PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

INTUITY BORA BORA JANGA

Siga a sua intuição e conheça aquela que vem se tornando a marca líder de calçados no segmento surfwear nas regiões tropicais do Brasil. Fones: (81) 99886 1544 / (81) 98690 1099.

ZÉ RENATO - ENTREVISTA EXCLUSIVA

Com 40 anos de carreira, o músico capixaba faz uma retrospectiva biográfica de sua trajetória como instrumentista, compositor e intérpretes em diverso dos projetos nos quais participou.

VERSOS E MELODIAS INCRUSTADAS ENTRE O PLANALTO E O SERTÃO

Embevecido da cultura popular nordestina, Túlio Borges a faz de esteio para os versos e melodias que sustentam a trilogia a que se propõe.

QUEM FOI INALDO VILARIN?

Autor de canções como “Eu e o meu coração” (gravada por nomes como João Gilberto e Maysa), Inaldo Vilarin é mais um na triste estatística de um país sem memória

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

CURIOSIDADES DA MPB

O cantor e compositor Gonzaguinha não escondia uma certa admiração pelo cantor Agnaldo Timóteo, uma pessoa que, segundo Gonzaguinha, "sabe segurar a barra de viver o permitido e o não permitido". Na década de 70 os dois eram contratados da mesma gravadora (EMI) e acabaram tornando-se amigos.
Uma certa madrugada, no fim dos anos 70, Gonzaguinha ouviu o amigo Timóteo queixar-se de seus desencontros do relacionamento com Paulo Cesar Souza, o Paulinho (para quem Agnaldo Timóteo compôs A bolsa do posto três, sucesso de timóteo na decada de 70). O resultado da conversa foi a composição Grito de alerta, título sugerido pelo próprio Agnaldo Timóteo: "Primeiro você me alucina/ me entorta a cabeça/ e me bota na boca/ um gosto amargo de fel..." Gonzaguinha, entretanto, não deu exclusividade da gravação para o amigo, e Grito de alerta foi entregue também a cantora Maria Bethânia - fato que provocou o ciúme de Timóteo: "Eu fiquei pau da vida com o gonzaguinha porque aquela história era minha, eu deveria ter sido até parceiro dele na música. Eu falei: Puta que pariu, Gonzaguinha, então eu te conto uma história de minha cama e você dá a música para a Bethânia gravar!?"

ARAÚJO, Paulo Cesar de. Eu não sou cachorro não - 5 edição - Rio de janeiro: Record,2005 (Pág. 207)

sábado, 26 de janeiro de 2008

PRÉ CARNAVAL NA MARIM DOS CAETÉS

O Carnaval de Olinda deste ano traz uma novidade que vai deixar os foliões ainda mais animados: a Prefeitura, em parceria com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, anunciou uma semana a mais de festas. Isso mesmo, quem espera até o Sábado de Zé Pereira para cair no passo vai antecipar as comemorações do período de Momo. A 1ª Capital Brasileira da Cultura terá pela primeira vez uma semana pré recheada de atrações locais e nacionais. Do dia 25 de janeiro (sexta) até o dia 31 (quinta), o palco montado no Pólo do Fortim vai ferver ao som da Nação Zumbi, Jorge Aragão, Mundo Livre S/A, Beth Carvalho e outros. Além dos shows, haverá ainda cortejos de grupos de cultura popular partindo do Largo do Mosteiro de São Bento desfilando pelas ruas da Cidade Alta. A Prefeitura de Olinda, junto com a Fundarpe, também irá apresentar, na abertura da semana pré (dia 25, às 16h), um espetáculo inédito em homenagem ao povo brasileiro. Na ocasião, negros, índios e brancos subirão ao palco juntos na peça Sagração das Etnias.Confira as atrações:

Semana pré carnavalesca:
Dia 25 - Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, Claudionor Germano e Nação Zumbi.
Dia 26 - Orquestra Pernambucana de Choro, Escola de Samba Deixa Falar e Jorge Aragão.
Dia 27 - Orquestra do Maestro Duda e Sanfônica de Oito Baixos, Dona Ivone Lara e Nelson Sargento.
Dia 28 - Lançamento do disco Frevo do Mundo, Edu Lobo, Mônica Feijó e Orquestra Contemporânea de Olinda.
Dia 29 - Beth Carvalho, DJ Dolores e Aparelhagem e Geraldo Maia.
Dia30 - Orquestra Jaguar do maestro Ademir Araújo com convidados especiais e Samba de Latada.
Dia 31 - Antúlio Madureira, Eddie e Martinho da Vila.


Aproveitem o carnaval com responsabilidade!!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O POETA DA VILA ISABEL

Primeiro filho de seu Manoel e dona Marta de Medeiros Rosa, Noel veio ao mundo em 11 de dezembro de 1910, no Rio de Janeiro, RJ, em parto difícil - para não perderem mãe e filho, os médicos usaram o fórceps para ajudar, o que acabou causando-lhe a lesão no queixo, que o acompanhou por toda a vida.

