PROFÍCUAS PARCERIAS

Em comemoração aos nove anos de existência, nosso espaço apresentará colunas diárias com distintos e gabaritados colaboradores. De domingo a domingo sempre um novo tema para deleite dos leitores do nosso espaço.

INTUITY BORA BORA JANGA

Siga a sua intuição e conheça aquela que vem se tornando a marca líder de calçados no segmento surfwear nas regiões tropicais do Brasil. Fones: (81) 99886 1544 / (81) 98690 1099.

GUTO GOFFI E UM BANDO PRA LÁ DE MUSICAL

Baterista do Barão Vermelho apresenta álbum que traz inédita de Plínio Araújo, baterista e um dos fundadores da Orquestra Tabajara.

SENHORITA XODÓ

Alimentos saudáveis, de qualidade e feitos com amor! Culinária Brasileira, Gourmet, Pizza, Vegana e Vegetariana. Contato: (81) 99924-5410.

SAMBA, CHORO, TALENTO E BELEZA

Em seu primeiro disco, a cantora e instrumentista carioca Alice Passos apresenta uma verdadeira antologia ao violão brasileiro.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

DUAS NACIONALIDADES FUNDEM-SE EM UMA SÓ PAIXÃO: A MÚSICA

Como uma ascendente cantora brasileira uniu-se a um dos mais conceituados percussionistas do mundo para mostrar ao mundo que a música não tem fronteiras.

Por Bruno Negromonte



A música é sem sombra de dúvidas a linguagem universal da humanidade, pois nela não existe barreira e o som que dela emana é o idioma mais fácil a ser assimilado e traduzido. Por tocar as almas, a música não precisa de de metodologias, lições ou intensivos para apreende-la, fazendo com que qualquer um a compreenda desde que interesse-se por isso. Sem fronteiras, a música transita nas mais distintas pairagens de modo único, emocionando as mais diversas nacionalidades e proporcionando encontros que só são possíveis através de uma linguagem que foge a dicionários, sintaxes, gramáticas ou de qualquer outro termo associado a questões linguísticas, pois trata-se da linguagem do som e do ritmo, que magicamente de modo uníssono faz-se capaz de transcender todas as nacionalidades através dos ouvidos. Partindo deste princípio faz-se plausível os mais distintos encontros musicais e culturais ao redor do planeta em sonoridades que teoricamente podem ser definidas até como hibridas, mas aos ouvidos de muitos o resultado em nada parece ter sido fruto de uma mistura. Exemplos de tal contexto não faltam se analisarmos os palcos ao redor do mundo e os mais diversos projetos fonográficos existentes no mercado. Agora, para agregar-se a tal contexto, eis que surge mais um, que de modo singular e garboso apresenta a união de uma cantora brasileira a um músico americano que juntos potencializam os seus respectivos talentos a partir de uma união extremamente profícua e necessária para dar um novo ânimo e vigor a tão combalida música de qualidade contemporânea. A união desses dois talentos pode ser atestada nos palcos ao redor do planeta a partir da apresentação do álbum "Talisman",  fruto de um encontro de almas musicais como bem definem este projeto.



De um lado, um instrumentista exitoso e conceituado nascido no Bronx, em Nova York, que é considerado um dos maiores percussionista de todos os tempos. De fama internacional, ao longo de décadas de carreira veio galgando o seu espaço e acabou por ganahr merecidamente por seu talento o respeito e a admiração de alguns dos maiores nomes da música mundial, tais quais Miles Davis e Paquito D'RiveraTendo participado de de inúmeras gravações o músico acabou tornando-se conhecido por sua versatilidade e profissionalismo tocando qualquer estilo musical de modo confortável. Em sua trajetória musical consta participações em turnês e gravações ao lado dos nomes já citados e de outros como Jorge Ben JorDavid BowieDJ LeSpam, Al JarreauTania MariaJames TaylorMick JaggerCeline DionDaniela MercuryMariah CareyQuincy Jones, George Benson, Brecker BrothersSpam Allstars, Sonny RollinsMichel Camilo entre outros conceituados músicos de renome mundial. Além de tais parcerias, conta com apresentações solos e a frente da Sally Tomato, banda criada por ele para prestar um tributo emocionante à música do músico de jazz latino Cal TjaderAgraciado com nomeações ao Grammy e considerado um dos maiores congueiros do mundo, o artista americano apresenta uma música que não se prende a rótulos e ritmos, adequando-se confortavelmente seja ele o rock, a música latina, o ritmo brasileiro, o new age, dentre outros. Filho do cantor Charlie Figueroaa primeira experiência profissional de Sammy veio quando ainda era estudante na Universidade de Porto Rico. Naquela época, Sammy era um dos fundadores do revolucionário grupo latino brasileiro RaicesAlém do seu trabalho como músico, Figueroa também foi produtor e participou de diversas produções de jazz e de world music importantes.

Já o outro personagem da história vem galgando espaços cada vez mais significativos de modo ascendente desde que iniciou aulas de canto lírico em Belo Horizonte em 2000. Dois depois começa a produção do seu primeiro de modo independente que viria a ser lançado no ano seguinte. Neste período a gravadora Putumayo descobre, por meio de um de seus pesquisadores, o trabalho de Glaucia e se interessa pela faixa "Lábios de Cetim", convidando-a para fazer parte da coletânea "Acoustic Brazil" ao lado de grandes nomes da MPB. O selo novaiorquino é considerado por como um dos mais importante da World Music. Em 2005 dá inicio a produção do seu segundo projeto fonográfico sob a batuta do produtor Sérgio de Carvalho. Com o título de "Bem Demais",  o disco revela uma intérprete imbuída de vigor e talento a partir de regravações como "Drão" (Gilberto Gil), "Pretensão" (Paulinho da Viola), "Canção para um Grande Amor" (Isabela Taviani), "Balanço Zona Sul" (Tito Madi); além destas o projeto ainda conta com uma canção inédita composta por Ivan Lins e que batiza o álbum. Em julho de 2007 inicia a gravação do seu terceiro CD, um projeto autoral e que  veio a ser lançado em fevereiro do ano seguinte com o título de "A vida num segundo". Nesta mesma época a sua gravação de "Lábios de Cetimé exibida nas mais diversas salas de cinema brasileiras a o filme "O Visitante" (que recebeu uma indicação ao Oscar 2009 na categoria melhor ator e que traz Nasser em sua trilha sonora). Em 2010 grava o CD "Vambora", atestando de uma vez por todas que a escolha pela música foi sem dúvida alguma a mais acertada. Uma opção que veio não apenas como uma realização pessoal e profissional, mas também como um alento a mais para boa música brasileira, arte esta que não deixa-se combalir graças a talentos como o da artista em questão, que preza e procura apresentar a qualidade como peça chave de seu trabalho.
Além de Glaucia nos vocais e Sammy na percussão e arranjos, o disco traz no rol de colaboradores deste projeto que une Brasil e Estados Unidos nomes como o do austríaco radicado no Brasil Michi Ruzitschka (guitarras e arranjos), Julio Falavigna (cajóns), Márcio Nigro (arranjos) Bernardo Aguiar (pandeiros), Chrystian Galante (percussões), o conceituado Chico Pinheiro (violões e guitarras), Fernando Rosa (baixos) e os vocais de Antônio e Clara Ito, Laura Cicerone, Manoela Gonçalves, Gabriel Dos Santos. O disco ainda conta com a participação de Bianca Gismonti (integrante do Duo Gismonti) no piano e no arranjo da faixa de sua autoria "E Quando Quero" (When I Want It); o disco ainda conta com mais oito canções: "Mandela" (Dedicated To Nelson Mandela) (composta pela cantora e compositora americana Anandi Gefroh, em parceria com Glaucia e Tiago Vianna"Encontro" (Enconter) (Chico Pinheiro), "Ilú-ayé (Terra de Vida)" (Earth Of Life) (Norvil Torquato Reis e Silva Silvestre David), "Talismã" (Talisman) e "Passos" (Steps) (de autoria do trio Alexandre LemosGlaucia e Tiago Vianna), "Boca de Siri" (Siri's Voice) (Paulo César de Carvalho e Chico Pinheiro); além de "Um Olhar de Flor(A View From Outside), assinadas por Paulo César de CarvalhoGlaucia e Tiago Vianna; e "Abrigo" (Shelter) composta à seis mãos por Jota VellosoGlaucia e Tiago Vianna.

