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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

BLECAUTE, 100 ANOS




Blecaute (Otávio Henrique de Oliveira) , cantor e compositor nasceu em Espírito Santo do Pinhal SP, em 05/12/1919, e faleceu no Rio de Janeiro, em 9/2/1983. Órfão de pai e de mãe, aos seis anos foi levado para São Paulo SP, onde trabalhou como engraxate e entregador de jornais.
Estreou como cantor em 1933, no programa de calouros A Peneira de Ouro, da Rádio Tupi, e oito anos depois começou a atuar na Rádio Difusora, adotando, por sugestão do Capitão Furtado, o nome de Black-Out, abrasileirado pela imprensa para Blecaute. Entre 1942 e 1943 foi para o Rio de Janeiro RJ, contratado pela Rádio Tamoio, atuando também na Mauá e Nacional. 

Em 1944 participou como cantor do filme Tristezas não pagam dívidas (direção de José Carlos Burle e J. Rui) e gravou seu primeiro disco, com Eu agora sou casado(Cristóvão de Alencar e Alcebíades Nogueira). Obteve grande sucesso no Carnaval de 1949 com Pedreiro Waldemar (Wilson Batista e Roberto Martins), mas o maior êxito de sua carreira ocorreria com o samba General da banda (Tancredo Silva, Sátiro de Melo e José Alcides), lançado no Carnaval do mesmo ano, que lhe valeu o apelido de "general da banda", com o qual passou a ser conhecido. 

Consagrado como cantor de sucessos carnavalescos, destacou-se em 1951 com Papai Adão (Armando Cavalcanti e Klecius Caldas) e em 1952 com Maria Candelária(da mesma dupla). Dois anos depois, obteve grande êxito com Piada de salão e em 1955 com Maria Escandalosa (também dessa dupla), fazendo sucesso em 1959 com Chora, doutor (de J. Piedade, Orlando Gazzano e J. Campos). 

Repetindo seu êxito nos carnavais, em 1963 destacou-se com o Samba do Iê-Iê-Iê(Estanislau Silva,William Duba e Rosa de Oliveira) e dois anos depois com Quero morrer no Rio, lançando em 1969 Bloco de Banana (de sua autoria), e em 1971 Teresinha Copa70 (Marli de Oliveira e Gatinho). 

Além de cantor, também compôs algumas músicas, como Natal das crianças e Iansã, esta lançada no Carnaval de 1973. Gravou dois LPs, um pela Odeon, É para todo mundo cantar, e outro pela Polydor, Na boca do povo. 


CDs: Carnaval - Sua história, sua glória, vol. 9, 1993, Revivendo RVCD-034; Carnaval - Sua história, sua glória, vol. 11, 1994, Revivendo RVCD-059. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

BLECAUTE, 30 ANOS DE SAUDADES

Três décadas sem o cantor e compositor autor de sucessos como "A mulher do palhaço" e "A sogra vem aí".




Órfão de pai e mãe, foi levado para São Paulo aos seis anos de idade. Lá trabalhou como engraxate e entregador de jornais.

Em 1933, apresentou-se no programa de calouros "A peneira de ouro", da Rádio Tupi. 
Chegou a ser uma figura muito popular no carnaval, entre os anos 1960 e 1980, incorporando a figura "General da Banda", fantasia que ele impunhava e com a qual percorria desfiles e bailes de carnaval.

Iniciou sua carreira artística em 1941, atuando na Rádio Difusora.

 Nessa época, por sugestão do Capitão Furtado, adotou o nome de Black-out, composto inglês que significa "preto por fora", abrasileirado pela imprensa para Blecaute.

Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1942, tendo sido contratado pela Rádio Tamoio, atuando ainda nas Rádios Mauá e Nacional.

Em 1944, gravou seu primeiro disco, na Continental, registrando os sambas "Minha Tereza" de Roberto Roberti, Raul Marques e Mário Rodrigues, e "Eu agora sou casado", de Cristóvão de Alencar e Alcebíades Nogueira, com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional. Nesse mesmo ano, participou do filme "Tristezas não pagam dívidas", dirigido por José Carlos Burle e J. Rui.


Em 1947, gravou as marchas "Ôpa...Ôpa..., de Cristóvão de Alencar e Paulo Barbosa, e "Dona Maria", de João Paulo e Pedro Afonso, com acompanhamento de Severino Araújo e sua orquestra Tabajara.




Em 1948, gravou a primeira composição de sua autoria, o samba "Carioca bonita", parceria com Zé Maria. Nesse ano, gravou os sambas "Chegou a bonitona", de Geraldo Pereira e José Batista, "Zing-zing-bum", de sua autoria e Zé Maria, "Que samba bom", de Arnaldo Passos e Geraldo Pereira, e "Desce favela", de Alcebíades Barcelos e Sebastião Gomes, e a marcha "Vote! Que mulher bonita !", de João de Barro e Antônio Almeida.