Franzino, Noel aprendeu a tocar bandolim com sua mãe - era quando se sentia mais importante, lá no Colégio São Bento. Sentava-se para tocar, e todos os meninos e meninas paravam para ouvi-lo extasiados. Com o tempo, adotou o instrumento que seu pai tocava, o violão.
Magro e debilitado desde muito cedo, dona Marta vivia preocupada com o filho, pedindo-lhe que não se demorasse na rua e que voltasse cedo para casa. Sabendo, certa vez, que Noel iria à uma festa em um sábado, escondeu todas as suas roupas. Quando seus amigos chegaram para apanhá-lo, Noel grita, de seu quarto: "Com que roupa?" - no mesmo instante a inspiração para seu primeiro grande sucesso, gravado para o carnaval de 1931, onde vendeu 15000 discos!
Foi para a faculdade de medicina - alegria na família - mas a única coisa que isso lhe rendeu foi o samba "Coração" - ainda assim com erros anatômicos. O Rio perdeu um médico, o Brasil ganhou um dos maiores sambistas de todos os tempos.

Genial, tirava até de brigas motivo de inspiração. Wilson Batista, outro grande sambista da época, havia composto um samba chamado "Lenço no Pescoço", um ode à malandragem, muito comum nos sambas da época. Noel, que nunca perdia a chance de brincar com um bom tema, escreveu em resposta "Rapaz Folgado" (Deixa de arrastar o seu tamanco / Que tamanco nunca foi sandália / Tira do pescoço o lenço branco / Compra sapato e gravata / Joga fora esta navalha que te atrapalha) . Wilson, irritado, compôs "O Mocinho da Vila, criticando o compositor e seu bairro. Noel respondeu novamente, com a fantástica "Feitiço da Vila". A briga já era um sucesso, todo mundo acompanhando. Wilson retorna com "Conversa Fiada" (É conversa fiada / Dizerem que os sambas / Na Vila têm feitiço) . Foi a deixa para Noel compor um dos seus mais famosos e cantados sambas, "Palpite Infeliz" . Wilson Batista, ao invés de reconhecer a derrota, fez o triste papel de compor "Frankstein da Vila" , sobre o defeito físico de Noel. Noel não respondeu. Wilson insistiu compondo "Terra de Cego". Noel encerra a polêmica usando a mesma melodia de Wilson nessa última música, compondo "Deixa de Ser Convencido"Noel era tímido e recatado, tinha vergonha da marca que trazia no rosto, evitava comer em público por causa do defeito e só relaxava bebendo ou compondo. Sem dinheiro, vivia às custas de poucos trocados que recebia de suas composições e do auxílio de sua mãe. Mas tudo que ganhava era gasto com a boemia, com as mulheres e com a bebida. Isso acelerou um processo crônico pulmonar que acabou em tuberculose.

Este 2008 marca a entrada de grande parte da obra do poeta da Vila, Noel Rosa, em domínio público.Apenas ficam liberadas para regravações, remixes (socorro!) e afins canções compostas apenas por Noel ou em parceria com quem morreu antes dele - a lei do direito autoral estabelece que o prazo de 70 anos é contado após a morte do último dos co-autores (Feitio de Oração, citada acima, ainda não está liberada, já que foi composta com Vadico, que morreu em 1962).


Abaixo segue a lista das canções liberadas. Vamos ver o que vem por aí.