"Talisman" chega como resultado de um perfeito equilíbrio entre dois vultosos talentos, atestando que na música o idioma predominante é o som. Longe de estigmas, a união de significativos talentos, faz do projeto algo peculiar pelo seu requinte e bom gosto. É um trabalho onde um grande nome da música mundial como Figueroa mostra, além de talento, a generosidade reservada aos grandes ao estender as mãos objetivando alavancar internacionalmente o nome de Nasser, promissora artista já conhecida pelo público brasileiro. Quando subiram no palco juntos pela primeira vem nos idos anos de 2010 na noite "Brasil Latino Jazz Night", talvez ambos não mensurassem que ali estava o cerne desta junção de desmedidos talentos que uniriam-se propiciando uma hibrida e envolvente sonoridade bastante equilibrada e que resultaria neste trabalho que tem um título mais que apropriado para tal união musical: "Talisman". Lançado pelo conceituado selo jazzístico Savant Records, o trabalho é caracterizado por uma sonoridade constituída por multi-influências, em uma combinação fabulosa composta pelos mais diversos ritmos. Não é à toa que tal projeto vem arrecadando elogios da crítica especializada, pois de modo exitoso e sensível soube unir uma das mais belas vozes da música brasileira atual com um dos melhores percursionistas do mundo nesta A fusão vigorante entre voz e percussão.



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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIM

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

E QUE TENHAMOS MAIS UM ANO DE CRESCIMENTO

Por Bruno Negromonte



Em nome de todos que formam a equipe Musicaria Brasil venho externar os nossos mais sinceros votos de felicitações para estas festividades de final de ano e para o ano que está por chegar. É clichê dizer, mas achamos que temos a obrigação de reiterar que sem a presença de cada um de vocês aqui em nosso singelo espaço nada faria sentido. Nossa força-motriz vem de cada clique de vocês, amigos leitores, em nossas postagens e matérias. Em um país de dimensões continentais como costumo enfatizar em algumas matérias, sabemos que o nosso trabalho é uma ínfima contribuição para o sedimentação como referência da boa música brasileira. Mas temos plena convicção que o nosso passo é de extrema importância para tal finalidade, embora saibamos que estamos indo de encontro a interesses que vão além da arte. Nosso "trabalho de formiguinha" remete-me a uma certa fábula referente as questões de determinação: "Certa vez uma floresta estava sendo tomada por um terrível incêndio, que queimava plantas, árvores deixando os animais apavorados. No meio da fuga, um elefante olhando para o alto, reparou que um pequeno pássaro voava ao encontro das chamas e voltava rápido na direção do lago. O elefante, intrigado, parou de correr e ficou observando mais atento o que o pássaro fazia. E então percebeu que o objetivo daquele pequeno pássaro era tentar apagar o incêndio, apesar de só poder carregar um pouquinho de água em seu bico. Surpreso, mas nada fazendo para ajudar, o elefante debochando do pássaro, perguntou:
- Você está pensando que com esse pouquinho de água que carrega no seu bico vai conseguir apagar essas imensas chamas? Você não vê que isso não está ajudado em nada?
Antes de voltar ao que estava fazendo, o determinado pássaro respondeu para o elefante:
- Penso que sua tromba cheia de água valeria por milhares das minhas viagens, mas o que te sobra de tamanho, te falta em coragem... e, se o que faço valerá a pena, não sei. Só sei que para mim, o mais importante é que estou fazendo a minha parte!"
Que em 2015 continuemos a fazer a nossa parte de modo não apenas obstinado, mas acima de tudo coerente com a nossa proposta inicial que é levar ao conhecimento do nosso público não apenas notícias musicais, mas também a música brasileira em seus mais variados estilos e tendências sem se deixar influenciar pelo ditames midiáticos existentes em grandes escala em todos os meios de comunicação, inclusive aqui, na internet.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

UM ANO APÓS A MORTE DE REGINALDO ROSSI, CONHEÇA CANÇÃO INÉDITA DO REI

Amigos divulgam letra de "Vá procurar outro", que seria a última música composta por ele


Por Luiza Maia



Autor de versos inesquecíveis com os quais arrematou 19 discos de ouro, um de platina e outro de platina duplo, Reginaldo Rossi já não compunha nos últimos meses de vida. O Rei do Brega dividia a agenda de viagens para shows com as pequenas reformas na pousada nunca inaugurada, no mesmo terreno onde morava – a residência ficava no primeiro andar -, em Boa Viagem. Gostava de televisão, boa conversa e o descanso à beira-mar. “Eu até brincava: deixa de ser preguiçoso, faz uma música aí”, conta Sandro Nóbrega, empresário dele durante 30 anos.

Um ano após a morte do Rei, vítima de falência múltipla dos órgãos, Binno Silva, baixista de Rossi, divulga a letra de "Vá procurar outro", que seria a última canção do Rei, em coautoria com Binno e o cantor e pandeirista Ledo Silva. Despretensiosamente como na saideira, ele teria modificado o refrão da canção em uma das viagens de ônibus para um show no interior. "Eu tinha minha carreira solo e sempre mostrava a ele. Por ousadia, queria que ele cantasse. Mostrei e ele mexeu no refrão, que é a parte que pega”, recorda.