No carnaval de 1949, obteve grande sucesso com a marcha "O pedreiro Valdemar", de Wilson Batista e Roberto Martins, gravada em outubro do ano anterior com acompanhamento de Severino Araújo e Orquestra Tabajara, considerada desde logo uma música de forte conotação social.


Nesse ano, gravou a toada "Moreninha, moreninha", de Antônio Almeida e Pedro Caetano, e o samba "Meu guarda-chuva", de Ubenor Santos e Amâncio Moraes, com acompanhamento de Severino Araújo e seu conjunto.

No final de 1949, gravou aquele que seria o grande êxito de sua carreira, sucesso no ano seguinte, o samba "General da banda", de Tancredo Silva, Sátiro de Melo e José Alcides, inspirado num ponto de macumba, gravado também por Linda Batista. Identificou-se com a composição a ponto de, a partir de então, utilizar em suas apresentações uma colorida fantasia de "General da banda", cheia de alamares e dragonas.

Em 1950, gravou os sambas "Ave-Maria", de Sinval Silva, e "Joãozinho boa pinta", de Haroldo Barbosa e Geraldo Jacques, a marcha "Rosinha, vem cá", de Hervê Cordovil, e o maxixe "Meu doce de coco", de Humberto Teixeira e Carlos Barroso, este último, gravado com o grupo vocal Os Boêmios.

Já consagrado como cantor de sucessos carnavalescos, destacou-se em 1951, com a marcha "Papai Adão", de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, e o samba "Ai cachaça", de Manezinho Araújo e Fernando Lobo. No mesmo ano, gravou com acompanhamento de Abel Ferreira e seu conjunto os baiões "Dia dos namorados" e "O delegado quer prender o Antônio", da dupla Haroldo Lobo e Milton de Oliveira.

Em 1952, conheceu mais um grande sucesso com a gravação da marcha "Maria Candelária", de Klécius Caldas e Armando Cavalcânti, sátira bem-humorada às funcionárias "empistoladas" que impunemente abusavam de regalias no serviço público. Nesse ano, gravou o baião "Santo Antônio não gosta", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e os sambas "Pedido à São João", de sua autoria e Gildásio Ferreira, e "Calvário do amor", de Jorge de Castro e Gastão Viana. No mesmo período, Isaura Garcia gravou os sambas "O morro silenciou" e "Quem é você", parcerias com Newton Teixeira.



Em 1953, gravou as marchas "Dona cegonha", de Klécius Caldas e Armando Cavalcânti, e "Não aguento essa mulher", de David Raw e Manezinho Araújo, a batucada "Rico vai na chuva", de sua autoria, e o samba "A banca do guarda", parceria com Milton Vilela. Nesse ano, teve as marchas "Índia morena", com Osvaldo França, gravada por Rubens Peniche e "Eh! Eh! Paisano", com Grande Otelo e Osvaldo França, gravada por Isaura Garcia e o samba "Eu sou mais eu", com Raul Sampaio, gravada por Alcides Gerardi. Também nesse ano, transferiu-se para a RCA Victor e lançou os baiões "Santo Antonio sabe", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e "Tim tim o lá lá", de Henrique de Almeida e Rômulo Paes.

Em 1954, mais um grande sucesso carnavalesco com a marcha "Piada de salão", de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti. Nesse ano, gravou o baião "Marina sapeca", de Sebastião Gomes, Rubens Ferreira e Jair Gonçalves, e a valsa "Primeira valsa", parceria com Nicola Bruni. Também nesse ano, transferiu-se para a gravadora Copacabana e gravou os sambas "Caridade", de Nelson Cavaquinho e Ermínio Vale, e "Cabrocha", de João Bené e Amado Régis. Ainda no mesmo ano, teve gravadas na RCA Victor o samba "Última homenagem", com Herivelto Martins, pelo Trio de Ouro e a toada "Quem bom seria", com Newton Teixeira, por Isaura Garcia.

Em 1955, fez com Herivelto Martins a marcha "Linda romana" gravada por Nelson Gonçalves e o samba "Maria do Socorro", pelo Trio de Ouro, as duas na RCA Victor. Nesse ano, obteve novo êxito no carvaval com a marcha "Maria escandalosa" , da dupla Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, e que dava sequência natural ao sucesso anterior "Maria Candelária", e que foi escolhida por um júri reunido no Teatro João Caetano como uma das dez mais marchas mais populares do carnaval de 1955.

