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quarta-feira, 15 de junho de 2011

TONINHO GERAES E OS PRECEITOS DO SAMBA

Conceituado compositor no mundo samba com mais de 200 composições, o mineiro Toninho Geraes nos mostra seu álbum intitulado Preceito, um disco de samba coeso como só os bambas do samba sabem fazer.

Por Bruno Negromonte


Se falarmos no nome de Antônio Eustáquio Trindade Ribeiro, nascido em Belo Horizonte poucos serão aqueles que dirão que o conhece, mas quando nos referimos ao apelido dado pelo cantor Zeca Pagodinho (que por conta de sua terra natal o chamava-o de “das Geraes” em rodas de samba) muitos irão associar o nome de Toninho Geraes a grandes sucessos do samba (principalmente aqueles que procuram acompanhar o mundo do samba e adora esse contagiante ritmo tão genuinamente brasileiro.

Todo esse seu interesse pelo samba surgiu ainda quando criança por conta da constante convivência com o seu vizinho e xará Antônio (que era oriundo de uma família negra adepta do candomblé e que organizava rodas de samba). Esse convívio contribuiu bastante para aprimorar seu conhecimento musical e em sua formação cultural. Além deste vizinho o menino Toninho também curtia o grupo de velha guarda “Tonico e seus Chicletes” (que com uma certa constância se reunia no bairro onde Geraes morava), além de gostar de ouvir o programa de Rádio “Pagodinho Matinal”, comandado por Acyr Antão.



Todas essas experiências anteriores conduziram Toninho de forma natural ao mundo do samba e quando ainda tinha 17 anos resolveu (estimulado por seu mestre Geraldo Orozimbo, compositor da escola de samba Cidade Jardim de Belo Horizonte) que iria residir na cidade do Rio de janeiro e de fato partiu para a "terra prometida" investir em sua vocação.

Chegou ao Rio de Janeiro em janeiro de 1979 e mesmo passando por inúmeras dificuldades (dentre as quais a de ter que dormir na rua e em casas abandonadas no bairro de Ipanema) não abdicou de seu desejo, e de forma perseverante lutou bastante para ir conseguindo superar as adversidades existentes.

No rio, primeiro conheceu Ivan Marujo, que o levou à rua 13 de maio, conhecido reduto dos grandes sambistas. Chegando lá começou a ter os primeiros contatos com o samba carioca através de nomes como Bezerra da Silva, Ari do Cavaco, Rubem da Mangueira, Monarca da Portela, Dicró, Marinho da Muda e Otacílo da Mangueira. Mas foi Beto sem braço, compositor da Império Serrano, que o levou a participar de algumas rodas de pagode dentre as quais o "pagode da tamarineira". Esses pagodse organizado por alguns dos frequentadores do futebol aconteciam frequentemente no bloco carnavalesco Cacique de Ramos (subúrbio de Ramos) e muita gente de destaque no mundo do samba eram presenças assíduas nesses encontros, dentre os quais poderíamos citar nomes como Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Jorge Aragão, Jovelina Pérola Negra, Arlindo Cruz, os integrantes do grupo Fundo de Quintal entre tantos outros nomes que hoje constituem uma verdadeira seleção de bambas do genuíno samba e suas variantes. A essas alturas Toninho Geraes já estava familiarizado com a "cidade maravilhosa" e o samba carioca.

A primeira oportunidade de um registro fonográfico se deu sete anos após sua chegada a cidade maravilhosa. Em 1986 com uma composição de sua autoria intitulada "O rato roeu", Toninho participou de uma coletânea denominada "Na aba do pagode" e nesse mesmo período além de gravar o seu primeiro LP (Chances Iguais) compõe o primeiro de uma série de canções que Agepê gravaria em seus LP's. A música "Pura ingenuidade" foi composta em parceria com Galhardo e registrada em 1986 pelo Agepê no álbum batizado com o seu nome. Ainda na década de 80 o sambista Toninho Geraes ainda viria a compor para o Agepê a canção "Devastação" (Naval - G. Martins - Toninho Geraes), gravada em 1987. O saudoso sambista ainda viria a gravar em 1990 no álbum "Cultura Popular" as canções "Virou mania"e "Coração carente"(parcerias de Toninho com Serginho Beagá e o próprio Agepê); dois anos depois no disco seguinte, Agepê batiza o álbum com o nome da canção composta por Toninho e Serginho Braga: "Me leva". Canção esta que obteve um grande sucesso na época de seu lançamento e ainda hoje é lembrada com um grande "hit" do falecido cantor carioca. Este refrão até hoje é entoado por muitos que conhecem os grandes clássicos do samba.



Por fim, em 1994, no álbum "Agêpe - Feliz da vida" Toninho encontra-se presente como compositor em mais duas faixas disco. As canções "Batibum de amor" (parceria do Geraes com Fabinho do Terreiro, Ricardo Barrão e Agepê) e "Chuva" (parceria de Toninho com Sergio Beaga) foram as últimas canções do Toninho gravadas pelo Agepê, pois no ano posterior o sambista viria a falecer em decorrência de uma sirrose. Agepê tinha 53 anos e chegou a gravar do Toninho Geraes um total de oito canções.

A década de 90 teve os anos da consagração de Geraes enquanto compositor. Foram os anos em que o mesmo produziu verdadeiros clássicos do samba e que se eternizaram na voz dos mais genuínos representantes e populares artistas do gênero. Como vimos, de início veio "Me leva" na voz do Agepê, em seguida vieram outros intépretes dentre os quais Martinho da Vila, que gravou em 1995 no álbum "Tá delícia, tá gostoso" a composição "Mulheres", que tem letra e música de Toninho e é sem dúvida alguma o maior sucesso de sua carreira como compositor até então. Tendo como carro-chefe "Mulheres", Martinho da Vila chegou a marca de um milhão e meio de cópias vendidas. Quatro anos depois Martinho gravaria em seu "3.0 Turbinado Ao Vivo" a canção "Coração de louça" (parceria de Geraes com Paulinho Rezende e o próprio Martinho).

Ainda na década de 90 o amigo e padrinho musical Zeca Pagodinho gravou duas canções da lavra de Geraes que viriam a se tornar grandes sucessos no set-list do cantor: “Seu Balancê” (parceria com Paulinho Rezende) e “Pago pra ver” (parceria com Nelson Rufino) e que entraram em diversos registros do cantor ao vivo. A parceria do Zeca Paodinho com o Toninho dura até os dias atuais, pois em seu mais recente álbum chamado de "Vida da minha vida" Zeca gravou "Desacerto", composição do Toninho com Fabinho do Terreiro e Randley Carioca.

Em 2001, Toninho lança o seu segundo álbum como cantor e dá o título de "Samba de botequim", nesse álbum ele regrava o seu maior sucesso como compositor: "Mulheres". Vale ressaltar que nesses últimos 10 anos Toninho continua compondo e somando intérpretes renomados ao longo de sua vida de compositor e hoje já soma mais de 200 composições gravadas entre artistas do gabarito de Martinho da Vila (que também gravou "Hoje tem amor"), Emílio Santiago, Simone, Bezerra da Silva, Aline Calixto, Beth carvalho, Jovelina Pérola Negra, Neguinho da Beija-Flor e Neguinho da Estácio.



Atualmente Toninho vem trabalhando desde 2009 na divulgação de "Preceito", seu terceiro trabalho como cantor. O disco é composto por diversas composições inéditas e regravações de alguns sucessos de sua autoria além de contar com a participação de nomes como Zepa (violão de 6 cordas) e Jorginho Gomes (bateria), Dunga e do produtor Milton Manhães. A "festa" no disco começa com "São longuinho" (Geraes e Sérgio Caetano) que fala de forma bem humorada sobre uma típica simpatia brasileira que são os três pulinhos dedicado ao santo, no caso Toninho procura um amor e ainda evoca nomes como São Benedito, São Judas Tadeu, São Jorge, São Gonçalo entre outros. Seguindo o roteiro do disco nos deparamos com a canção "Comida mineira" (Geraes - Paulinho Rezende) que com certeza deve trazer ao artista reminiscências de seu estado natal; em seguida, vem um grande sucesso de sua autoria em parceria com Nelson Rufino (Pago pra ver); depois chega "De bar em bar" (Geraes - Roque Ferreira) que com a participação do conceituado Moacyr Luz retrata um caso de amor mal resolvido e a "Samba na veia" (Geraes - Barrão), que trata do gosto pelo samba como uma verdadeira herança genética.