A letra, composta há cerca de cinco anos, foi retomada após a decisão de continuar o legado do Rei do Brega através da banda The Rossi, formada pelos músicos que o acompanhavam e Ledo. “A música estava meio ‘nas entocas’. Só depois que decidimos gravar um CD, resgatamos”, conta Binno, sobre não ter divulgado os versos antes. Ainda sem arranjo, a música deve estar no primeiro disco do grupo, previsto para o primeiro semestre de 2015.

O aniversário de morte de Reginaldo Rossi passa sem homenagens oficiais ou relançamentos – apenas dois álbuns estão disponíveis: Cabaré do Rossi (em DVD e Blu-Ray) e oDVD Reginaldo Rossi: Ao vivo. Os outros podem ser encontrados, com certa dificuldade, em sebos. “Para ser bem sincero, acho que este sábado seria mais um dia para se pensar na falta que meu pai deve fazer para a cultura pernambucana. Uma data mais homenageável seria o aniversário, no dia 14 de fevereiro”, defende o filho, o ator Roberto Rossi. Para ele, tributos espontâneos, de artistas e fãs, combinam mais com o estilo de vida e produção do pai: “A chama da música dele está acesa no dia a dia, com as pessoas cantando, ouvindo, lembrando alguma frase”.

Em 2015, a data em que ele faria 72 anos deve ser marcada como Dia do Brega, de acordo com projeto de lei de autoria de Eduardo Porto já aprovado na Assembleia Legislativa, e coincidirá com a Sexta-feira Gorda. Durante o carnaval, o Rei será homenageado pelo Bloco Lírico Com Você no Coração.


Uma casa para o Rei

Rossi não tinha o hábito de guardar, mas alguns prêmios, fotografias, discos de ouro, vinis e roupas permanecem na casa onde ele morou com a esposa, morta em 15 de agosto deste ano, após uma parada cardíaca, e no escritório. Único herdeiro do casal, Roberto pretende criar um espaço para visitação do público em memória do Rei, com apoio de instituições públicas ou privadas. “Ele nunca foi muito apegado a lembranças físicas, era mais apegado à arte dele. Mas eu pretendo, assim que possível, criar um espaço dedicado ao meu pai”. O Rei merece essa homenagem. A lembrança, entrentato, a obra dele já tratou de assegurar.


Vá procurar outro

Chorei por pensar que você
Chorava por mim meu bem
Liguei pra saber se você
Pensou em mim também
Mas foi tudo uma ilusão
Que eu criei em minha cabeça
Não mais te pedirei perdão
Por favor, me esqueça
Vá meu bem, vá procurar outro
Seu tempo acabou, só tive desgosto
A fila andou, você me esnobou
Quis ter voce só pra mim
Você preferiu outro alguém 
Se afaste de mim
Foram noites de sono
Que fiquei a te esperar
Sonhava acordado um dia te encontrar
Sorrindo dizendo pra mim que sou teu amor (verdadeiro)
Fui louco ao me entregar a você por inteiro


+despedida

Após 23 dias internado no Hospital Memorial São José, na Boa Vista, Reginaldo Rossi (14/02/1943 - 20/12/2013) morreu de falência de múltiplos órgãos. O cantor e compositor procurou cuidados médicos após dores no tórax e nas costas, mas descobriu a existência de um tumor no pulmão e enfrentou sessões de quimioterapia e hemodiálise. O velório, na Assembleia Legislativa, e o enterro, no Morada da Paz, com honras militares, foram acompanhados por artistas e milhares de fãs.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

DEVASSANDO A MPB - MÚSICA E DITADURA MILITAR


Entre os muitos prejuízos causados ao Brasil pela ditadura militar, um deles foi a censura à música popular. Durante o regime que governou o País durante 21 anos - de 1964 a 1985 -, toda e qualquer ideia que fosse contrária aos interesses militares foi perseguida, combatida e eliminada. A censura não atingiu apenas a canção, mas também o cinema, o teatro, a literatura e o jornalismo. Foi a música, porém, seu alvo preferencial, dado seu poder de penetração no inconsciente coletivo. Compositores foram presos e banidos do território nacional; discos foram proibidos e retirados de circulação; canções morreram antes mesmo de nascer para os ouvidos do público.


No auge da fase mais criativa, a MPB foi amordaçada e tratada como inimiga do Estado. Tudo isso já era sabido. Mas há uma informação pouco conhecida e divulgada: a maior parte das músicas censuradas pelo regime não criticava diretamente - ou nem mesmo indiretamente - os militares; muitas foram proibidas porque "atentavam contra a moral e os bons costumes". Seria engraçado, se não fosse trágico.
O site Censura Musical (www.censuramusical.com), primeiro a disponibilizar o acesso aos documentos proibidos da censura oficial do Estado, está na web há pouco tempo e já pode ser considerado uma das mais importantes fontes de pesquisa sobre o período mais sombrio da história do Brasil.



O acervo que ele disponibiliza, compilado no Arquivo Nacional de Brasília e do Rio de Janeiro, revela a paranóia e a ignorância dos censores sobre a obra de artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Belchior, João Bosco, Aldir Blanc e até mesmo Odair José - cantor de evidente ingenuidade, mas precursor em temas que incomodavam os moralistas de plantão. Criado pelos jornalistas André Rocha, Gabriel Pelosi e Lucas Mota, então estudantes de Jornalismo da Universidade Mackenzie, em São Paulo, o site chegou a virar notícia até no diário espanhol El País.

Segundo André Rocha, o objetivo do site é trazer a discussão para o contexto atual a partir de atualizações mensais, além de se tornar uma importante fonte de consulta para pesquisadores e interessados no assunto. "A informação é ferramenta essencial para a democracia. Queremos mostrar também que não só os autores politizados foram perseguidos, mas que compositores mais populares, tidos como alienados, também sofreram nas mãos da ditadura", comenta.

A revelação não é inédita, mas a quantidade de documentos recolhidos pelos jornalistas mostra que a censura foi maior e mais dura do que se imaginava. E ressalta ainda a desinformação dos funcionários responsáveis pelo veto das letras: muitas canções eram proibidas porque os censores não entendiam o que elas estavam dizendo.


Critério



"O critério era não ter critério. Às vezes eles barravam determinada música por não entenderem o que estava escrito ali. Não estavam preparados para aquela atividade, foram remanejados de outros departamentos e caíram em uma função jamais imaginada por eles", conta João Carlos Muller, na época advogado da Phonogram e Odeon-EMI. Todos os documentos produzidos pela Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCPC) estão disponíveis desde 1996 no Arquivo Nacional, mas muitos ainda estão em processo de catalogação.