01 - Agora
02 - Alô Beleza
03 - Amor de Parceria
04 - Arranjei um fraseado
05 - Ate amanha
06 - Baianinha
07 - Brincadeira de roda
08 - Canção do galo capão
09 - Cansei de implorar
10 - Cansei de pedir
11 - Capricho de rapaz solteiro
12 - Choro
13 - Chuva de vento
14 - Cidade mulher
15 - Coisas do sertão
16 - Condeno o teu nervoso
17 - Com que roupa?
18 - Contraste
19 - Cor de cinza
20 - Coração
21 - Cordiais saudações
22 - Cumprindo a promessa
23 - Dama do cabaré
24 - Disse-me-disse
25 - Dona Aracy
26 - Dono do meu nariz
27 - É difícil saber fingir
28 - É preciso discutir
29 - Envio essas mal traçadas
30 - Espera mais um ano
31 - Estamos esperando
32 - Eu não preciso mais do seu amor
33 - Eu sei sofrer
34 - Eu vou pra vila
35 - Faz três semanas
36 - Festa no céu
37 - Fita amarela
38 - Fita de cinema
39 - Foi ele
40 - Gago apaixonado
41 - A Genoveva não sabe o que diz
42 - João-ninguém
43 - Juju
44 - Lira abandonada
45 - Madame honesta
46 - O maior castigo que eu te dou
47 - Malandro medroso
48 - Marcha da primavera
49 - Mardade de cabocla
50 - Maria-fumaça
51 - Mentir
52 - Mentiras de mulher
53 - Meu barracão
54 - Meu bem
55 - Minha viola
56 - Muito riso, pouco siso
57 - Mulata fuzarqueira
58 - Mulato bamba
59 - Mulher indigesta
60 - Não brinca não
61 - Não me deixam comer
62 - Não morre tão cedo
63 - Não tem tradução
64 - Negocio de turco
65 - No baile da flor-de-lis
66 - Nos três dias de folia
67 - Numa noite à beira-mar
68 - Nunca... jamais
69 - Nuvem que passou
70 - Onde está a honestidade
71 - Paga-me esta noite
72 - Palpite infeliz
73 - Para atender a pedido
74 - Pela décima vez
75 - Pesado 13
76 - Picilone
77 - Por causa da hora
78 - Por esta vez passa
79 - Por você sou capaz
80 - Pra esquecer
81 - Pra lá da cidade
82 - Precaução inutil
83 - Proezas de seu fulano
84 - O pulo da hora
85 - Quando o samba acabou
86 - Quando pelas aulas ando
87 - Que a terra se abra
88 - Quem dá mais?
89 - Quem não dança
90 - Quem parte não parte sorrindo
91 - Quem ri melhor
92 - Rapaz folgado
93 - Remorso
94 - Riso de criança
95 - Roubou, mas não leva
96 - Saí da tua alcova
97 - Saí do presídio
98 - São coisas nossas
99 - Século do progresso
100 - Seja breve
101 - Seu jacinto
102 - Seu José
103 - Silêncio de um minuto
104 - Só você
105 - Tipo zero
106 - Três apitos
107 - Tudo que você diz
108 - Ultimo desejo
109 - Vagolino de cassino
110 - Vaidosa
111 - Verdade duvidosa
112 - Vingança de malandro
113 - Você é um colosso
114 - Você vai se quiser
115 - Voltaste (pro subúrbio)
116 - Vou te ripar I
117 - Vou te ripar II
118 - O x do problema
119 - Yolanda
120 - Samba anatômico

domingo, 20 de janeiro de 2008

JORGE VERCILLO VS DJAVAN

Oi gente! Faz algum tempo que ando sumido dos posts aqui do Musicaria por absoluta falta de tempo; mas hoje achei um texto aqui na internet e resolvi vir até aqui externar a minha indignação em relação a tal matéria.

Logo abaixo eu o colocarei na íntegra. O texto, em minha modesta opinião, tem um propósito até cômico, mas até para se produzir humor tem que haver bom censo.
Achei que o texto reverencia o Djavan a um ponto que sabemos que ele é merecedor pelo tempo de serviço a música popular brasileira; porém discordo ao afirmarem que Jorge é uma cópia do alagoano. Por declarações do próprio Jorge sabemos que o Djavan exerceu forte influência em seu trabalho, porém a tempos que o Vercillo vem trilhando o seu próprio caminho. Acho até que Jorge e seu lirismo poético andam cada vez mais próximos de poetas como o Vinícius de Moraes do que do propriamente de músicos que influenciaram a sua geração como Caetano, Gilberto Gil, a turma do clube da esquina de Minas Gerais (Lô Borges, Milton Nascimento, Beto Guedes entre outros). Uma prova mais que concreta é esse novo trabalho do Jorge (Todos nós somos um), que fica mais do que provada a sua versatilidade (ou será vercillotilidade?? Rsrsrs...).
Deixo aqui minha indignação em relação a tal material e espero que o trabalho do Vercillo seja cada vez mais desmistificado para que possa ser realmente içado ao seu patamar real. Não quero desmerecer o trabalho de um monstro sagrado da música brasileira e diria até mundial como é o caso do Djavan; mas queria que essa comparação (que vem de longas datas) passe. Até porque quem geralmente faz esse tipo de comentário não teve a oportunidade de conhecer a trajetória de sedimentação que o trabalho do Jorge vem apresentando principalmente nos últimos anos. Abraços a todos!!