A trilha segue com "Amor e festança" (Geraes - Magalha) onde o próprio título já invoca a festa e o amor; em seguida há mais três canções compostas por Roque Ferreira: "Preceito" (com Geraes) retrata o respeito que devemos aos ritos afro-brasileiros; "De maré" (também com Geraes) que retrata mais uma vez o amor de maneira singela e belíssima e por fim "Oxossi", que como o próprio título sugere fala sobre o orixá da caça. Em "Choro de alegria" (Geraes - Serginho Meriti) fala do choro não enquanto ritmo, mas enquanto pranto que existe de maneira paradoxa como o próprio título já diz. O álbum segue com Toninho Geraes regravando a canção "Partido remendado (O rato roeu)" quase 25 anos depois; "Desacerto" (Geraes - Fabinho do terreiro - Randley Carioca) que retrata o fim de um grande amor; “Seu Balancê” e "Alma bohemia" (parcerias com Paulinho Rezende), a primeira foi um grande sucesso na voz de Zeca Pagodinho e a segunda retrata o sujeito boêmio que mesmo depois de casado não perdeu o hábito noturno e não larga mão de chegar em casa com o dia claro depois de uma noite de samba em vários locais distintos.

Pois bem, o consagrado artista nesses 30 anos radicados na "cidade maravilhosa" conseguiu prestígio e tudo aquilo que almejava quando resolveu partir em busca da realização de seus sonhos, e mesmo ainda tendo o desejo, enquanto compositor, de ter um samba enredo cantado no carnaval no carnaval do Rio de Janeiro, se sente um artista realizado por conseguir fazer do prazer de compor e cantar o seu meio de sobrevivência, tirando o sustento do seu dom e levando a alegria para os lugares mais recônditos de nosso país, seja na sua própria voz ou na voz de seus inúmeros intérpretes.


Maiores informações:

Produção Cultural: Lucia Sá (Tel: (21) 7891-1928)

Site Oficial: http://www.toninhogeraes.com/

terça-feira, 14 de junho de 2011

O MOSAICO CONTEMPORÂNEO E MUSICAL DE BEATRICE MASON

A carreira de advogada bem-sucedida em New York não foi o suficiente para completá-la; dessa forma, Beatrice (a última sílaba se pronuncia como o nome do revolucionário “Che” Guevara) Mason não hesitou e foi em busca daquilo que realmente ansiava; isso tudo resultou em um álbum composto por um mosaico de estilos e compositores contemporâneos.

Por Bruno Negromonte


Não muito tempo atrás a carioca descendentes de alemães e italianos Beatrice Mason exercia a carreira de advogada nos Estados Unidos e vivia acerca de processos jurídicos diversos envolvendo o mercado de capitais, fusões e aquisições. Sua lida era usar da jurisprudência, e isso consumia praticamente todo o seu tempo, sufocando aquilo a que realmente tinha paixão.

A mudança desta rotina cansativa só se deu quando veio a gravidez e junto com ela uma licença. O tempo que até então não existia por conta dos afazeres profissionais deu lugar a outra qualidade de vida com a inserção da música em sua vida. Esse "ócio" tornou-se extremamente produtivo quando Beatrice o aproveitou para "reatar" com o seu antigo love affair: a música. Era uma complicada e difícil escolha, mas Beatrice já estava decidida em trocar em definitivo a promissora carreira de advogada pela carreira de cantora. Depois de decidida retomou as aulas de instrumentação, canto e idiomas.

Mason iniciou as aulas de flauta doce e canto na Associação Canto Coral quando tinha apenas seis anos, foi nesse período que passou a cantar no Coral Curumim sob a regência de Elza Lakschewitz (que depois a levou para o coro infantil do Theatro Municipal) e também no coral
do Colégio Cruzeiro, que tinha como regente a sua mãe Heidi, que tornou-se (juntamente com o pai) a responsável pelo ouvido da cantora ter se habituado desde pequena à música erudita entressachado com as canções que vinham do rádio de Alzira, a doméstica que na residência de Beatrice não se cansava de ouvir os grandes nomes da MPB. Ainda na infância, Beatrice estudou canto erudito com Vera Canto e Mello, e popular, com Paula Santoro e Felipe Abreu. Além de ter estudado também teoria musical e piano. Vale salientar que foi no período do Theatro Municipal que acabou conhecendo o hoje amigo e compositor Eduardo Krieger além de ter sido também nessa época que participou da montagem de algumas óperas como Carmen, La Bohème e Werther.

Os anos se passaram e a adolescência chegou, a música nesse período já se fazia bastante presente no cotidiano da jovem Beatrice, pois além das aulas de canto ela simultaneamente começou a pôr em prática seus aprendizados em uma orquestra de flautas e em um trio barroco do instrumento de sopro. A música, tanto a lírica quanto a erudita, nunca deixaram a já crescida Beatrice. Só quando adulta foi que a música perdeu espaço para o curso de direito e posteriormente para a profissão de advogada na rotina de Mason. Isso até o dia em que aconteceu tudo aquilo que citei antes.

Sua estreia profissional se deu em meados de 2005 no palco do Mistura Fina com o show "Coração tranquilo", com a ajuda da também, na época, iniciante Roberta Sá e sob direção de Cyro Telles que foi apresentado a Mason por Roberta. Em seguida, dois anos depois veio o segundo espetáculo dirigido por Carlos César Motta e intitulado "Alumbramento". Desse show em diante ela veio conquistando não só a admiração do público, mas também elogios da crítica especializada.

Em 2010, depois de acumular anos de experiência em seu dia-a-dia enquanto artista, Beatrice resolve registrar todo esse "know-how" adquirido em disco, aventurando-se de maneira pra lá de audaciosa com um álbum diferente e livre de clichês. Essa espera de cerca de 05 anos para o primeiro registro fonográfico foi válida, trouxe o resultado da rotina de aprendizados que a vida se encarrega de nos presentear, é algo semelhante ao que o escritor francês Proust certa vez escreveu:"Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem", talvez só por isso foi que meia década depois Beatrice resolveu aventurar-se pelo mercado fonográfico lançando o cd "Mosaico"(que pode ser adquirido clicando na imagem da capa presente aqui nesta matéria).




Tudo começou a princípio de maneira independente, próximo ao término da produção ganhou a parceria do selo do Centro Cultural Carioca Discos e, depois de pronto, teve a distribuição pela Universal. O mais marcante do álbum é que ele foi concebido de maneira que não faz a linha comercial e dentre as características que levam a isso está a ausência de canções e compositores mais convencionais de nossa música e nenhum grandes sucessos popular (que geralmente é a principal característica que se recorre quando se quer apresentar um trabalho com a finalidade comercial). O álbum é uma excelente amostra dessa nova trilha que a música popular brasileira vem seguindo nessa oxigenação que se faz necessária a partir de compositores contemporâneos e intérpretes talentosas como é o caso da carioca Mason. O "Mosaico" de surpresas de que o álbum da Mason é composto perpassa por características bastantes peculiares e isso é possível perceber quando partimos para a análise das faixas existentes no disco (onde há seis inéditas). E nesse ornamento contemporâneo é possível perceber o melhor da safra dos novos compositores brasileiros resultando em uma sonoridade elegante e totalmente diferente do que se tem ouvido por aí em um disco onde vários estilos se encontram, mas mesmo assim há uma requintada unidade.

O disco abre com uma bossa lounge intitulada "Samba mínimo", de autoria da compositora, arranjadora e cantora carioca Delia Fisher onde há a participação especial da harpista Cristina Braga; o álbum segue com a canção "Foi no mês que vem", composta por Vitor Ramil e gravada pelo mesmo no álbum "À beça" de 1995 (vale salientar que essa faixa conta com a participação das cantoras Antonia Adnet e Ana Clara Horta). O álbum continua com uma releitura da canção "Caramel" lançada a 15 anos atrás pela própria autora, a cantora americana Suzanne Vega. A faixa conta com a participação especial do percussionista Marcos Suzano.