O site, em primeira mão, divulga alguns desses documentos em formato PDF. Eles levam à constatação de que a "ameaça" à tradição dos bons costumes, calcada em valores conservadores, tinha o mesmo peso que a crítica social e política, na visão do regime. A justificativa era de que a "obscenidade" e a "pornografia" eram contrárias aos "interesses nacionais".

Sob esse ponto de vista, Odair José viu sua música O Motel ser proibida só por ter esse nome. A intimidade de um casal, segundo os censores, não era assunto para ser comentado fora das quatro paredes. Para o pesquisador Alexandre Stephanou, em depoimento ao site, o ato de vetar determinada obra acabava se tornando uma questão pessoal: "A censura era uma decisão de foro íntimo, misturada com as necessidades sociais do momento", diz.

Os processos divulgados pelo site mostram, por exemplo, que o mesmo argumento serviu para barrar dos rádios a inofensiva Pare de Tomar a Pílula, também de Odair José. A canção brega, que se tornou um clássico do radinho de pilha, é colocada ao lado de outras com nítida conotação política, como Tanto Mar, de Chico Buarque, que cantava a Revolução dos Cravos em Portugal. Injustificável sob qualquer conceito, mas dotada de uma incoerência que beirava à esquizofrenia, a censura chegou a interrogar até mesmo a dupla queridinha da ditadura, Dom e Ravel - a mesma que ficou marcada pelo single Eu Te Amo, Meu Brasil, que virou uma espécie de hino do regime. Em A Árvore, os censores desconfiaram do trecho "...venha, vamos penetrar". E seguiram à risca a lei da truculência. Apesar de o fim do regime militar se dar em 1985, a censura persistiu até abril de 1987.



O que revelam os documentos :

Música: O Motel Autor: Odair José


O título da música de Odair José foi o bastante, por si só, para que a DCDP vetasse sua veiculação. O veto foi dado com base em um tema considerado inadequado pela censura: a intimidade de um casal.

Música: A Primeira Noite Autor: Odair José


Foi vetada por "tratar de assunto inconveniente". O parecer da DCDP afirma que a música poderia ser "consumida" pelo público jovem e por isso sua liberação seria "contra-indicada". A censura menciona a questão da moral como explicação ao veto. Em entrevista ao site, Odair afirmou que, tempos depois, trocou o título da canção para Noite de Desejos e assim a gravou.

Música: Tanto Mar Autor: Chico Buarque

A letra é vetada por supostamente trazer conteúdo de cunho político. Segundo a censura, o autor refere-se à Revolução Socialista de Portugal. Ao se referir às menções de Chico, a censora chega a classificar a obra como "ridícula".


Música: Os Doze Pares de França Autor: Belchior/ Toquinho

A música foi censurada sob a justificativa de que os autores vangloriam a França, colocando-a como um país melhor para se viver naquela época.


Música: Pequeno Mapa do Tempo Autor: Belchior


A canção faz crítica indireta ao regime. Começa com "eu tenho medo e medo está por fora" e segue com "eu tenho medo em que chegue a hora, em que eu precise entrar no avião", em alusão ao exílio. Os censores afirmam que a música traz mensagens de protesto político.

Música: Deus e o Diabo Autor: Caetano Veloso


A canção é vetada em virtude de seu último verso: "O carnaval é invenção do diabo que Deus abençoou". Os censores justificam que a letra de Caetano "...de modo algum se coaduna com as mais sagradas tradições do povo brasileiro, mas fere e desrespeita os sentimentos religiosos dos quais a Nação ainda se orgulha".

Música: Geléia Geral Autor: Gilberto Gil/ Torquato Neto


Segundo os censores, a música traria mensagem política e contestatória. Foi vetada porque faria um "retrato equivocado" da situação do País naquele momento. A canção fazia parte do lendário álbum Tropicália ou Panis et Circensis, de 1968.

Música: Herói do Medo Autor: Carlos Lyra


A música foi proibida pela censura, que se sentiu incomodada com as palavras "odeio a mãe por ter parido" e "o passatempo estéril dos covardes". Carlos Lyra se recusou a alterar o conteúdo da letra e saiu do País, preferindo o exílio. As canções do LP, liberadas em 1975, quase não tocaram nas rádios e acabaram esquecidas.

Música: Quem Eu Devo é Que Deve Morrer Autor: Luiz Ayrão

A música trata de uma dívida pessoal que só será paga se Deus quiser. Em versos como "quem eu devo é que deve morrer", o sambista é provocativo, o que causa o veto da canção. O técnico de censura argumenta que a letra é um incentivo ao homicídio, apresentando

TOM JOBIM, 20 ANOS DE SAUDADES

Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim nasceu no bairro carioca da Tijuca no dia 25 de janeiro de 1927



Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o músico, compositor, arranjador e responsável pela transformação de Ipanema no bairro da Garota mais famosa do mundo, a da canção que fez em parceria com Vinicius de Moraes, nasceu no bairro carioca da Tijuca no dia 25 de Janeiro de 1927, mas mudou-se para Ipanema aos quatro anos de idade.

Em vários lugares do Rio de Janeiro é revelada a importância de Tom Jobim para a cultura em geral, não unicamente para a música brasileira. Homenagens póstumas ajudam a não se deixar esquecer seu nome, como acontece freqüentemente com figuras importantes para a história.

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro passou a se chamar Aeroporto Internacional Maestro Antonio Carlos Jobim graças à pressão feita junto ao Congresso Nacional por uma comissão formada por nomes de peso como Chico Buarque, Oscar Niemeyer, João Ubaldo Ribeiro, Antonio Candido, Antonio Houaiss e Edu Lobo, e coordenada pelo crítico Ricardo Cravo Albin. O Parque Tom Jobim, na Lagoa, é mais um lugar a homenagear esse brasileiro.

O bar que inspirou a dupla Tom e Vinicius a compor Garota de Ipanema em 1962, uma das músicas mais gravadas do mundo, ainda existe. Fica no mesmo endereço, na rua Vinicius de Moraes, esquina com a Prudente de Morais, em Ipanema. Porém, antes conhecido como Bar do Veloso, o local foi rebatizado com o nome da canção.

Outra lembrança da associação entre Tom Jobim e o bairro de Ipanema é o apartamento 201 da rua Nascimento e Silva 107, endereço habitado por Tom de 1953 a 1962 e que é citado na canção Carta ao Tom 74, composta em 1974 por Toquinho e Vinicius de Moraes. Tentou-se ainda trocar o nome da Avenida Vieira Souto, que beira a praia ipanemense, para Avenida Tom Jobim. A mudança foi vetada na Justiça por intervenção da família Vieira Souto. Se consumada, daria origem a uma esquina inusitada: Vinicius de Moraes com Tom Jobim.