Homem que sabia djavanês

"Eu tinha chegado fazia pouco ao Rio de Janeiro e estava literalmente na miséria. Vivia fugindo de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro. Até que um dia, lendo "O Globo", deparei com este anúncio: "Precisa-se de um professor de djavanês". A audição das músicas de DJ Avan sempre provocou em mim puro mal- estar físico. Mas, enfim, precisava de grana e decidi fazer o possível para vencê-lo. Naquela semana, fui a todos os barezinhos com música ao vivo da idade. Perdi a conta de quantas vezes escutei "e o meu jardim da vida ressecou, morreu" ou "amar é um deserto e seus temores". Foram sete dias de tortura; contudo, saí deles com o djavanês na ponta da língua. Em vez de mandar meu currículo, achei que conviria visitar o endereço indicado no anúncio. Era um tríplex de cobertura, decorado com muito dinheiro e mau gosto ainda maior, num dos bairros mais caros do Rio. Apresentei-me comoprofessor de djavanês e, após ser submetido a inquérito pelos empregados, fui levado à presença do patrão, o doutor Albernaz. Ele me recebeu com um sorriso visivelmente irônico. "Então o senhor é professor de djavanês, hein?" "Sim, sou. Formado em djavanês e com mestrado em beregüê. Tive dez com louvor na minha tese sobre a influência de Carlinhos Brown na obra de James Joyce." A tese, obviamente, não existia, mas o doutor Albernaz pareceu acreditar na conversa. "Então, só o senhor pode me ajudar. Ouça isto, por favor" - e pôs nas minhas mãos uma coletânea do DJ Avan em CD. Ao notar minha cara de ponto de interrogação, ele contou sua história. "Pouco antes de morrer, meu pai me entregou esse CD e disse: 'Filho, tenho certeza de que DJ Avan canta coisas muito profundas, mas ouvi suas músicas durante anos e nunca consegui entender porra nenhuma. Só podem ser segredos iniciáticos transmitidos da maneira mais hermética possível. Descubra o significado e você obterá a chave da felicidade'." O doutor Albernaz abriu o encarte do CD e me mostrou uma das letras: "'Obi, obi, obá. Que nem zen, czar. Shalom Jerusalém, z'oiseau'. O que é isso?". Eu estava tenso com a pergunta do doutor Albernaz. Tantas músicas do DJ Avan e o velho tinha de querer saber o que significava a letra de "Obi"? Desgraçado. Se ainda fosse aquela do "o amor que é azulzinho", mas era tarde. Ele tinha os olhos fixos em mim: queria respostas. Todo o sucesso da minha empreitada dependia de uma explicação convincente e imediata. De repente, uma idéia. Começo: "Veja bem. 'Obi' é certamente uma referência a Obi-Wan Kenobi, o sábio de 'Guerra nas Estrelas' interpretado por sir Alec Guinness. 'Obá', por sua vez, remete a 'Djobi Djobá', sucesso dos Gipsy Kings. DJ Avan buscou contrastar o lado luminoso e britânico da força com os mistérios nômades da alma cigana. A mesma tensão dialética pode ser verificada no verso subseqüente, 'que nem zen, czar': a contemplação espiritual dos monges budistas e o poder absoluto dos czares. Perceba como tese e antítese se resolvem lindamente na síntese do verso seguinte: 'shalom Jerusalém' é a paz do espírito na divina cidade. É ela que faz a alma se elevar aos céus, como um pássaro ('z'oiseau')". Os olhos do doutor Albernaz se arregalaram enquanto eu falava. Dois segundos depois de eu terminar, ele gritou: "Que maravilha! Sabia que havia algo de muito profundo nessa letra! O senhor é um gênio da hermenêutica, um mestre do djavanês!". Passei a tarde inventando explicações para todas as outras letras do CD - Açaí guardiã..., Kremlin-Berlim-pra-não-dizer-Tel-Aviv..., índio cara-pálida cara de índio... Citei Joyce, Pound, Oswald, Glauber, Zé Celso, Hélio Oiticica e Odair Cabeça de Poeta: name-dropping é comigo mesmo. Daí por diante, minha ascensão social estava garantida. Eu era o único intelectual do país capaz de traduzir a transcendência da inguagem de DJ Avan. Tinha prestígio acadêmico e subsídio do Ministério da Cultura; gostosíssimas estudantes de lingüística rasgavam as roupas e se atiravam aos meus pés. Mas troquei tudo por um violão, sandálias de couro cru e um penteado novo. Mudei até meu nome graças ao djavanês. Hoje me chamo Jorge Vercillo e sei que "nada vai me fazer desistir do amor"...

ALGUNS ÁLBUNS:

Djavan - Coisa de acender (1992)
Considerado pelo próprio Djavan como o seu melhor trabalho, esse álbum vem recheado de "hits" como Se..., Boa noite, Linha do equador (uma das poucas parcerias do Djavan com o Caetano Veloso) e Outono. Além de duas gravações antológicas: A rota do indivíduo (ferrugem) e Violeiros.

FAIXAS:
01 - A rota do indivíduo (ferrugem) (Djavan e Orlando Moraes)
02 - Boa noite (Djavan)
03 - Se... (Djavan)
04 - Linha do Equador (Djavan e Caetano Veloso)
05 - Violeiros (Djavan)
06 - Andaluz (Djavan e Flávia Virgínia)
07 - Outono (Djavan)
08 - Alívio (Djavan e Arthur Maia)
09 - Baile (Djavan)


Jorge Vercillo - Todos nós somos um (2007)
Considerado pela crítica musical o álbum mais versátil do Jorge Vercillo esse nono álbum (o sétimo de estúdio) vem com uma musica do Jorge e do Jota Maranhão estourada já mesmo antes do lançamento oficial do álbum. A canção "Ela une todas as coisas" fez parte da trilha de uma novela da rede Globo (Duas caras). Esse trabalho; segundo o Vercillo, foi melhor elaborado por conta do tempo que ele teve para compor todas as canções juntamente com seus parceiros, por isso ele tem essa diversificação de ritmos. Nesse álbum pela primeira vez há participações em seus discos de duas pessoas dividindo os vocais com ele: Marcos Valle e Guinga. Vale a pena conferir!