Seguindo a ordem das faixas existentes no álbum chegamos a "Algum mistério", composição feita
a seis mãos por Marcelo Caldi, Mauro Aguiar e Rodrigo Campello e que conta com a participação especial de Jr. Tostoi; a quinta faixa trata-se do canção "Oração blues", composição inédita do Pedro Luís e do Rodrigo Maranhão e que foi apresentada a Beatrice pela Roberta Sá. O ritmo que também empresta o nome a faixa se acentua pela gaita de Gabriel Grossi, o pandeiro de Suzano e o baixo de Jorge Helder; o álbum segue com outra inédita intitulada "Lilly blonde" (canção inspirada na composição de Chico Buarque e Edu Lobo chamada de "A História de Lilly Braun"), esta canção foi um mimo do amigo Edu Krieger que além de presenteá-la com essa música também participa na faixa seguinte intitulada "Canto só" (composição de Raphael Gemal) dividindo os vocais com Beatrice Mason. O álbum segue com mais três belíssimas canções: "Na beira do rio" (Chico Pinheiro e Paulo Neves), "Cortejo" uma composição da Ana Clara Horta e "O tempo do querer" de autoria da dupla Marcelo Caldi e Rodrigo Campello. A faixa que encerra o disco trata-se de uma composição do uruguaio Jorge Drexler que leva o nome de "
Madre tierra
". Sob a produção, arranjos e instrumentação do
Rodrigo Campello (o mesmo das cantoras
Roberta Sá e Maria Gadú) todas essas canções compõem um mosaicos de boas novidades musicais e novos ares dentro da MPB apresentada por Mason .

Atualmente Beatrice vem apresentando a turnê do álbum. E "Mosaicos - o show" literalmente tem sido um show a parte. Sucesso de público e crítica por onde tem se apresentado, o espetáculo da Beatrice tem a assinatura da Ana Paula Bouzas na direção geral, na direção de arte quem dá a sua marca é Maira Knox; já o desenho de luz fica por conta de Marcelo Linhares. Entre as canções do espetáculos estão algumas presentes no disco dos novos compositores apresentados por Mason, dentre elas estão "Algum Mistério", "Lilly Blonde", do Edu Krieger; a bossa lounge "Samba mínimo", "Madre Tierra", "Foi no mês que vem", "Canto Só". O show também traz releituras como "Caramel", de Suzanne Vega, divertida e insinuante ao som da tuba. Entre as mais conhecidas do público, Beatrice Mason também mostrará interpretações pessoais de "Todo Amor que houver Nessa Vida", de Cazuza; "Doce Vampiro", de Rita Lee; "Índigo Blue", de Gilberto Gil, e "Hoje eu quero sair só", de Lenine. Vale a pena conferir!


Shows:
Janaina Linhares - 55 21 8762 2293 (shows@beatricemason.com.br)

Assessoria de Imprensa:
Gilda Matoso e Marcus Vinicius
Rua Visconde de Pirajá, 414 - sala 907
Ipanema - Rio de janeiro - RJ
Cep - 22410 - 002
Fones: 55 21 2523 1553 / 2553 0676

Conheça também:
Beatrice Mason - Site Oficial: http://www.beatricemason.com.br/

segunda-feira, 13 de junho de 2011

OLHA SÓ QUE FESTA DE ARROMBA: 70 ANOS DO TREMENDÃO!

No último dia 05, o "tremendão" Erasmo Carlos comemorou 70 anos de vida, desses, mais de 50 dedicados à música. Sua carreira começou no início dos anos 60 com sua primeira banda, os Snakes, passando pelo marcante grupo da música brasileira, Renato e Seus Blue Caps.


A parceria deste artista com o cantor Roberto Carlos certamente é a de maior sucesso na história da música popular brasileira, tanto em termos de venda quanto em termos de regravações, feitas por artistas de todo o Brasil e do exterior.
Junto com o rei, compôs mais de 500 canções, gravadas tanto por Roberto quanto por inúmeros outros cantores.

Início da carreira
Erasmo Esteves nasceu no bairro da Tijuca na Zona Norte do Rio de Janeiro, sua mãe saiu da Bahia grávida de um homem que não quis assumir a paternidade. Erasmo conhecia Sebastião Rodrigues Maia (que mais tarde seria conhecido como Tim Maia) desde a infância, entretanto a amizade só viria na adolescência por conta da febre do Rock and Roll. Em 1957, Tim Maia montou a banda The Sputniks, os membros da banda eram Tim, Arlênio Lívio, Wellington Oliveira e Roberto Carlos. Após uma briga entre Tim e Roberto, o grupo foi desfeito, Wellington desistiu da carreira musical, o único remanescente era Arlênio que no ano seguinte resolveu chamar Erasmo e outros amigos da Tijuca, Edson Trindade e José Roberto, conhecido como "China" para formarem o grupo vocal "The Boys of Rock".
Por sugestão de Carlos Imperial o grupo passou a se chamar The Snakes, o grupo acompanhava tanto Roberto quanto Tim Maia em seus respectivos shows. Erasmo foi apresentado a Roberto por Arlênio Lívio, Roberto precisava da letra da canção Hound Dog, sucesso na voz de Elvis Presley, então Arlênio disse que Erasmo seria a pessoa que possuiria tal letra, pois este era um grande fã de Elvis, Roberto descobriu outras afinidades com Erasmo, além de Elvis, ambos gostavam de Bob Nelson, James Dean, Marlon Brando, Marilyn Monroe, torciam para o Vasco da Gama. Quando fazia parte do The Snakes, Tim Maia ensinou Erasmo a tocar violão. O The Snakes chegou a acompanhar, o cantor Cauby Peixoto em sua inusitada passagem pelo rock, na gravação de "Rock and Roll em Copacabana" de 1957 e no filme "Minha Sogra é da Polícia" (1958), onde o cantor interpreta a canção "That's Rock" composta por Imperial. Nos tempos da juventude também conheceu, Jorge Ben Jor, na época conhecido como Babulina e Wilson Simonal, que também foi agenciado por Carlos Imperial. Erasmo resolveu adotar o nome Carlos no nome artístico em homenagem ao Roberto Carlos e a Carlos Imperial. Com a chegada da Bossa nova, Erasmo também se deixou influenciar pelo gênero, Roberto chegou a se tornar crooner cantando Bossa nova, bastante influenciado por João Gilberto. Antes de seguir carreira solo, Erasmo fez parte do banda Renato e Seus Blue Caps. Participou efetivamente junto com Roberto Carlos e com Wanderléa do programa Jovem Guarda onde tinha o apelido de Tremendão, imitando as roupas e o estilo de seu ídolo Elvis Presley. Seus maiores sucessos como cantor nessa fase foram "Gatinha Manhosa" e "Festa de Arromba". Em 1966, Erasmo, Eduardo Araújo e Carlos Imperial foram acusados de corrupção de menores, contudo ele e os demais foram inocentados. Com o término do programa, entrou em crise, mas conseguiu se recuperar com a ajuda de seu parceiro Roberto Carlos e de sua esposa, Narinha. Nessa fase de transição fez sucesso cantando "Sentado à Beira do Caminho" e "Coqueiro Verde", Roberto e Erasmo eram criticados por cantar e compor Rock e de serem americanizados, Coqueiro Verde foi o primeiro samba-rock gravado por Erasmo. Chegou a dividir uma apartamento com Jorge Ben Jor, apontado com um dos criadores do estilo, no Bairro do Brooklin em São Paulo. O disco Erasmo Carlos e os Tremendões já é um trabalho transitório na carreira do artista. O LP, de 1969, traz interpretações muito peculiares de canções de compositores da MPB, como "Saudosismo", de Caetano Veloso e "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso (lançada no filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa em que Erasmo atua com Roberto e Wanderléa) e "Teletema" (canção originalmente interpretada por Regininha, sucesso por ter sido tema da novela Véu de Noiva, da Rede Globo), de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, além da primeira gravação de "Sentado à Beira do Caminho".

Década de 70
Na década de 1970, Erasmo assina com a Polydor. A primeira metade da década mostra o Tremendão num estilo bem diferente da Jovem Guarda. Influenciado pela cultura hippie e pelo soul, lança Carlos, Erasmo em 1971. O disco, que abre com "De Noite na Cama", escrita por Caetano Veloso especialmente para ele, traz um polêmica ode à maconha. O existencialismo prossegue em seus outros LPs dos anos 70: 1941-1972 - Sonhos e Memórias, 1990 - Projeto Salva Terra e Banda dos Contentes. "Sou uma Criança, Não Entendo Nada", "Cachaça Mecânica" e "Filho Único" são algumas canções de destaque no período. Pelas Esquinas de Ipanema, seu LP de 1978, inclui uma impactante canção que denuncia o descaso do homem com a ecologia: "Panorama Ecológico". Participou dos filmes Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora (1971), de Roberto Farias; e Os Machões (1972), dirigido por Reginaldo Faria, que também atuou no filme.