Tom começou a estudar piano em 1941, com o professor Hans Joachim Koellreuter. Teve como professores ainda Lúcia Branco, Tomás Terán, Leo Peracchi e Alceu Bocchino. Cursou a Faculdade de Arquitetura, chegando a trabalhar em um escritório, mas por pouco tempo.

No início de sua carreira de músico, na década de 1950 – quando estava casado com Thereza Hermanny, com quem teve seu primeiro filho Paulo Jobim, que se tornaria músico como o pai, e Elizabeth, sua primeira filha, que se tornaria artista plástica e participaria da Banda Nova, grupo que acompanhou Tom nos últimos anos de sua carreira – atuou como pianista em casas noturnas cariocas como Drink, Bambu Bar, Arpège, Sacha’s, Monte Carlo, Night and Day, Casablanca, Tasca e Alcazar. Costumava revezar com Newton Mendonça, de quem se tornaria grande amigo e depois parceiro. Juntos, os dois fizeram sucesso com Foi a Noite, gravada por Silvinha Telles em 1957. A parceria também resultou em outras canções que estouraram, como Desafinado e Samba de uma nota só, conhecidas na voz de João Gilberto. Incerteza, uma das primeiras feitas pela dupla, configura o primeiro registro fonográfico de uma composição de autoria de Tom Jobim, o que ocorreu em 1953. Essa canção foi lançada nesse ano pela gravadora Sinter, no disco de 78 rpm de Mauricy Moura.

Os discos de 78 rpm, comumente utilizados na época, foram também os que guardaram os primeiros registros de arranjos de Tom gravados pela Continental. Em 54, saiu um com a gravação de Outra vez na voz de Dick Farney. No mesmo ano e na voz do mesmo cantor junto com Lúcio Alves, surgiu o sucesso Tereza da praia, parceria de Tom com Billy Blanco. Já em LP, também em 54, saiu Sinfonia do Rio de Janeiro, com arranjos de Radamés Gnatalli.

Tom Jobim foi gravado por um elenco de grandes vozes – muitas delas sucessos da Era de Ouro do rádio brasileiro – que inclui Dóris Monteiro, Orlando Silva, Nora Ney, Dalva de Oliveira e Lúcio Alves. Elizeth Cardoso gravou Chega de Saudade, de Tom e Vinicius, lançada no LP Canção do Amor Demais em 1958. A parceria entre a dupla de compositores completava, então, dois anos de idade, e seria lembrada mais tarde por inúmeros sucessos, entre eles Só danço samba e Samba do Avião, ouvidos pela primeira vez pelo público no ano de 1962 em um restaurante em Copacabana.


Tom ganhou prêmios e conquistou os EUA

Esse ano, de 62, foi significativo para os parceiros, não só pelo lançamento dessas duas canções e ainda de Garota de Ipanema como pelo prêmio que Jobim recebeu pelo disco João Gilberto, entregue pela National Academy of Recordings Arts and Sciences, na categoria Best Background Arrangement– o primeiro de muitos: em 1982 ele receberia o Prêmio Sharp de Música Brasileira e, em 1994, o Grammy, na categoria Best Latin Jazz Performance.

Foi ainda o ano que ficou marcado pela primeira viagem de Tom aos Estados Unidos, onde participou, ao lado de outros artistas brasileiros, do Show da Bossa Nova, apresentado no Carnegie Hall de Nova York. Dois anos depois, voltaria às terras americanas para se encontrar com Ray Gilbert, que faria versões em inglês para suas músicas.

Os EUA seriam palco de grande sucesso do músico Tom Jobim, que lançou por lá os LPs The composer of Desafinado plays (Verve/1963), com arranjos de Claus Oggerman, e The Wonderful World of Antonio Carlos Jobim (Warner Bros/1964). Ainda no início da década de 1960, teve uma versão instrumental de Desafinado gravada por Stan Getz e que chegou a vender um milhão de cópias. Em 1967 gravou com Frank Sinatra o LP Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim. O ano de 1972 foi marcado pelo lançamento da primeira gravação de Águas de Março, que apareceria em gravação histórica em 74 no disco Elis & Tom, gravado em Los Angeles e lançado em 1974.

Dois anos depois, em 1976, Tom conheceria sua segunda mulher, Ana Beatriz Lontra, então com 19 anos. Casaram-se oficialmente em 86, apesar de terem saído em lua-de-mel já em 78. Com ela teve João Francisco, em 1979, e Maria Luiza Helena, em 1987.

Uma vertente importante da atuação de Tom Jobim foi a da composição de trilhas sonoras para peças e filmes. Esse tipo de trabalho foi o responsável pela união da dupla Tom e Vinicius em seu primeiro trabalho conjunto: em 56, quando foi apresentado a Tom, Vinicius convidou-o a musicar sua peça Orfeu da Conceição, que estrearia em setembro daquele ano no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre os filmes que tiveram trilhas compostas por Jobim ao longo de sua carreira estão Garota de Ipanema, de Leon Hirszman (1967) e, da década de 80, os longas Eu te amo, de Arnaldo Jabor, e Gabriela, dirigido por Bruno Barreto.


Fonte: Opinião e notícia

domingo, 21 de dezembro de 2014

PERNAMBUCANOS LANÇARAM 215 DISCOS EM 2014. CONFIRA A LISTA:


Por Carolina Santos



Em 2009, o dono da loja Passa Disco, Fabio Cabral de Mello, recebeu uma ligação da jornalista Michelle Assumpção perguntando quantos discos foram lançados naquele ano por artistas pernambucanos. “Fiz uma lista rápida e respondi de cabeça. No ano seguinte, sabendo que ela poderia me ligar de novo, fui anotando todos os lançamentos de pernambucanos e de artistas radicados por aqui. Não anoto só os que eu vendo na loja, mas todos os que eu tomo conhecimento”, conta.

Neste ano, Fábio anotou 215 discos lançados. É o maior número desde que ele começou a tomar nota dos lançamentos: foram 97 discos em 2010, 170 em 2011, 180 em 2012 e 200 no ano passado. “Não sei se me empenhei mais na pesquisa ou se realmente teve mais lançamentos neste ano”, pondera Fábio, que se surpreendeu com o número. “Pensei que neste ano, por conta da Copa do Mundo, fosse ter menos lançamentos. Mas aconteceu o contrário”.

A lista de Fábio Passadisco tem algumas regras. As gravações podem ser feitas até em casa ou o disco pode ser somente virtual, mas tem que ser um disco “sério”. “Não coloco esses discos de banda de brega e funk que fazem um CD toda semana. Não coloco brincadeira. Não coloco CD pirata”, diz o homem das listas do discos pernambucanos. Abaixo, a lista completa.