FAIXAS:
01 - Cartilha (Jorge Vercillo e Fátima Guedes)
02 - Camafeu guerreiro (Jorge Vercillo e Paulo Cesar Feital)
03 - Numa corrente de verão (Jorge Vercillo e Marcos Valle)
04 - Ela une todas as coisas (Jorge Vercillo e Jota Maranhão)
05 - Toda espera (Jorge Vercillo)
06 - Xote do polytheama (Jorge Vercillo)
07 - Devaneio (Jorge Vercillo)
08 - Todos nós somos um (Dudu Falcão e Jorge Vercillo)
09 - Vôo cego (Jorge Vercillo)
10 - Luar de sol (Jorge Vercillo)
11 - Tudo o que eu tenho (Jorge Vercillo)
12 - Deve ser (Jorge Vercillo e Dudu Falcão)


Texto extraído do site samba e choro:
http://www.samba-choro.com.br/s-c/tribuna/samba-choro.0411/0350.html

domingo, 6 de janeiro de 2008

A MÚSICA POR DRUMMOND

"A música popular entra no paraíso Deus - Quem é este baixinho que vem aí, ao som do violão, de copo cheio na mão? São Pedro - Senhor, pelos indícios, só pode ser o vosso servo Vinícius, Menestrel da Gávea e dos amores inumeráveis. Deus - Será que ele vem fazer alaúza no céu, perturbando o coro dos meus anjos-cantores, diplomados pela Schola Cantorum do mestre São Jorge, o Grande? São Pedro (hesitante) - Bem... Eu acho, com a devida licença, que ele traz um som novo, mais terrestre, menos beatífico, é certo, mas com uma suavidade brasileira inspirada nos seresteiros seus avós, os quais já têm assentos cativos junto ao vosso trono, Senhor. Coisa mui digna de vossa especial atenção. Deus - Hum, hum... São Pedro - Posso continuar, Senhor? Deus - Vá dizendo, Pedro. É sabido que você tem um fraco por essa gente que canta de noite, esteja ou não pescando, principalmente não estando. São Pedro - Pois eu digo, Senhor, que esse baixinho aí, todo simpatia e delicadeza, é um de vossos bons servidores na Terra, pois combateu a maldade pela ternura, a injustiça pela fraternidade, e compôs os cânticos profanos que, elevando o coração dos ouvintes, fazem o mesmo que os cânticos sagrados. Deus (surpreso) - O mesmo? São Pedro - O mesmo, Senhor, porque vós permitistes ao homem trilhar a vida direta ou a vida indireta, conforme o gosto dele. Este poetinha escolheu a segunda, por inclinação natural, e manifestou à sua maneira própria o amor à humanidade, distribuindo-o de preferência, na medida do possível, a umas quantas eleitas. Deus - Não terá sido antes dispersão do que concentração? São Pedro - As duas coisas, mas unidas tão sutilmente! E essa unidade paradoxal, mas espontânea, produziu os hinos do amor carnal, nos quais foi glorificado o corpo que concedestes às criaturas, e por essa forma glorificou-se a vossa divina Criação. Deus - Menos mal, se assim foi. Então Passe... como lhe chamas? São Pedro - Vinícius, não o patrício romano, que o amor conduziu do paganismo à fé cristã, mas o de Melo Moraes, filho de pais que curtiam o Quo Vadis. Este nasceu diretamente para o amor, e não precisou meter-se nas embrulhadas do paganismo de Nero para achar o rumo de sua alma. Ele já estava traçado pelas estrelas de outubro, vossas mensageiras. Vinícius nasceu com a célula poética, e esta desabrochou em cânticos variados, na voz de seus lábios e na dos instrumentos. Com estes cânticos ele encantou o seu povo. E era um povo necessitado de canto, um canto tão necessitado mesmo! Deus - Ele deu alegria ao meu povo? São Pedro (exultante) - Se deu, Senhor! E para isso não precisava sempre compor canções alegres. Ia até o fundo das canções tristes, mas dava-lhes uma tal doçura e meiguice que as pessoas, ouvindo-as, não sabiam se choravam ou se viam consoladas velhas mágoas. Era um coração se desfazendo em música, Senhor. Deu tanta alegria ao povo, que até a última hora de sua vida (esta não chegou a ser longa, mas se alongou em canção) trabalhou com seu fiel parceiro Toquinho para levar às crianças um tipo musical de felicidade. Morreu pois a vosso serviço, Senhor. Deus (disfarçando a emoção) - Mande entrar, mande entrar logo esse rapaz. Vinícius entra rodeado de anjos, crianças, virgens e matronas que entoam mansamente: Se todos fossem iguais a você, que maravilha viver! Uma canção pelo ar,uma mulher a cantar,uma cidade a cantar,a sorrir, a cantar, a pedira beleza de amar,como o sol, como a flor, como a luz,amar sem mentir nem sofrer. Existiria a verdade,verdade que ninguém vê, se todos fossem no mundo iguais a você! De vários pontos, vêm-se aproximando Sinhô, Pixinguinha, Heitor dos Prazeres, Ciro Monteiro, Noel Rosa, Dolores Duran, Orfeu, Eurídice, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Portinari, Murilo Mendes, Mayza, Lúcio Rangel, Tia Ciata, Santa Cecília, Antônio Maria, Bach, Ernesto Nazaré, Jaime Ovalle, Chiquinha Gonzaga e outros e outros e outros que não caberiam neste relato mas cabem na imensidão do céu e som, e unem-se ao coral: Teu caminho é de paz e de amor. Abre os teus braços e canta a última esperança, a esperança divina de amar em paz!"