Anos 80
Erasmo Carlos começa os anos 80 com um projeto ambicioso. Erasmo Convida é um pioneiro projeto no Brasil. Foram 12 canções interpretadas em dueto com artistas como Nara Leão, Maria Bethânia, Gal Costa, Wanderléa, A Cor do Som, As Frenéticas, Gilberto Gil, Rita Lee, Tim Maia, Jorge Ben e Caetano Veloso. A faixa de abertura do álbum foi a que teve maior destaque nas rádios: "Sentado à Beira do Caminho", com Roberto Carlos. No ano seguinte, o LP Mulher tem uma grande repercussão com as canções "Mulher (Sexo Frágil)" (escrita com sua mulher, Narinha), "Pega na Mentira" e "Feminino Coração de Deus" (de Sérgio Sampaio). O sucesso na mídia, que continuou com Amar Pra Viver ou Morrer de Amor (1982), trouxe uma cobrança para Erasmo: assim como o parceiro Roberto Carlos (no auge do sucesso), ele deveria lançar um trabalho inédito todos os anos. "Lentinha, para tocar no rádio", como disse o cantor ao relembrar seus discos na época. Embora seja a década com mais lançamentos de trabalhos novos, Erasmo tem algumas ressalvas sobre os seus discos a partir da segunda metade da década - Buraco Negro (1984), Erasmo Carlos (1985), Abra Seus Olhos (1986) e Apesar do Tempo Claro... (1988).



O disco de 1988 seria seu último na Polydor (selo da Polygram, hoje Universal Music). Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que numa participação especial diminuta, no coro da versão brasileira de "We Are the World", o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África, ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções "Chega de Mágoa" e "Seca d'Água". Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi, no entanto, criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro. Em 1989, ele ainda faria o álbum ao vivo Sou uma Criança, com participações de Léo Jaime e dos grupos Kid Abelha e João Penca e Seus Miquinhos Amestrados e lançados pela pequena gravadora SBK.



Anos 90
Nos anos 90, o trabalho de Erasmo apareceu de forma bissexta na canção. Além de sempre assinar com Roberto Carlos as canções feitas para seus discos anuais, ele lançou dois discos. Homem de Rua, lançado pela Sony Music em 1992, chegou a ter repercussão com a faixa-título, que fez parte da trilha da telenovela De Corpo e Alma, mas a canção era tema do personagem de Guilherme de Pádua, que, ao lado da esposa Paula Tomás, assassinou a atriz Daniela Perez, num crime que chocou o país. Outra gravação de destaque foi "A Carta", na qual Erasmo cantou com Renato Russo. Em 1995, ele voltou a ter destaque nas comemorações dos trinta anos da Jovem Guarda, que rendeu discos e shows. No ano seguinte, Erasmo gravou o álbum É Preciso Saber Viver, com regravações de canções de seu repertório. O destaque foi para "Do Fundo do Meu Coração", dueto com Adriana Calcanhotto.



Século XXI
Somente em 2001 Erasmo voltaria a lançar um disco novo. Pra Falar de Amor traz interpretações dele para canções apenas suas, além de cançòes de Kiko Zambianchi e Marcelo Camelo. O destaque é "Mais um na Multidão", dueto com Marisa Monte e de autoria de Erasmo Carlos, Marisa Monte e Carlinhos Brown.
No ano seguinte, ele lançou seu primeiro DVD ao vivo, além de um CD duplo.No início de 2004, ele lançou seu trabalho mais autoral: Santa Música, com doze canções de autoria apenas de Erasmo Carlos. Além da faixa-título, destaca-se a faixa "Tim", feita em homenagem a Tim Maia. Em 2007, Erasmo novamente lançou um disco no qual recebe convidados. Erasmo Convida, Volume II apresenta novos encontros musicais em que Erasmo interpreta parcerias dele com Roberto. Adriana Calcanhotto, Lulu Santos, Simone, Marisa Monte, Milton Nascimento e as bandas Skank e Los Hermanos estão entre os convidados. A faixa de maior destaque nas rádios é "Olha", cantada com Chico Buarque, e tema da novela das 21 horas, Paraíso Tropical, da Rede Globo. Também em 2007, Erasmo compôs a faixa de abertura de Só Nós, o segundo disco-solo da vocalista do Kid Abelha, Paula Toller. No dia 5 de junho de 2009, no dia em que completou 68 anos, Erasmo lançou, pela sua gravadora Coqueiro Verde, o CD Rock 'n' Roll, uma homenagem ao gênero que mais o influenciou, com 12 composições próprias, sendo 7 em parceria: Nando Reis (em "Um beijo é um tiro" e "Mar vermelho"), Nelson Motta (em "Chuva ácida" e "Noturno Carioca"), Chico Amaral (em "Noite perfeita" e "A guitarra é uma mulher"), e Liminha e Patrícia Travassos (em "Celebridade"). Destaque também para "Olhar de mangá", na qual Erasmo cita nomes de 52 personalidades femininas (reais ou fictícias), a canção é inspirada nas expressões faciais usada no quadrinhos japoneses (os chamados mangás. Em 2010, Erasmo compôs em parceira como Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle um samba enredo para a GRES Beija-Flor, que anunciou um enredo sobre Roberto Carlos para 2011, porém, o samba composto por Erasmo não passou nas eliminatórias, a canção escolhida foi "A Simplicidade de um Rei", que tem como um dos co-autores, JR Beija-Flor, filho do intérprete da Escola, Neguinho da Beija-Flor



Discografia Erasmo Carlos

Erasmo Carlos - A pescaria (1965)
Contratado no ano anterior pela RGE e bem sucedido com o compacto que trazia "Minha Fama de Mau", Erasmo pretendia ter feito na capa uma referência à música "Tom & Jerry", de Getúlio Côrtes. Mas a Disney não autorizou a utilização dos personagens na capa. O disco traz outro grande sucesso, que àquela altura estava acontecendo nacionalmente e que foi para a Jovem Guarda um hino tão importante quanto "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno" (de Roberto Carlos): "Festa De Arromba", rock no qual Erasmo anuncia o elenco da Jovem Guarda - que a partir do segundo semestre de 1965 tomou conta das jovens tardes de domingo.

O disco foi todo gravado com Renato e seus Blue Caps, à exceção de "Minha Fama De Mau" (do ano anterior, registrada num compacto com acompanhamento dos Jet Black´s). Traz uma declaração de guerra bem humorada à beatlemania, mas também inclui uma regravação da música "Ain´t She Sweet", e vertida para o português pelo próprio Erasmo - que, fã do rock´n´roll de Chuck Berry, também versionou "School Day".

(Marcelo Fróes)

Faixas:
01 - A Pescaria
02 - Beatlemania
03 - Festa de Arromba
04 - Alguém Que Eu Procuro
05 - Sem O Teu Carinho
06 - Minha Fama de Mau
07 - Tom e Jerry
08 - No Tempo da Vovó
09 - Tra-la-lá
10 - Terror dos Namorados
11 - Dia de Escola
12 - Gamadinho Por Você
13 - Jacaré
14 - Amor Doente


Você me acende (1966)
A Pescaria, primeiro LP de Erasmo, tinha poucos meses de lançamento quando os alicerces para o próximo trabalho começaram a ser erguidos. Já no início de 1966 foi lançado um compacto simples gravado com os Fevers. De um lado, "Alô Benzinho", do outro, "Sou Feliz Com Mamãe" - que ficou para trás juntamente com o segundo domingo de maio de 1966. Quando Você Me Acende - todo gravado com os Fevers - foi lançado em junho de 1966, "Deixa De Banca" já estava abafando num compacto. Era a versão de Eduardo Araújo para a francesa "Les Cornichons", com a qual Erasmo tocou na Argentina, no Uruguai e no Chile - onde o sucesso foi maior. No lado B vinha a faixa-título do álbum, "Você Me Acende", versão de Erasmo para o sucesso de Ian Wittcomb. Para manter a fama de mau, Erasmo não tevecoragem de cantar no falsete presente na gravação original.