Para entender a lista:
01 - Forró
02 - Frevo
03 - Pop/Rock
04 - MPB
05 - Infantil
06 - Brega/sertanejo
07 - Coco
08 - Instrumental
09 - Funk
10 - Reggae
11 - Samba
12 - Maracatu
(*) – coletânea


001 - Abimael Gomes – Pelas ruas do Brasil (1)

002 - Adeilson Toritama – Nosso forró (CD/DVD) (1)

003 - Adelmo Arcoverde – Mensageiro (8)

004 - Adelmo dos Passos – São João (2)

005 - Adriano do Acordeon – Forró mexido (1)

006 - Agostinho do Acordeon – Sanfoneiro cantador (1)

007 - Aguinaldo Ferreira – Alegria do povo (2)

008 - Alessandra Cavalcanti – Conversa (11)

009 - Alessandra Leão – Pedras de sal (EP)

010 - Alceu Valença – Amigo da arte (2)

011 - Alceu Valença – Valencianas (CD/DVD) (4)

012 - Alcymar Monteiro – Vozes do frevo (CD/DVD) (2)

013 - Alcymar Monteiro – Bandeira do forró (1)

014 - Almir Rouche – Forró pegando fogo (1)

015 - Amigos Sertanejos – Uma nova história

016 - Amperes – Amperes (3)

017 - Ana Paula Nogueira – Certidão nordestina (1)

018 - André Rio – Se joga e vai (2) (*)

019 - Ari de Arimatéia – Ari de Arimatéia (1)

020 - Antúlio Madureira – Carnis valles (2)

021 - Aracílio Araújo – Aracílio Araújo (1)

022 - Areia e Grupo de Música Aberta – Areia e Grupo de Música Aberta (DVD) (8)

023 - Ave Sangria – Perfumes y baratos (CD/LP)

024 - Arthur Fernandes – Sem eira, nem beira (EP)

025 - Azulinho – Forró made in Caruaru (1)

026 - Banda PKS – PKS

027 - Banda Rhudia – Arrudiando o mundo

028 - Beatlejuice – Mais uma dose (EP) (3)

029 - Benil – Forró de todos os tempos (CD/DVD) (1)

030 - Benil – Pintou é Carnaval (2)

031 - Beto Hortis – Ao vivo (1)

032 - Big Band à Nordestina – Big Band à Nordestina

033 - Bongar – Festa de terreiro (CD/DVD) (7)

034 - Bonsucesso Samba Clube – Coração da boca sai

035 - Bloco da Saudade – Sonho de Carnaval (2)

036 - Bruno Flor de Lótus – No colar colou (1)

037 - Caapora – Verde vingança

038 - Cabral Elástico – Um capoeira romântico

039 - Café Plural – Um xalavar em um jardim de inspirações

040 - Caju & Castanha – No ritmo da emboladinha

041 - Capitão Corisco e o Bando Virado no Mói de Cuento – Forró de pife (1)

042 - Carlinhos Monteverde – O frevo é bom (2)

043 - Carlos Pedrosa – Violino cigano (8)

044 - Carlos Sandroni – Sem regresso (4)

045 - Cascabulho – O dia em que o samba perdeu pra feijoada

046 - Castanha – Homenagem a Recife (EP) (2)

047 - Cezzinha – Cezzinha e convidados ao vivo (CD/DVD) (1)

048 - China – Telemática

049 - Cinval – O Brasil acordou

050 - Cinval – O selfie do buraco quente

051 - Cinval – Catador de papelão

052 - Cláudia Beija – A.M.A.R.T.E (4)

053 - Claudionor Germano – Dos 8 aos 80 (2) (*)

054 - Cleyton Santana & O Ganzá – Festa brasileira

055 - Coruja e Seus Tangarás – Seu Luiz, valeu (1)

056 - Cristina Amaral – 13 de junho (1)

057 - Cylene Araújo – Frevos e maracatus (2)

058 - Damiran – Essência de paixão (1)

059 - Damião Mota (1)

060 - Daniel Bento – Volume 3 (1)

061 - Danilo Pernambucano – Forró e poesia (1)

062 - Dedé Monteiro – Voz e amigos

063 - Diatônica

064 - Digão Ferraz – Digão Ferraz (1)

065 - Don Tronxo – Frevo acústico (2)

066 - Don Tronxo – Beijando a flora (4)

067 - Dudu do Acordeon – Fole em folia (2)

068 - Dudu do Acordeon – Gonzagueando nossos passos (1)

069 - Ecology Trio – Ecology Trio (8)

070 - Eddie – 25 anos (3) (*)

071 - Em canto e poesia – Em canto e poesia

072 - Esdras João – Manual de instruções

073 - Fábio Trummer – Super sub América (3)

074 - Faringes da Paixão – Ao vivo em Campina Grande (6)

075 - Fátima Marinho – Festa junina (1)

076 - Feiticeiro Julião – Mácula

077 - Felipe & Gabriel – Felipe & Gabriel sunset (DVD)(6)

078 - Fernanda Borges – Forró nordestino (1)

079 - Fláira Ferro – Cordões umbilicais

080 - Flavio Leandro – O poeta cantador (1)

081 - Fred Lyra & Hugo Medeiros – Mojav Duo (8)

082 - Genildo Souza – Vou me dar bem (1)

083 - Geraldinho Lins – Pertinho de você (1)

084 - Geraldo Cardoso – Vida vaqueira (DVD) (1)

085 - Geraldo Maia, Clarisse Fernandes e Vinícius Sarmento – Na terra dos esquecidos (4)

086 - Getúlio Cavalcanti – Aos mestres com saudades (2)

087 - Getúlio Cavalcanti – Eu e a natureza (1)

088 - Gil do Forró – Farofa de areia (1)

089 - Graxa – Biu Grease & Jiquiá Blues Band (3)

090 - Hate Embrace – Sertão saga (3)

091 - Irah Caldeira – Esperando setembro (1)

092 - Isaar – Todo calor

093 - Isadora Melo – Isadora Melo (EP)

094 - Israel Filho – Ginga Brasil (*) (1)

095 - Jaiminho de Exu – Ao vivo, vol.01 (1)

096 - Jam da Silva – Nord

097 - João do Morro – Inconfundível

098 - João Heudes – Sanhaçu

099 - João Lacerda – Pense numa coisa boa (1)

100 - Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos Todos Inúteis – Trazendo luzes eternas (3)

101 - Jorge Neto – No caminho certo (1)

102 - José Bartolomeu – Viva o frevo (2)

103 - José Múcio Monteiro – Pra quem eu gosto

104 - Josildo Sá – Latada pra vaqueirama (EP) (1)

105 - Junior Saigon – Me deixa ser assim, vol.02 (4)

106 - Juvenil Silva – Super qualquer no meio de lugar nenhum (3)

107 - Kalouv – Pluvero

108 - Karynna Spinelli – Negona (11)

109 - Karla Karola – Sabe quem chegou?

