelas
13. Parece que foi ontem
14. Homem-mulher
15. Ausência
16. Filho de Santa Maria
17. Pesquisa de mercado III
18. Espírito que canta



Bicho de 7 Cabeças (e As Orquídeas do Brasil) (1993)

Faixas:
1. Sujeito a chuvas e trovoadas
2. Venha até São Paulo
3. Custa nada sonhar
4. Quem é cover de quem?
5. Noite torta
6. Balaio
7. Vou tirar você do dicionário
8. Logo que eu acordo
9. Orquídeas
10. Se a obra é a soma das penas
11. Quem descobriu, descobriu
12. É tanta água
13. Sonhei que viajava com você
14. Me basta
15. Nobody knows
16. Penso logo sinto
17. Enquanto penso nela



Bicho de 7 Cabeças Vol.II (e As Orquídeas do Brasil) (1993)

Faixas:
1. In the morning
2. Milágrimas
3. Ciúme do perfume
4. Coração absurdo
5. Tristes trópicos
6. Estropício
7. Quem canta seus males espanta
8. Tua boca
9. Lambuzada de dendê
10. Ei você aí
11. Aí que vontade
12. Onda sertaneja
13. Santo de casa
14. Vê se me esquece
15. Parece que bebe
16. Bicho de sete cabeças



Bicho de 7 Cabeças Vol.III (e As Orquídeas do Brasil) (1993)

Faixas:
1. Estropício
2. Quem canta seus males espanta
3. Tua boca
4. Lambuzada de dendê
5. Ei você aí
6. Aí que vontade
7. Onda sertaneja
8. Santo de casa
9. Vê se me esquece
10. Parece que bebe
11. Bicho de sete cabeças



Ataulfo Alves por Itamar Assumpção (Pra Sempre Agora) (1996)

Faixas:
1. Meus tempos de criança
2. Saudades da Amélia
3. Bom crioulo
4. Requebro da mulata
5. Mulata assanhada
6. Laranja madura
7. Pois é
8. Vai mesmo
9. O homem e o cão
10. Errei sim
11. Errei erramos
12. Sei que é covardia
13. Atire a primeira pedra
14. Nem que chova canivete
15. Na cadência do samba
16. Jubileu
17. Bonde São Januário
18. Gente bem também samba
19. Leva meu samba
20. Vassalo do samba



Pretobrás - Porque Eu Não Pensei Nisso Antes (1998)

Faixas:
1. Cultura Lira paulistana
2. Abobrinhas não
3. Vá cuidar da sua vida
4. Pretobrás
5. Extraordinário
6. Vida de artista
7. Dor elegante
8. Pöltinglen
9. Vou de vai-vai
10. Por que eu não pensei nisso antes
11. Apaixonite aguda



Isso Vai Dar Repercussão (e Naná Vasconcelos) (2004)

Faixas:
01 - Leonor
02 - Cabelo duro
03 - Próxima encarnação
04 - Fim de festa
05 - Justo você Berenice
06 - Aculturado
07 - Assim Naná ensina



Pretobrás II - Maldito Vírgula (2010)

Faixas:
01 - Maldito vírgula
02 - Samba enredo
03 - Je t'aime mais que o Jerome
04 - O tempo todo
05 - Todo esse tempo I
06 - Todo esse tempo II
07 - Ir pra Berlim
08 - Procurei
09 - Más línguas
10 - Breu da noite
11 - Os incomodados que se mudem
12 - Agora é que são elas
13 - Longe demim
14 - Elza Soares



Pretobrás III - Devia ser Proibido (2010)

Faixas:
01 - Anteontem (melô da UTI)
02 - Eu tenho medo
03 - Grude
04 - Devaneio
05 - Devia ser proibido
06 - Persigo São Paulo
07 - Pirex
08 - Fundamental
09 - Ninguém como você
10 - Variações
11 - Ciúme doentio
12 - Enquanto uns ficam falando
13 - Visita suicida
14 - Que tal o impossível
15 - Os incomodados que se mudem

LinkWithin