"O Carango" é a música que Erasmo foi buscar na casa de seu autor Carlos Imperial, justo no dia em que aconteceu uma confusão e que o envolveu num processo de corrupção de menores. A versão de Wilson Simonal é que ganhou as rádios, mas pouco depois "A Carta" estourou nacionalmente e tornou-se o grande sucesso do disco, juntamente com "Gatinha Manhosa" primeiramente gravada por Renato e seus Blue Caps (com Erasmo, não-creditado por questões contratuais, fazendo vocais). O LP também traz parcerias com Roberto, versões assinadas por Erasmo e duas pelo estreante Gileno Azevedo (o Leno da dupla Leno & Lilian).

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Você Me Acende (You Turn Me On)
02 - O Carango
03 - A Carta
04 - Peço A Palavra
05 - Cuide Dela Direitinho (Treat Her Right)
06 - S.O.S
07 - É Duro Ser Estátua
08 - O Homem Da Motocicleta (Motorcycle Man)
09 - Gatinha Manhosa
10 - Deixa De Banca (Les Cornichons)
11 - O Disco Voador
12 - Alô Benzinho
13 - Sou Feliz Com Mamãe (Bônus)
14 - O Pica-Pau (Bônus)


O tremendão
"O Caderninho" tocou bastante, mas o disco seguinte levou alguns meses pra sair. O final de 1967 fôra dedicado àparticipação no III Festival da MPB: Erasmo compôs, inscreveu e gravou "Capoeirada" com acompanhamento do Som Três e do grupo vocal O Quarteto. No meio de 1968 é que saiu o primeiro lançamento da nova fase, com o compacto "Para O Diabo Com Os Conselhos de Vocês". Gravado com acompanhamento dos Tremendões para o LP que só sairia em setembro, o disquinho não ficou ao agrado de Erasmo - e a música de Nenéo acabou perdendo seu mínimo entusiasmo, ao ser regravada pelo cantor Paulo Sérgio. Porém o lado B, "Todas As Mulheres do Mundo", acabou gozando de maior simpatia e chegou a ser vertida para o espanhol e lançada em compacto na América Latina. O álbum de 1968 foi aberto por "Baby Baby", música do então promissor compositor e pianista Santos Dumont, que contou com vocais de Tim Maia - autor de "Não Quero Nem Saber", uma das muitas músicas inéditas do disco.

Marcelo Fróes

Músicas:
01 - O Tremendão (Dori Édson - Marcos Roberto)
02 - O Dono Da Bola (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
03 - Não Vivo Sem Você (Roberto Correia - Rossini Pinto)
04 - Eu Não Me Importo (Dino - Deny)
05 - A Grande Mágoa (The Big Hurt) (Shanklin ,Versão Erasmo Carlos)
06 - O Sonho De Todas As Moças (Erasmo Carlos)
07 - Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda (Francisco Mattoso - Lamartine Babo)
08 - Vem Quente Que Eu Estou Fervendo (Carlos Imperial - Eduardo Araújo)
09 - Estrelinha (Little Star) (Picone - Venosa)
10 - O Bilhetinho (Benil Santos - Raul Sampaio)
11 - Faz Só Um Mês (Carlos Imperial - Eduardo Araújo)
12 - Não Fiques Triste (Cleudir Borges)
13 - El Tremendon (O Tremendão) (Bônus)
14 - Estoy Hirviendo (Vem Quente Que Eu Estou Fervendo) (Bônus)


Erasmo Carlos (1967)
Erasmo Carlos vinha de quatro sucessos retumbantes- A carta, Gatinha Manhosa, O Tremendão e Vem Quente Que Eu Estou Fervendo-, que se sucediam nas paradas e nas prateleiras de mais vendidos. Sofria com o preconceito das autoridades, que promoviam investigações por corrupção de menores e impediam artistas de se apresentarem em cidades. E passava por um momento de interrupção de sua parceria com Roberto Carlos, por conta de fofocas invejosas.

O programa “Jovem Guarda” continuava firme e forte todas as tardes de domingo, na TV Record de São Paulo- com retransmissão para afiliadas em todo o país. Erasmo Carlos entrou em estúdio com os Fevers e com os Wandecos, banda que acompanhava Wanderléa em shows. “Erasmo Carlos”, O LP, foi gravado em meados de 1967- para lançamento em setembro. Das sessões de gravação participaram os metais da banda de Roberto Carlos, o Som Três de Cesar de Camargo Mariano e Raul de Souza, dentre outros. No repertório, nenhuma canção de Erasmo Carlos & Roberto Carlos, mas uma versão do sucesso internacional Mellow Yellow, assinada especialmente por Roberto Carlos.

O Caderninho foi o primeiro compacto extraído das novas gravações, em junho de 1967. Composta pelo guitarrista Alemão, dos Wandecos, foi entregue a Erasmo nos bastidores do programa Jovem Guarda, quando Wilson Simonal também demonstrou interesse por gravá-la. “Um dia o ‘Alemão’ chegou querendo me mostrar uma música que ‘era a minha cara’ Ele me demonstrou “O Caderninho” e eu adorei, afinal estava vidrado em “The More l See You” e eu logo vi que era uma música toda cheia de harmonia gostosa e bonita. Isso cai como uma luva no Chris Montez, bicho! ‘ Mas eu nada falei, e a pedi pra mim. Mas aí naquele negócio, chegou gente perto e eu fui logo dizendo que ia gravar. Simonal também chegou-se e disse: ‘ interessante essa música, viu? Escuta, eu gravo esta música!’ Ai eu falei: Não, essa já e minha’ . Ele continuou insistindo, e nas brincadeiras foi forçando a barra até que eu senti que a coisa tinha passado da brincadeira para algo além. Chamei o Alemão num canto e falei que ia gravá-la, acabei gravando mesmo e foi um dos grandes sucessos da minha vida - em São Paulo.(...)

O Caderninho foi o precursor da ‘ Pilantragem’, em termos de Brasil, afinal precursor tinha sido Chris Montez – que era mauricinho demais pra pilantragem, que já era uma coisa mais malandra.” , lembra Erasmo Carlos quando o LP “ Erasmo Carlos” chegou às lojas em setembro, o novo compacto seria caramelo, a versão de Mellow Yellow assinada por Roberto Carlos. O sucesso não aconteceu e na sequência o trabalho no novo álbum acabou ofuscado pela participação de Erasmo no III Festival da Música Popular Brasileira: “Na época dos festivais algum diretor de TV me perguntou se eu tinha alguma música pro festival. ‘Não tenho...mas eu faço!’ fiz com influência de músicas de festival, coisa que hoje em dia eu não faria, porque, se eu fizesse uma música normal da minha vida, como fizeram os outros naquele festival, teria me dado melhor. Caetano Veloso e Gilberto Gil vieram com propostas mais parecidas com as minha do que eu próprio, porque eu entrei numa de fazer ‘uma coisa mais brasileira’”, analisa com distanciamento histórico Erasmo Carlos.

Capoeirada foi apresentada pelo grupo vocal O Quarteto na terceira eliminatória do festival, realizada no Teatro Record em 14 de outubro de 1967. Não foi classificada para a final realizada na semana seguinte, mas foi gravada às pressas por Erasmo Carlos como o grupo Som Três, liderado por César Camargo Mariano, e com acompanhamento vocal de O Quarteto. O compacto foi lançado “com urgência” em novembro mas não aconteceu. A gravadora ainda trabalharia o LP “Erasmo Carlos” naquele próximo verão, com um compacto puxado por Cara Feia Pra Mim É Fome; mas àquela altura Erasmo já pensava num próximo álbum.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Cara Feia Pra Mim É Fome (Olmir Stocker - Vicente De P. Salvia)
02 - O Ajudante Do Kaiser (I Was Kaiser Bill's Batman) (Cooke - Greenaway - Versão Fred Jorge)
03 - Neném, Corta Essa (Erasmo Carlos)
04 - Só Sonho Quando Penso Que Você Sente O Que Sinto(Martinha)
05 - O Caderninho (Olmir Stocker)
06 - Larguem Meu Pé (Erasmo Carlos)
07 - Caramelo [Mellow Yellow] (D. Leitch - Versão Roberto Carlos)
08 - Saidinha E Assanhada (Vicente De P. Salvia)
09 - Quase Perdi Seu Amor (Olmir Stocker - Newton De Siqueira Campos)
10 - Brotinho Sem Juízo (Carlos Imperial) (Acompanhamento: Som Três)
11 - A Garotinha Da Estação (Olmir Stocker - Newton De Siqueira Campos)
12 - Não Me Diga Adeus (Luiz Soberano - Paquito - João C. Da Silva)
13 - O Caderninho (Versão Estéreo) (Bônus)
14 - Capoeirada (Erasmo Carlos)