110 - Leninho de Bodocó – Do Exu a Liverpool (1)

111 - Lenio Ferraz – Anjos da neve (1)

112 - Lourdinha Oliveira – Homenagem à diva Ângela Maria

113 - Lourenço Gato – Pernambuco Carnaval da alegria (2)

114 - Luciano Magno – Estrada do tempo (8)

115 - Luiz Dantas – Tudo é baião (1)

116 - Mabombe – Udubio

117 - Maciel Melo – Na quentura do mormaço (1) (*)

118 - Monique Morena – Samba eletro acústico

119 - Manoelzinho do Acordeon – Na dose certa (1)

120 - Maracatu Almirante do Forte – Maracatu Almirante do Forte (12)

121 - Maracatu Cruzeiro do Forte – Maracatu Cruzeiro do Forte (12)

122 - Marcos de Lima – Pernambuco arretado (1)

123 - Maria Fulô – Maria Fulô e convidados cantam o rei Reginaldo Rossi (1)

124 - Marrom Brasileiro – Marrom Brasileiro ao vivo (4)

125 - Matheus Mota – Almejão

126 - Matingueiros – Vale do Rio São Francisco (DVD)

127 - Maviael Melo – Entre a ponte dos sonhos (4)

128 - Marzinho de Arcoverde – Na batida do baião, no balanço do forró (1)

129 - MC Cego – Vá se acostumando (9)

130 - Mestre Ulisses Cangaia – Nasci capoeira

131 - Mestre Ulisses Cangaia – 30 anos na arte

132 - Mini Rock – Mini Rock (DVD) (5)

133 - Mombojó – Alexandre (3)

134 - Monike Carvalho – Presente (1)

135 - Nação Zumbi – Nação Zumbi (2)

136 - Nádia Maia (1)

137 - Nelson Luiz – Aqui pra você (2)

138 - Nerilson Buscapé – O matuto bom de forró e convidados (1)

139 - Nerynho do Forró – Saia da minha vida (1)

140 - Novanguarda – A máquina de retrato

141 - Novanguarda – Descontrole (EP)

142 - Núria Mallena – Núria Mallena

143 - N’Zambi – Pra verdade estremecer (10)

144 - Orquestra Popular da Bomba do Hemetério – Cabeça no mundo (DVD) (2)

145 - Orquestra Raízes da Terra – Raízes da Terra (CD/DVD)

146 - Orquestra Retratos – De sol a sol (8)

147 - Os Caetanos – Os Caetanos (DVD)

148 - Palhaço Chocolate – Cantiga de roda (5)

149 - Pandora – Vou desenhar um coração (4)

150 - Paulinho Leite – Muito romântico (4)

151 - Paulo Matricó – Lavradores (4)

152 - Perkata de Couro – Forró pé de serra (1)

153 - Petrônio e As Criaturas – Ossos da alma

154 - Pratu – Leva que é Pratu (1)

155 - Quinteto Violado – Eu disse freeevo (2)

156 - Quinteto Violado – O melhor do Quinteto Violado (4) (*)

157 - Raminho do Acordeon – Homenagem a Itapissuma (1)

158 - Realidade Encoberta – Momentos antes do caos (3)

159 - Remanso do Forró – Remanso do Forró (1)

160 - Roberta Barros – Canto para você (4)

161 - Rogério Rangel – Outras levadas (2)

162 - Ronaldo Aboiador – Um aboio de fé

163 - Roxinó do Nordeste – Beleza da terra (1)

164 - Rua – Limbo (3)

165 - Salvador Santo

166 - Sagarana – Véu do dia

167 - Seguidores do Rei – Cantigas pro rei d baião (1)

168 - Sergio Ferraz – Concerto armorial (8)

169 - Sevi Nascimento – Essência (*)

170 - Siba – Nos balés da tormenta (DVD)

171 - Sid3 – Sacrifício e fé

172 - Silvia Alves – Lembranças

173 - Silvio Imperatriz – Pra quem acreditou

174 - Som da Terra – Nem Sol, nem céu, nem mar (2)

175 - Som da Terra – No balanço do forró (1)

176 - Som da Terra – 40 Carnavais (2)

177 - Stefane Larissa – Te preciso

178 - Superlage – Superlage

179 - Tagore – Movido a vapor (3)

180 - Tamar Moura – Meu dengo (1)

181 - Targino Gondim – Ser tão da gente (1)

182 - Tavinho Lima – Por entre folias e congadas

183 - Terezinha do Acordeon – Um amor assim (1)

184 - Tião Cavalcanti – Curta (EP) (3)

185 - Tião Cavalcanti – Curta mais (EP) (3)

186 - Tito Marcelo – Pra ficar no Sol (4)

187 - Toca Ogan – Desatando o laço

188 - Tony Vaqueiro – Tony Vaqueiro e amigos (1)

189 - Trepidant’s – Décadas (CD/DVD)

190 - Trio Kativante – Ao vivo no Bar Acalanto

191 - Troça Carnavalesca Minha Cobra – Homenagem aos 100 anos do Santa Cruz (2)

192 - Walter Lins – Xeque mate (1)

193 - W2 Rockband – Blak rock (3)

194 - Valdinho do Rojão e Banda Gibão de Couro – Vol.01 (1)

195 - Vates e Violas – Voando velozes voltando vivos (*)

196 - Velho Xaveco – Guerreiro Kunú

197 - Verônica – A voz do tempo

198 - Victor Ferrari

199 - Vinícius Gregório – Poesias

200 - Vozes do Forró – Tocando seu coração (1)

201 - Xinelo Rasgado – A marca do nosso amor (2)

202 - Zé Mário – Drums

203 - Zulumbi – Zulumbi (3)

204 - 1º Festival do Frevo da Humanidade – Vários intérpretes (2)

205 - Abril pro Rock 2014 – Vários intérpretes (*) (3)

206 - Ao vivo no beco – Vários intérpretes (CD/DVD) (7)

207 - Asas da América, asas para o frevo – Vário intérpretes (2)

208 - Canto do Galo – Vários intérpretes (2)

209 - Capiba, elas e outras canções – Vários intérpretes

210 - Forrozeiros PE, vol.02 – Vários intérpretes (2)

211 - Ilumina – Vários intérpretes (*)

212 - Mestres do Coco de Pernambuco – Vários intérpretes (DVD) (7)

213 - Pernambuco frevando para o mundo 02 – Vários intérpretes (2) (*)

214 - Recife lo-fi – Vários intérpretes (*)

215 - Tatuagem – Vários intérpretes

MACIEL MELO FINALIZA DISCO DE FREVOS SOB A BATUTA DO MAESTRO SPOK

Por José Teles






Maciel Melo lança no início de janeiro, o primeiro título de sua discografia inteiramente dedicado ao frevo, Perfume de Carnaval. O album foi gravado com a banda do músico, e com o maestro Spok assinando a direção musical, e tocando todos os saxes. Os arranjos foram divididos entre o maestro Duda (cinco), o maestro paraibano Chiquito (quatro), Luciano Magno (uma), e Spok (uma). As onze faixas do disco são todas inéditas, e formadas por frevos de bloco e canção.