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 5 de janeiro de 2008

AINDA NO CENTENÁRIO DO FREVO...

O Frevo é um ritmo pernambucano derivado da marcha e do maxixe. Surgido no Recife no final do Século XIX, o frevo se caracteriza pelo ritmo extremamente acelerado. Muito executado durante o carnaval, eram comuns conflitos entre blocos de frevos, em que capoeiristas saíam à frente dos seus blocos para intimidar blocos rivais e proteger seu estandarte. Da junção da capoeira com o ritmo do frevo nasceu o passo, a dança do frevo. Até as sombrinhas coloridas seriam uma estilização das utilizadas inicialmente como armas de defesa dos passistas.A dança do frevo pode ser de duas formas, quando a multidão dança, ou quando passistas realizam os passos mais difíceis, de forma acrobática. O frevo possui mais de 120 passos catalogados.
A palavra frevo vem de ferver, por corruptela, frever, que passou a designar: efervescência, agitação, confusão, rebuliço; apertão nas reuniões de grande massa popular no seu vai-e-vem em direções opostas, como o Carnaval.

TIPOS DE FREVO:

Frevo de rua - São frevos tocados por orquestras instrumentais, sem adição de nenhuma voz cancionando, somente instrumental.
Nos anos 30, com a popularização do ritmo pelas gravações em disco e sua transmissão pelos programas do rádio, convencionou-se a dividir o frevo em "frevo de rua" - quando puramente instrumental. E ainda há subdivisões a partir do frevo de rua: o "frevo de abafo", em que predominam as notas longas tocadas pelos metais, com a finalidade de abafar o som da orquestra rival; " frevo-coqueiro", uma variante do primeiro, formado por notas curtas e andamento rápido; o "frevo-ventania", de uma linha melódica bem movimentada; e o chamado " frevo-de-salão", um misto dos três outros tipos que, como o nome já diz, é próprio para o ambiente dos salões.

Frevo canção - É derivado da ária (composição musical escrita para um cantor solista), tem uma introdução orquestral e andamento melódico, típico dos frevos de rua. É seqüenciado por uma introdução forte de frevo, seguida de uma canção, concluindo novamente com frevo.

Frevo de bloco - É um frevo executado por orquestra de pau e cordas. É chamado pelos compositores mais tradicionais de "marcha-de-bloco". É característico dos "Blocos Carnavalescos Mistos" do Recife.


CLUBES CARNAVALESCOS MISTOS OU CLUBES DE FREVO:
:: Das Pás - fundado em 1888
:: Vassourinhas - fundado em 1889
:: Lenhadores - fundado em 1897
:: Amantes das Flores - fundado em 1919
:: Prato Misterioso - fundado em 1919
:: Toureiros de Santo Antônio - fundado em 1924
:: Transporte em Folia - fundado em 1936

Estes são alguns dos Clubes Carnavalescos ainda em atividade nos festejos do carnaval de Pernambuco.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

O FREVO E OS SEUS REPRESENTANTES

CAPIBA
Lourenço da Fonseca Barbosa, mais conhecido como Capiba. Capiba é filho de uma família de músicos, seu pai foi maestro da banda municipal de Surubim, aos 8 anos de idade já tocava trompa e ainda criança muda-se com a família para o estado da Paraíba. Aos 20 anos de idade gravou seu primeiro disco e com 26 anos de idade muda-se para o Recife e, aprovado em concurso, torna-se funcionário do Banco do Brasil. Em 1938 formou-se em direito, mas nunca seguiu carreira. Morreu em Recife no dia 31 de dezembro de 1997.
Capiba escreveu mais de 200 canções, em sua maioria de frevo, mas também de samba e música erudita. Várias são sempre lembradas nos carnavais de pernambuco. Uma de suas canções carnavalescas mais famosas é "É de Amargar". Ela foi vencedora de um festival de frevo em Pernambuco, em 1934. Entre outros prêmios, em 1967 conquistou o 5° lugar no Segundo Festival Internacional da Canção, com a música "São do Norte os que Vêm".
Algumas composições: Valsa Verde (1931) É de Tororó (1932) É de Amargar (1934) Quem Vai Pro Faról é o Bonde de Olinda (1937) Guerreiro de Cabinda (1938) Gosto de te Ver Cantando (1940) Linda Flor da Madrugada (1941) Quem Dera (1942) Maria Betânia (1944) Não Agüento Mais (1945) Que Bom Vai Ser (1945) E... Nada Mais (1947) É Luanda (1949) Olinda Cidade Eterna (1950) Madeira que Cupim Não Roi (1963).