Erasmo Carlos (1968)
Gravado com os Wandecos e os Tremendões no primeiro semestre de 1968, “Erasmo” foi gerado na reta final da Jovem Guarda. O programa sairia do ar antes de seu lançamento, mas ao chegar às lojas em setembro daquele ano o vinil ainda trazia o espírito da época. Para o Diabo Com Os Conselhos De Vocês foi o primeiro compacto, já em junho, mas não é uma das músicas favoritas do artista: “Não gosto muito dessa música, porque a gravei com um arranjo do qual não gostava muito. Como não tinha outra coisa pra gravar, gravei essa ...que tem um tema que não deixa de ser primo de Quero Que Vá Tudo Por Inferno. (...) Enfim, eu não sei se passei a não gostar da música quando o Paulo Sergio a gravou” . Todas as Mulheres Do Mundo, lado B daquele primeiro compacto extraído das sessões de 1968 agrada mais a Erasmo: “Gravei num estilo que eu gosto , que é aquele quase sussurrado, e cheguei a regravar em espanhol para um compacto. É um estilo bonito e a harmonia ficou bem chegada ao que gosto, que é aquele de Groovin”.

O álbum sairia simultaneamente com um compacto em setembro, mas a opção da gravadora foi a de esperar.

O repertório era marcado pela retomada da parceria Erasmo & Roberto, que assinava quase metade do repertório. A escolhida para o “simples” lançado em novembro acabou sendo O Maior Amor Da Cidade, mas efetivamente o lado B- Baby Baby, de Santos Dumont- teve melhor sorte. “Eu tava muito influenciado pelo Santos Dumont, porque ele era meio maluco... e ele tocava piano bem pra caramba. Ele fazia um estilo de piano que eu não via ninguém tocar no Brasil. Ele batucava no piano e hoje em dia são poucos que fazem isso: Ivan Lins é um dos poucos, além de João Donato e Marcos Valle. Eu amo o cara que batuca no piano tem que tocar pra caramba.(...) Gravei Baby Baby com Tim Maia fazendo backing vocal” , lembra Erasmo.

Tim Maia, que passara os anos da Jovem Guarda morando nos Estados Unidos, retornara no apagar das luzes do movimento e encontrara no amigo Erasmo um dos primeiros em sua música. Erasmo não só o convidou para cantarem Baby Baby, como também gravou sua Não Quero Nem Saber. Na mesma época, Roberto Carlos gravou Não Vou Ficar e Tim foi contratado para gravar seu primeiro compacto pela CBS ainda em 1968. Na sequência, Erasmo levou Tim para a fermata/RGE- onde o compacto These Are The Songs. Regravada em dueto com Elis Regina em 1970, a canção abriu caminho para carreira de sucesso de Tim Maia na Polydor.

Como bônus desta primeira reedição em CD do álbum “Erasmo” de 1968, trazemos Johnny Furacão- um raríssimo lado B de compacto lançado no primeiro semestre de 1969.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Baby Baby (Santos Dumont) [Participação Vocal: Tim Maia]
02 - A Próxima Dança (Erasmo Carlos -Roberto Carlos)
03 - Nunca Mais Vou Fazer Você Sofrer (Erasmo Carlos -Roberto Carlos)
04 - Meu Disquinho (Luiz Fabiano)
05 - Escrevi Te Amo Na Areia [Ho Scritto T'Amo Sulla Sabbia] (Sharade-Sonago - Versão Martins)
06 - Todas As Mulheres Do Mundo (Erasmo Carlos)
07 - O Maior Amor Da Cidade (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
08 - Mil Bikinis (Elizabeth)
09 - Não Quero Nem Saber (Tim Maia)
10 - Vou Chorar, Vou Chorar, Vou Chorar (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
11 - Senhor Aqui Estou (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
12 - Para O Diabo Os Conselhos De Vocês (Carlos Imperial - Nenéo)
13 - Johny Furacão (Erasmo Carlos - Roberto Carlos) (Bônus)



Erasmo Carlos e os Tremendões (1970)
1969 fôra um ano de compactos. Erasmo lançou "Sentado À Beira Do Caminho" em maio, com a música que ele e Roberto haviam feito inspirados em "Honey" (de Bobby Goldsboro) - o sucesso foi enorme e rendeu versão em espanhol para os países latino. No final do ano saiu "Vou Ficar Nu Para Chamar Sua Atenção" - feita exclusivamente para que Erasmo tivesse uma música (e um clipe) no filme Roberto Carlos e O Diamante Cor de Rosa. Erasmo aproveitou para regravar "Aquarela Do Brasil" (Ary Barroso) e este LP, lançado em maio de 1970, acabou fechando a passagem do cantor pela RGE com chave de ouro. O repertório inclui temas importantes como "Teletema" (Antonio Adolfo) e "Saudosismo" (Caetano Veloso), temas que aproximavam Erasmo da música popular brasileira. Além dessas, inclui um clássico do samba-rock (mais tarde incorporada ao repertório do Trio Mocotó), "Coqueiro Verde", escrita em homenagem à Narinha. Lançada em compacto, a música tornou-se trilha sonora da volta de Erasmo Carlos ao Rio de Janeiro.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Estou Dez Anos Atrasado (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
02 - Gloriosa (Sérgio Fayne - Vitor Martins)
03 - Espuma Congelada (Piti)
04 - Teletema (Antônio Adolfo - Tibério Gaspar)
05 - Jeep (H. Denis - Versão Vitor Martins)
06 - Sentado À Beira Do Caminho (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
07 - Coqueiro Verde (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
08 - Saudosismo (Caetano Veloso)
09 - Aquarela Do Brasil (Ary Barroso)
10 - A Bronca da Galinha (Porque Viu O Galo Com Outra) (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
11 - Menina (Antônio Adolfo - Carlos Imperial - Adriano)
12 - Vou Ficar Nú Pra Chamar Sua Atenção (Erasmo Carlos -Roberto Carlos)
13 - Sentado A La Vera Del Camino (Sentado À Beira Do Caminho) (Bônus)
14 - Todas As Mujeres Del Mundo (Todas As Mulheres Do Mundo) (Bônus)


Carlos, Erasmo (1971)
Aberto por "De Noite Na Cama", feita por Caetano Veloso em seu exílio em Londres - sob encomenda de Erasmo, que em seu último disco havia gravado "Saudosismo" -, o LP Carlos, Erasmo inaugurou a extensa discografia de quase 20 anos de Erasmo na atual Universal Music. Estreando no selo Philips, conhecido por seu catálogo de MPB, samba e Bossa Nova, ele chegou ao universo carioca da música cantando não só temas inéditos em parceria com Roberto Carlos, como também Jorge Ben, o badalado Taiguara, o estreante Vitor Martins (futuro parceiro de Ivan Lins) e os irmãos Paulo Sérgio e Marcos Valle. O disco, bem produzido e com participações instrumentais de peso, como as de Dinho Leme e Liminha (respectivamente, baterista e baixista dos Mutantes), é até hoje considerado um dos mais importantes na carreira de Erasmo e também um dos mais procurados nos sebos. Produzido por Manoel Barenbein e Erasmo Carlos, à exceção de "Ciça Cecília" (produzida por Nelson Motta, com arranjo de Arthur Verocai, para uma trilha de novela da TV Globo), o disco tinha arranjos assinados por Chiquinho de Moraes.