O mesmo juri considerou seu samba "Lágrimas" como um dos mais populares daquele carnaval. Também no mesmo ano, gravou o samba-choro "Torcedor do "Mengo", de sua autoria e Luiz Dantas, em disco que trazia no lado A o cantor Jorge Veiga interpretando o "Hino da torcida do Flamengo", numa homenagem ao time do Flamengo campeão carioca daquele ano. Ainda nesse ano, lançou a valsa "Natal das crianças", de sua autoria, que se tornou um clássico dos festejos natalinos gravada entre outros por Carlos Galhardo e Luis Bordon, além da sua própria e bem sucedida gravação.

Em 1956, gravou o samba "Ressurreição", de sua autoria, as marchas "Maria champanhota", de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, e "Marcha das fãs", de Wilson Batista e Jorge de Castro; a batucada "Mulher é aquela", de Paquito, Romeu Gentil e Jorge Gonçalves, e o samba-maxixe "A mulher do palhaço", parceria com Jadir Ambrósio e Jair Silva. Nesse ano, o Trio de Ouro gravou outra de suas composições com Herivelto Martins, a toada "Rancho da serra".

Em 1957, gravou os sambas "Aquele amor", parceria com Elias Cortes e Arnô Canegal, e "Meu coração soluçou", com Raguinho, e as marchas "Lavadeira", com Henrique de Almeida e Rômulo Paes, e "Inventor da mulata", com Manoel Rosa e Nilton Ribeiro. Nesse ano, Ruth Amaral gravou seu samba "Já fui feliz", com Boexi, e Heleninha Costa o samba "Cinzas do amor", com Mary Monteiro.


Em 1958, gravou a marcha "Tô de prontidão", com Nilo Silva e Osvaldo França, e a batucada "Serenou, serenou", com Laurindo Correia e Alfredo Godinho.

Em 1959, destacou-se com o samba "Chora doutor", de J. Piedade, Orlando Guzzano e J. Campos, gravado em fins do ano anterior, um dos mais cantados do ano, também com forte apelo social. Nesse ano, transferiu-se para a Odeon e gravou as marcha "Um romance em Brasília", "Natal de Jesus" e o lamento "Feliz ano novo", de sua autoria, e o "Samba do play-boy", de José Roberto Kelly.




Em 1959, foi o terceiro colocado no concurso de músicas carnavalescas do Distrito Federal com o samba "Chora, doutor", de sua autoria e por ele mesmo defendido na final realizada com grande público no Teatro João Caetano.

 Em 1960, gravou as marchas "Banho diferente", de Antônio Bruno e Marli de Oliveira, e "A sogra vem aí", parceria com Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. Nesse ano, fez sucesso com o samba "Quero morrer no Rio", de sua autoria.

Em 1961, gravou os sambas "Acabou a sopa", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e "Direitos iguais", de sua parceria com Valdemar Silva. Em 1969, lançou "Bloco de banana", composição de sua autoria. Gravou dois LPs.

 A partir de 1968, colheu grande sucesso com o show "Carnavália", de P. A. Grisolli e S. Miller, encenado durante meses a fio na Boate Casa Grande, atual teatro do mesmo nome, na zona sul do Rio e do qual participaram Marlene e Nuno Roland, liderados pela cronista Eneida, que narrava a história do carnaval carioca. O espetáculo foi gravado ao vivo pelo M.I.S., de que resultaram dois LPs, com capas especiais do pintor Luiz Jasmin, produzidos ambos por Ricardo Cravo Albin.

 Em 1982, teve a toada "Rancho da serra", com Herivelto Martins, gravado por Rolando Boldrin, no LP "Violeiro", da Som Livre.