CAPIBA ACERVO FUNARTE (1984)
Gravado em 1984, com produção artística de Hermínio Bello de Carvalho e do violonista Maurício Carrilho, o disco comemorou os 80 anos de Capiba. Entre os convidados estava a competente Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco com o frevo “Eu Quero é Ver” e o maracatu “É de Tororó”, além de celebrar a tradição chorística em “Cem Anos de Choro”. O vozeirão aveludado de Claudionor Germano, o maior intérprete de Capiba, entoa “Linda Flor da Madrugada”, a melancólica “Cais do Porto” e o hino carnavalesco “É de Amargar”.

Faixas:
01 - Eu Quero é Ver (Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco)
02 - A Mesma Rosa Amarela/linda Flor da Madrugada (Martha - Claudionor Germano)
03 - Maria Bethania (Expedito Baracho)
04 - A uma Dama Transitória (Expedito Baracho)
05 - Cem Anos de Choro (Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco)
06 - Cais do Porto (Claudionor Germano)
07 - É de Amargar (Claudionor Germano)
08 - Sem Lei Nem Rei (Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco)
09 - É de Tororó/nação Nagô/eh! Luanda/minha Ciranda/recife, Cidade Lendária (Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco - Expedito Baracho - Lia de Itamaracá - Guias Mirins de Olinda)


NELSON FERREIRA
Nelson Heráclito Alves Ferreira, nascido em dezembro de 1902, em Bonito no agreste pernambucano. Nelson Ferreira foi um dos mais importantes e prolíficos compositores e músicos da história da MPB. Sua vasta obra inicia-se na década de 20. Sua primeira composição gravada foi borboleta não é ave, lançada pela Odeon, em 1924. Nelson Ferreira pairou sobre a música de Pernambuco até a sua morte, em dezembro de 1976. Foi diretor musical de rádio e TV, mastro, arranjador. Sua marca está no catálogo da extinta Rozenblit, da qual foi, durante anos, diretor artístico. Sua obra está ainda por ser contabilizada (não há, inclusive, biografias do compositor), mas é riquíssimas, das valsas, aos frevos-canção. Notáveis foram sua série de evocações. A primeira delas, Evocação, em 1957, foi sucesso nacional, e a música mais tocada no carnaval carioca. Seguiram-se outras evocações, marchas-de-bloco homenageando foliões do passado, e personalidades da vida pernambucana e brasileira.

Claudionor Germano - O que eu fiz...e você gostou - Carnaval cantado de Nelson Ferreira

Faixas:
01 - Borboleta não é ave - Não puxa Maroca - Dedé - O dia vem raiando
02 - Óia a virada - Coração, ocupa teu posto - Pare, olhe, escute... e goste
03 - Arlequim - Que fim você levou - Chora palhaço
04 - Boca de forno - Minha fantasia - Juro - Vamos comer de novo?
05 - Peixe boi - O passo do caroá - Sorri pierrot - O coelho sai
06 - Bye, bye, my baby - Bem-te-vi - Pernambuco, você é meu - Evocação nº1



CLAUDIONOR GERMANO
Claudionor Germano da Hora (Recife, 10 de agosto de 1932) é um cantor brasileiro.Claudionor é irmão do artista plástico Abelardo da Hora e do médico escritor Bianor da Hora, e pai do também cantor de frevo Nonô Germano.
O seu trabalho sempre esteve relacionado a composição e interpretação do Frevo, sendo um dos principais intérpretes de Capiba e Nelson Ferreira.
Claudionor Germano iniciou sua carreira artística em 1947, na Rádio Clube de Pernambuco, compondo um conjunto musical denominado Ases do ritmo.
E no final do ano de 2007 gravou na praça do marco zero (Recife) o seu primeiro DVD em comemoração aos seus 60 anos de carreira.

Claudionor Germano - Ranchos e blocos no carnaval do Recife (2009)
Faixas:
01 - Estão voltando as flores
02 - A dor de uma saudade
03 - As pastorinhas
04 - Dia azul
05 - Estrela do mar
06 - Madeira que cupim não rói
07 - Malmequer
08 - Relembrando o passado
09 - A noite dos mascarados
10 - Flabelo de ilusões
11 - Até quarta-feira
12 - Em nome do amor
13 - Aurora de amor
14 - Bandeira branca
15 - Avenida iluminada