Por Marcelo Fróes

Faixas:
01 - De Noite Na Cama
02 - Masculino, Feminino (part. Maria Fossa)
03 - É Preciso Dar um Jeito, Meu Amigo
04 - Dois Animais Na Selva Suja da Rua
05 - Gente Aberta
06 - Agora Ninguém Chora Mais
07 - Sodoma E Gomorra
08 - Mundo Deserto
09 - Não Te Quero Santa
10 - Ciça, Cecília (Tema de Ciça)
11 - Em Busca das Canções Perdidas Nº2
12 - 26 Anos de Vida Normal
13 - Maria Joana
14 - A Semana Inteira (Bônus)


Erasmo Carlos - Sonhos e memórias (1972)
Altamente autoral, este segundo álbum de Erasmo pela Phonogram (futura PolyGram e mais recentemente Universal Music) já foi lançado em 1972 pelo selo Polydor - dedicado aos produtos mais roqueiros e populares da gravadora. Aberto por "Largo Da 2ª Feira", saudosista lembrança dos tempos da Tijuca, o disco - produzido por Jairo Pires e Guti Carvalho - viaja por temas imaginários ("Mané João") e cai em referências ao rock´n´roll ("Bom Dia, rock´n´roll e "É Proibido Fumar"), além de tratar de temas bem íntimos do Erasmo, amadurecido pelo casamento e pela paternidade. "Grilos", "Sorriso Dela", "Sábado Morto" e "Meu Mar" são fortes referências à vida familiar, que mesclava a paz hippie com os altos e baixos de uma relação a dois - enquanto que "Mundo Cão" - primeiro compacto extraído do álbum, antes mesmo de seu lançamento - havia sido feito como tema do filme Os Machões. A produção, do mesmo ano, era estrelada por Reginaldo Farias e Flávio Migliaccio, e rendeu a Erasmo o prêmio Coruja de melhor ator coadjuvante.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Largo Da Segunda-Feira
02 - Mane João
03 - Bom Dia Rock n' Roll
04 - Grilos
05 - Minha Gente
06 - Mundo Cão
07 - Sorriso Dela
08 - Sábado Morto
09 - É Proibido Fumar
10 - Vida Antiga
11 - Meu Mar
12 - Preciso Encontrar Um Amigo


Projeto Salve a Terra (1974)
O sucesso de Sonhos e Memórias e de seus compactos foi grande, e em 1973 Erasmo só pensou em compactos com músicas inéditas. "Cachaça Mecânica", mistura que só Erasmo poderia fazer de Laranja Mecânica (o filme) com os agitos do carnaval baiano, saiu em junho e foi um grande sucesso. "O Comilão" veio a seguir, tendo como alvo o Natal de 1973, mas a música teve problemas com a Censura e acabou não entrando neste 1990 - Projeto Salvaterra, que só sairia em novembro de 1974. Precedido do compacto "Sou Uma Criança Não Entendo Nada", que muito sucesso, o álbum trazia uma releitura de "Negro Gato" (de Getúlio Côrtes, gravada na Jovem Guarda por Renato e seus Blue Caps e Roberto Carlos) e diversas parcerias inéditas com Roberto Carlos. Produção assinada por Guti Carvalho e Erasmo.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Sou Uma Criança, Não Entendo Nada
02 - A Lenda de Bob Nelson
03 - A Festa do Corpo Lindo
04 - 1990 - Projeto Salva Terra!
05 - A Experiência
06 - Bolas Azuis
07 - Haroldo, O Robot Doméstico
08 - Por Cima dos Aviões
09 - Negro Gato
10 - Deitar e Rolar
11 - Amiga Forte
12 - Cachaça Mecânica
13 - Dia de Chuva (Bônus)
14 - O Comilão (Bônus)


Banda dos Contentes (1976)
Disco conceitual que marcou época pelo enorme sucesso da faixa de abertura, "Filho Único", na trilha de uma novela da Rede Globo, A Banda Dos Contentes trazia músicas inéditas de grandes nomes da MPB e rocks de Erasmo, além de ousadias como "Terra De Montezuma", e Ruy Maurity. Gravado com músicos do primeiro escalão, sob a produção de Guti e Erasmo, o disco lançou o clássico de Belchior, "Paralelas", com a letra original que depois foi modificada tanto na versão do próprio autor, como no sucesso de Vanusa. Um presente de Gilberto Gil, "Queremos Saber" era perfeita para o disco, dando continuidade à fase "consciente" de Erasmo. Ficou perfeita entre os discos que trouxeram "1990 Projeto Salvaterra" e "Panorama Ecológico".

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Filho Único
02 - Paralelas
03 - Queremos Saber
04 - Análise Descontraída
05 - Dia De Paz
06 - A Banda Dos Contentes
07 - Continente Perdido (Terra De Montezuma)
08 - Baby
09 - Fatos E Fotos
10 - Billy Dinamite
11 - 1990 - Projeto Salva Terra (Bônus Ao Vivo - 1975)
12 - Negro Gato (Bônus Ao Vivo - 1975)13 - Bolas Azuis (Bônus Ao Vivo - 1975)


Pelas Esquinas de Ipanema (1978)
Inspirado em temas ao mesmo tempo ecológicos e urbanos, Erasmo fez este Pelas Esquinas de Ipanema com o híbrido das sensações que transmitia o badalado bairro carioca nos anos 70. Sua mulher Nara estava fazendo um curso de paisagismo e em casa os assuntos de botânica eram freqüentes, a ponto de Erasmo inspirar-se para fazer uma música com inúmeros nomes de flores. Não demorou muito para que a idéia se expandisse para peixes e aves - de forma que no final "Panorama Ecológico", principal faixa do disco, fala dos elementos terra, água e mar. Temas urbanos como a faixa título e "Favelas E Motéis"(esta em parceria com o baixista Liminha) contrabalançam com temas fortes como "A Terceira Força" e "Meu Ego", esta última originalmente lançada em dueto com Nara Leão num disco de encontros da cantora. Há também a presença de MPBistas amigos como Antônio Adolfo ("O Silêncio Da Aldeia") e Antonio Carlos Duncan ("Verde"), além da volta dos parceiros Vitor Martins e Sérgio Fayne (com "Eu E Maria", anos depois de Erasmo ter gravado "Não Te Quero Santa").

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Panorama Ecológico
02 - Favelas E Motéis
03 - Nasci Numa Manhã De Carnaval
04 - Eu E Mairia
05 - A Terçeira Força
06 - Pelas Esquinas De Ipanema
07 - O Silêncio Da Aldeia
08 - Verde
09 - Meu Ego
10 - Triângulo Dos Biquínis


Erasmo Convida (1980)
Em 1980 Erasmo vinha do sucesso do compacto com a trilha do filme Os Sete Gatinhos, que trazia também "Quero Voltar" - música que Erasmo fez inspirado na anistia que permitiu a volta dos exilados políticos. Nessa mesma época, o produtor Guti fez uma meteórica passagem pela direção artística da gravadora e, de um almoço com Erasmo e com o produtor Jairo Pires, surgiu a idéia de um disco de convidados. Ninguém levava muita fé que tantos nomes de peso pudessem ser reunidos, mas em questão de poucas horas Erasmo apresentou o repertório e os convidados confirmados. Além de colegas dos anos 60 - Wanderléa, Tim, Maia, Jorge Ben, Nara Leão e Rita Lee -, o disco trouxe os quatro Doces Bárbaros e ainda o amigo Roberto Carlos (numa raríssima participação especial). Sucesso nacional garantido e um paradigma para projetos semelhantes a partir de então. Não foi à toa que o produto saiu pelo selo "nobre" Philips, mais dedicado a projetos de MPB.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Sentado Á Beira Do Caminho (Com Roberto Carlos)
02 - Detalhes (Com Gal Costa)
03 - Além Do Horizonte (Com Tim Maia)
04 - Mané João (Com Gilberto Gil)
05 - Minha Fama De Mau (Com Rita Lee)
06 - Sou Uma Criança Não Entendo Nada (Com A Cor Do Som)
07 - Cavalgada (Com Maria Bethânia)
08 - Quero Que Vá Tudo Pro Inferno (Com Caetano Veloso)
09 - O Comilão (Com Jorge Ben)
10 - Café Da Manhã (Com Nara Leão)
11 - Na Paz Do Seu Sorriso (Com Wanderléa)
12 - Se Voce Pensa (Com As Frenéticas)
13 - Programa De Rádio (Sentado Á Beira Do Caminho) (Bônus)
14 - Programa De Radio (Detalhes - Sentado Á Beira Do Caminho) (Bônus)