Fonte: Dicionário da MPB




Discografia

Minha Tereza / Eu agora sou casado (1944) (78 rpm) (Continental)
Opa.. Opa… / Dona Maria (1947) (78 rpm) (Continental)
O Biriba esteve aqui / Carioca bonita (1948) (78 rpm) (Continental)
Chegou a bonitona / Zing-zing-bum (1948) (78 rpm) (Continental)
Vote! Que mulher bonita! / Que samba bom (1948) (78 rpm) (Continental)
Pedreiro Waldemar / Desce, favela (1948) (78 rpm) (Continental)
Moreninha, moreninha / Meu guarda-chuva (1949) (78 rpm) (Continental)
Oito mulheres / Baiana Tereza (1949) (78 rpm) (Continental)
Rei Zulu / O presidente chegou (1949) (78 rpm) (Continental)
General da banda / Marcha do "O" (1949) (78 rpm) (Continental)
Leilão de Ali Babá / Salve Mangueira (1949) (78 rpm) (Continental)
Ave-Maria / Rosinha, vem cá (1950) (78 rpm) (Continental)
Joãozinho boa-pinta / Meu doce de coco (1950) (78 rpm) (Continental)
Ai cachaça / Papai Adão (1951) (78 rpm) (Continental)
Borocochô / Onda vai, onda vem (1951) (78 rpm) (Continental)
Dia dos namorados / O delegado quer prender o Antônio (1951) (78 rpm) (Continental)
Mambo no samba / Fã número 1 (1951) (78 rpm) (Continental)
Sujeito sem jeito / Televisão (1951) (78 rpm) (Continental)
Borboleta dourada / Que coisa boa! (1951) (78 rpm) (Continental)
Maria Candelária / Não dou cartaz (1951) (78 rpm) (Continental)
Santo Antônio não gosta (1952) (78 rpm) (Continental)
Pedido à São João / Calvário do amor (1952) (78 rpm) (Continental)
Dona cegonha / Rico vai na chuva (1953) (78 rpm) (Continental)
A banca do guarda / Não agüento essa mulher (1953) (Continental)
Santo Antonio sabe / Tim tim o lá lá (1953) (RCA Victor)
A dor que mais dói / Primeiro eu (1953) (RCA Victor)
Escravo da obrigação / Papagaio falador (1953) (78 rpm) (RCA Victor)
Ai meu senhor / Piada de salão (1953) (78 rpm) (RCA Victor)
Marina sapeca / Primeira valsa (1954) (78 rpm) (RCA Victor)
Caridade / Cabrocha (1954) (78 rpm) (Copacabana)
Batuque dos meninos / Samambaia pegou fogo (1954) (78 rpm) (Copacabana)
Lágrimas / Maria Escandalosa (1955) (78 rpm) (Copacabana)
Napoleão boa boca / Velha guarda (1955) (78 rpm) (Copacabana)
Quem será? / Agarradinho (1955) (78 rpm) (Copacabana)
Torcedor do Mengo (1955) (78 rpm) (Copacabana)
Minha senhora / Ingrata Rosinha (1955) (78 rpm) (Copacabana)
Linguagem do povo / Use a cabeça (1955) (78 rpm) (Copacabana)
Natal das crianças / Noiva querida (1955) (78 rpm)(Copacabana)
Ressurreição / Marcha das fãs (1956) (78 rpm) (Copacabana)
Mulher é aquela / Maria Champanhota (1956) (78 rpm)(Copacabana)
Vou-me embora Sá Dona / A vez do bobo (1956) (78 rpm)(Copacabana)
Baião de Minas Gerais / A mulher do palhaço (1956) (78 rpm) (Copacabana)
Mambo bacana / Carla (1956) (78 rpm) (Copacabana)
Aquele amor / Lavadeira (1957) (78 rpm) (Copacabana)
Inventor da mulata / Meu coração soluçou (1957) (78 rpm) (Copacabana)
Ambição / Lá vem ela (1957) (78 rpm) (Copacabana)
Mambo carioca / Triste recordação (1957) (78 rpm) (Copacabana)
Canção da mamãe (1957) (78 rpm) (Copacabana)
Se papai fosse eleito / História de sempre (1957) (78 rpm) (Copacabana)
Decisão amarga / Rei dos reis (1957) (78 rpm) (Copacabana)
Tô de prontidão / Serenou, serenou (1958) (78 rpm) (Copacabana)
Chora, doutor / Volta Redonda (1958) (78 rpm) (Copacabana)
Está chegando o General / Rebola Feola (1958) (78 rpm) (Copacabana)
Um romance em Brasília / Samba do play-boy (1959) (78 rpm) (Odeon)
Natal de Jesus / Feliz Ano Novo (1959) (78 rpm) (Copacabana)
É pra todo muno cantar (1959) (Copacabana) (LP)
Banho diferente / A sogra vem aí (1960) (78 rpm) (Copacabana)
Sem mulata é fogo / Balançou, balançou (1960) (78 rpm) (Polydor)
Rosa errante / Quero morrer no Rio (1960) (78 rpm) (Polydor)
Samba da cor (1961) (78 rpm) (Copacabana)
Acabou a sopa / Direitos iguais (1961) (78 rpm) (Copacabana)
Mulher toda hora / A casa oficial (1961) (78 rpm) (Copacabana)
Maria Brasília (1961) (78 rpm) (Carnaval)
Na boca do povo (1962) (Polydor) (LP)
Carnavália (1968) Museu da Imagem e do som (LP)
Carnaval - Sua história e sua glória, Vol nº 9 (1993) (Revivendo) (CD)
Carnaval - Sua história e sua glória, Vol nº 11 (1994) (Revivendo) (CD)

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