O projeto começou com Perfume de Carnaval (parceria com o guitarrista Ananias Jr,) frevo que Maciel Melo compôs em homenagem a Carlos Fernando, o compositor falecido no ano passado. No entanto, a homenagem ao idealizador do projeto Asas da América o instigou a compor mais frevos, um desejo antigo: “Pedi músicas aos amigos e fui botando letra. Geraldinho (Azevedo) mandou duas, Luciano Magno, uma, Spok outra, queria uma homenagem ao pai dele, que está na parceria O velho Nilo. Fiz também uma homenagem ao bloco Quanta Ladeira”, conta Maciel Melo.

A faixa Davanira (outra com Ananias Junior), é uma homenagem aos jingles que fizeram sucesso em Pernambuco, nos anos 80 e 90. Davanira, por exemplo, é um antológico jingle de um comercial, criado pela Itaity, do começo dos anos 90, para as Casas José Araújo.

Repertório:
Davanira (Maciel Melo e Ananias Junior)
Céu de sombinha azul (Maciel Melo) – participação especial Ed. Carlos
Sombrinha solta (Maciel Melo e Braulio Araujo)
O Velho Nilo (Maciel Melo e Spok)
Sorriso de Prata (Maciel Melo e Ananias Junior)
Quatro dias de amor (Geraldo Azevedo e Maciel Melo). Part. Especial Geraldo Azevedo)
Perfume de Carnaval (Maciel Melo e Ananias Junior)
Quanta Ladeira (Maciel Melo)
O sabiá (Maestro Chiquito)
Esse é o Tom (Maciel Melo e Cesar Michiles)
Além da Quarta-Feira (Rogério Rangel)

sábado, 20 de dezembro de 2014

TUDO É POSSÍVEL, MAS NEM SEMPRE PLAUSÍVEL

Por Bruno Negromonte



A alguns dias atrás saíram os nomes dos homenageados do carnaval da cidade do Recife em 2014. E para a minha surpresa (e de muitos que assim como eu torciam) não constou o nome de Geraldo Azevedo que, diga-se de passagem, no próximo mês completa sete décadas de vida das quais quase cinco dedicadas a música. O escolhido foi o Maestro Spok, exímio e talentoso músico que assim como o saudoso Carlos Fernando vem oxigenando o frevo, centenário ritmo que não sei por quais razões mantém-se ainda muito restrito ao seu estado de origem. O maestro Spok tem procurado de modo primoroso quebrar este estigma fazendo um primoroso trabalho de divulgação e expansão do ritmo por onde tem levado a sua orquestra. Suas apresentações demostram que o músico vai além do trivial a partir de incursões pelos mais distintos gêneros musicais que ele soube fundir de modo uníssono e em perfeita harmonia com a música que nomes como Edgar Moraes, Capiba, Nelson Ferreira e os irmãos Valença tão bem fizeram outrora. Isso basta para que o maestro torne-se o homenageado de qualquer carnaval existente no país que tenha o frevo como alicerce principal.

É válida a homenagem e todas as pompas à trajetória deste promissor músico nascido em Igarassu e que hoje tão bem representa o mais genuínos dos ritmos pernambucanos em palcos de todo o mundo. No entanto, faz-se necessário levar em consideração alguns aspectos no critério de escolha do homenageado. Talvez o mais óbvio seja a questão das faixas etárias, uma vez que em detrimento aos 44 anos do homenageado, estão os 70 anos de Geraldo Azevedo. Não que a idade seja fator primordial dentre os critérios existentes para a escolha, mas há de se levar em consideração que sete décadas não são sete dias; outro aspecto analisado é que todos os contemporâneos do artista petrolinense já tiveram sua homenagem outorgada pela prefeitura da capital pernambucana. Naná Vasconcelos, Alceu Valença e Carlos Fernando são alguns dos exemplos que podem ser facilmente citados. Inclusive estes dois últimos tendo seus nomes muito ligados ao trabalho de Geraldo ao longo de suas respectivas carreiras.

Há quem possa utilizar dos mais distintos argumentos para justificar a não homenagem a Geraldo Azevedo, no entanto haverá sempre um a mais para provar o contrário e mostrar que a história da música pernambucana deve um capítulo em especial a este músico que de modo coerente pautou a sua arte. Assim como a Spok, todas as flores são mais que merecidas para Geraldo Azevedo, um artista que soube como poucos pautar a sua carreira a partir de características muitas vezes arredia as exigências do mercado, o que de certo modo o afastou das grandes massas, mas um público, um nicho específico do mercado de discos e shows que o acompanham por onde for. Essa marca talvez seja hoje um dos fatores que mais pese em relação a não escolha do artista para esta homenagem. Não me vem a memória nada que escape deste contexto. No mais sei que minha opinião sobre o assunto é extremamente parcial, no entanto não quero que Geraldinho faça parte das estatísticas do samba “Quando eu me chamar saudade” dos saudosos Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho. Não desmereço a escolha pela comissão organizadora do maior evento da cidade do Recife, reafirmo que a escolha foi justa e merecida, mas a prefeitura da cidade deveria ter levado em consideração aspectos que corroboravam para que o homenageado do carnaval deste ano fosse Geraldo Azevedo. Mas como diz o próprio em uma de suas canções: “Era quem sabe esperança, indo a outro lugar.”

Se não foi agora, torço para que esta homenagem aconteça em outro momento, quiçá em alguma festividade no decorrer do ano ou até mesmo, ao longo de 2015, através da realização da gravação do almejado DVD na Praça do Arsenal fazendo deste evento um verdadeiro carnaval à altura daquele que, no coração de muitos, a homenagem se dá ao longo dos 365 dias do ano desde quando o artista ao lado de Carlos Fernando compôs “Aquela rosa”, defendida por Teca Calazans na Feira Nordestina da Música Popular Brasileira, em 1967. Diga-se de passagem, ano em que o homenageado do carnaval nem sonhava em nascer.

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