NOVA GERAÇÃO

SPOK FREVO ORQUESTRA - Formada por 18 jovens músicos pernambucanos, a orquestra surgiu em Recife, em janeiro de 2001, dando ao frevo um tratamento diferenciado, com arranjos modernos e harmonias que buscam a liberdade de expressão em improvisos, com clara influência do jazz. O líder da Spok Frevo Orquestra é o músico e compositor Spok, nascido em Recife e apontado por especialistas como o mais novo embaixador do frevo. O repertório da orquestra é composto de frevos-de- rua, puramente instrumentais, e frevos-canções, novos e já consagrados. Desde seu surgimento, o grupo conquistou a admiração do público, lotando a agenda de apresentações e levando o frevo a diversas apresentações no Brasil e no exterior. Em agosto de 2003 tocaram com sucesso no festival Les Rendez-vous de L´Erdre, em Nantes (França), no V Mercado Cultural de Salvador (BA), quando foram comparados a Luckman Jazz Orchestra de Los Angeles, pelo escritor e saxofonista Luís Fernando Veríssimo. Em 2004, participaram do Festival de Jazz de Cascavel (PR), do Festival Um Sopro de Brasil (SESC Pinheiros), em clubes de jazz de São Paulo e Rio de Janeiro, sempre com presença de considerável e animado público. No final de 2004, lançaram o CD "Passo de Anjo", que foi considerado um clássico do gênero pela crítica especializada, por trazer releituras de antigos sucessos e novas composições como "Ela me disse", de Luciano Oliveira, "Passo de Anjo", de Spok e João Lyra, entre outros. No repertório clássicos do CD está "Nino, o Pernambuquinho" de autoria do Maestro Duda. A música ganhou um clipe que foi exibido no programa Fantástico, da TV Globo, no domingo de carnaval de 2005.Spok, assim apelidado, em referência ao personagem Dr. Spock, do seriado Guerra na Estrelas, também é músico e arranjador da Banda Sinfônica do Recife.

Começou a tocar aos 12 anos, por influência do tio e do primo Gilberto Pontes, ambos saxofonistas. Sua formação se deu no Centro de Criatividade Musical do Recife. Tornou-se logo um dos artistas mais respeitados de Pernambuco, tendo participações especiais, desde os anos 1990 nas bandas de artistas brasileiros como Fagner, Alceu Valença, Antônio Carlos Nóbrega, Elba Ramalho, Naná Vasconcelos e Sivuca, sozinho, ou com a SpokFrevo Orquestra. Artista oriundo das classes menos favorecidas, tem como meta legar suas obras e seu conhecimento para jovens, que sonham em exercer a profissão de músico, como ocorreu com ele. Para isto tem como objetivo prioritário a sistematização do ensino do frevo para jovens no Brasil e no exterior. Em 2005, a orquestra participou do CD "Na embolada do tempo", 26º disco-solo lançado por Alceu Valença. Em 2006, a Spok Frevo Orquestra apresentou-se em diversos eventos, entre eles, o Projeto Todos os cantos do mundo, realizado no Sesc Pompéia (SP), um festival, no MAM/RJ, o Tim Festival, no Ibirapuera (SP), o Projeto Seis e Meia, no Teatro do Parque, em Recife, entre outros, além de se apresentarem no Hall do Teatro Guararapes, em Recife e dar entrevista no Programa do Jô, na TV Globo. No mesmo ano, também fez turnê em Paris- França e teve indicação para o prêmio Tim de Música, na categoria Melhor Grupo Instrumental e o CD "Passo de Anjo" foi indicado na categoria Revelação- melhor disco instrumental. No carnaval de 2007, acompanhando o cantor Silvério Pessoa, a orquestra animou o pólo Todos os Frevos, no palco montado na avenida Guararapes, em Recife, até a chegada do bloco Galo da Madrugada. Ainda no mesmo carnaval, a Orquestra apresentou-se no palco do Citibank Hall, em São Paulo, acompanhando diversos artistas representativos da música nordestina, como Alceu Valença, Elba Ramalho, Silvério Pessoa, Lula Queiroga, Antônio Nóbrega e Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, num evento que marcou o lançamento do Carnaval do Recife em São Paulo. Também em fevereiro de 2007, a Orquestra participou, fazendo todo o intrumental do CD duplo "Cem anos de frevo", lançado pela Biscoito Fino e que reuniu vários artistas consagrados da MPB, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Alceu Valença, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Silvério Pessoa, Geraldo Azevedo e Chico Buarque, entre outros. O álbum traz um repertório que vai do clássico a sucessos inquestionáveis do gênero.

Spock Orquestra Frevo - Passo de anjo (2004)
Faixas:
01 - Passo de Anjo (João Lyra / Spok)
02 - Ponta de Lança (Clóvis Pereira)
03 - Nino o Pernanbuquinho (Duda)
04 - Ela me Disse (Luciano Oliveira)
05 - Frevo da Luz (Luizinho Duarte / Carlinhos Ferreira)
06 - Mexe com Tudo (Levino Ferreira)
07 - Frevo Sanfonado (Sivuca / Glorinha Gadelha)
08 - Nas Quebradas (Hermeto Ferreira)
09 - Pontapé (Adelson Viana / João Lyra)
10 - Lágrima de Folião (Levino Ferreira)
11 - Frevo Aberto (Edson Rodrigues)

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