Erasmo Carlos - Mulher (Sexo frágil) (1981)
Considerado por Erasmo “a plenitude de sua vida pessoal e de sua maturidade”, o LP Mulher (Sexo Frágil) veio na esteira do sucesso do álbum de duetos em 1980. A responsabilidade era grande, mas a repercussão do disco foi ainda maior - a partir da própria capa, polêmica, que mostra Erasmo sendo amamentado pela esposa. Trazendo temas sobre o relacionamento de um casal, notadamente a faixa-título (parceria com a esposa Nara) e "Minha Superstar", o disco foi embalado pelo sucesso do compacto "Pega Na Mentira" - o primeiro dele extraído. Bem humorada, a música deu início a uma boa safra de temas divertidos de Erasmo e que garantiram a renovação de seu público nos anos 80. Temas sérios como "A Carta do Índio" e "Feminino Coração de Deus" (esta de Sérgio Sampaio) e músicas dedicadas aos filhos ("Filho" e "Primogênito") completam o disco.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Mulher (Sexo Frágil)
02 - Minha Superstar
03 - Pega na mentira
04 - A lenda do ciúme
05 - Filho
06 - A carta do índio
07 - Gatinha Manhosa
08 - Dor de cabeça
09 - Feminino Coração


Erasmo Carlos - Amar pra Viver ou Morrer de Amor (1982)
Nem todos gostaram da capa, ainda mais em função do título do trabalho. Mas Erasmo considera a faixa que deu nome ao LP uma de suas músicas mais bonitas e o trabalho rendeu disco de ouro, apesar de as vendagens terem sido inferiores aos dois álbuns anteriores. "Meu Boomerangue Não Quer Mais Voltar" foi a faixa divertida da vez e tocou bastante, tendo sido inclusive regravada pela apresentadora Xuxa em seu primeiro disco. "Mesmo Que Seja Eu" entrou para o repertório da cantora Marina e estourou nacionalmente ao ser por ela regravada. "Filosofia De Estrada", parceria com Roberto Carlos e faixa de abertura, acabou não sendo escolhida como música de trabalho. Curiosamente, no ano seguinte, "O Caminhoneiro" - outra canção da dupla - tornou-se o grande sucesso do álbum de Roberto Carlos.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Filosofia de Estrada
02 - Mesmo Que Seja Eu
03 - Meu Boomerangue Não Quer Mais Voltar
04 - O Fim Do Eco
05 - Geração do Meio
06 - Amar Pra Viver ou Morrer de Amor
07 - História dos Meus Sonhos
08 - Pão de Açucar (Sugar loaf)
09 - Noite Cheia
10 - Você ou Não Você (Eis a questão)


Erasmo Carlos - Buraco Negro (1984)
Quando estava se preparando para este novo disco no verão de 1984, Erasmo Carlos viu sua faixa "Close" conquistar a todos dentro da gravadora. A música, originalmente feita para o grupo Roupa Nova gravar, demorou a ter sua letra aprontada - embora Erasmo soubesse que desejava fazer algo sobre o conceito da "mulher perfeita". O grupo construiu outra música sobre sua base e Erasmo recomeçou "Close" do zero, fechando a letra quando viu Roberta Close e reparou em detalhes que denunciavam sua identidade - o gogó e os pés. Foi o grande sucesso do disco, badalado com um divertido clipe.

Polêmico a partir do hit, o nome Buraco Negro chegou a causar estranheza e até grosseiras interpretações equivocadas. o tema ecológico foi revisitado músicas dos amigos Gilberto Gil e Caetano Veloso, mas foi com Sementes do Amanhã - de Gonzaguinha - que Erasmo transmitiu sua mensagem, cercado de um coral infantil formado pelos filhos ilustres de seus amigos artistas e músicos, além dos seus filhos Léo e Gugu.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Esse Imenso Fliperama
02 - Close
03 - Comeu
04 - Índigo Blue
05 - Turma da Tijuca
06 - Sementes do Amanhã
07 - Nara
08 - Homem Lobo Lunar
09 - Boba
10 - Pulo da Gata
11 - Buraco Negro


Erasmo Carlos (1985)
Pós-Rock In Rio, pós-separação, este disco de Erasmo é fruto de uma fase em que ficou difícil para o Tremendão compor novas músicas. “Eu estava passando por problemas particulares e ainda ouvia cobranças da gravadora, que começou a me pedir uma lentinha especial pra tocar no rádio”, lembra-se o cantor, que gosta de “Boca Descarada” e de “Manchas e Intrigas”, esta última feita por Kiko Zambianchi e que chegou a tocar no rádio. “Nova Mulher” é uma música que Erasmo não conseguiu desenvolver e acabou encomendando a Tavito, que a finalizou a ponto de ser considerada uma das fortes do disco e de render um videoclipe. “Haroldo” eu resolvi regravar como um momento de recreio no meio da zoeira com meus filhos Gugu e Léo”, lembra-se Erasmo, que fez “Senhora” para a mulher Nara, da qual havia se separado “num clima brabíssimo”, que acabou dedicando o disco aos filhos, “pela imensa alegria no estúdio, coisa de cara separado”, comenta o cantor, que teve no produtor João Augusto um forte amigo neste momento.

“O disco não teve resultado nenhum, afinal, eu fiquei sem rádio porque não fazia o perfil de nenhuma delas”, comenta. “Eu já não agüentava mais encontrar o divulgador da Polygram no estacionamento, pois ele sempre me cobrava a tal “lentinha especial pra tocar no rádio!” Nem a própria capa teve um resultado feliz, pois segundo Erasmo, foi feita contra luz na casa em que morou durante a separação no Condomínio Santa Helena- na Barra da Tijuca (RJ). “Eu havia gostado da ideia de Bruce Springsteen, de vestir um casaco jeans por cima da jaqueta de couro, mas a foto ficou escura e ninguém percebe. “Melhor ficou a foto da contracapa, tirada no palco do canecão”, sentencia.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Nação Dividida
02 - Nova Mulher
03 - Senhora
04 - Recordação
05 - Boca Descarada
06 - Orgasmo Calmo
07 - Manchas e Intrigas
08 - Coração Adolescente
09 - Haroldo, O Robot Doméstico
10 - Negue


Abra Seus Olhos (1986)
Nova produção assinada por João Augusto, "Abra Seus Olhos" trazia destaque para a faixa-título e para Papagaio de Pirata, esta de Erasmo e Roberto em parceria com o produtor. O álbum teve as participações especiais de Eduardo Dusek (numa regravação de Análise Descontraída, original do LP "Banda dos Contentes"), Roupa Nova e Leila Pinheiro. Destaque para as músicas feitas pelos amigos Luiz Sérgio Carlini, Ed Wilson & Ronaldo Bastos e Nico Rezende.

Marcelo Fróes


Faixas:
01 - Abra seus olhos
02 - Análise descontraída
03 - Coração de jovem
04 - O resto é blá, blá, blá...
05 - Papagaio de pirata
06 - Rádio patroa
07 - Na próxima atração
08 - Tantas Noites
09 - Samba-rock
10 - Amores indecisos
11 - Guerra e paz
12 - Rico sem dinheiro


Erasmo Carlos - Apesar do Tempo Claro (1988)
Último disco de Erasmo na PolyGram, foi produzido pelo golden boy Renato Correa e trouxe apenas três parcerias de Erasmo e Roberto. Completando o repertório, músicas de Cecelo, Ed Wilson, Marcos Valle e Evandro Mesquita - além de uma do produtor, em parceria com Cláudio Rabello (que também contribuiu com uma das suas, em parceria com Fernando Adour). Da turma dos Golden Boys também há "Fogo Divino", assinada por Roberto Correa (e Orestes), mas infelizmente o disco não aconteceu e Erasmo acabou sendo contratado por outra companhia.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - 100% de chance de chover
02 - Fogo divino
03 - Mulher moda
04 - Meu vacilo, meu rock
05 - Sedução
06 - Feijoada de país
07 - Fulana
08 - Pra que mentir
09 - Amerika azul (Cenas do próximo capítulo)
10 - Demais


Erasmo Carlos - Sou Uma Criança (1989)
Contratado pelo selo da editora SBK, logo anexado ao catálogo da gravadora EMI, Erasmo teve a chance de gravar seu álbum ao vivo. Registrado também como especial de TV, que deveria ter rendido um home video, o espetáculo realizado no Golden Room do Copacabana Palace acabou sem querer comemorando os 25 anos de carreira solo de Erasmo e também os 20 anos de seu enorme sucesso "Sentado à Beira do Caminho", que já abre o disco. Bem acompanhado por músicos de peso, muitos deles companheiros de estrada, Erasmo pôde receber no palco convidados como Leo Jaime, Paula Toller (do Kid Abelha), Paulo Ricardo e João Penca & Os Miquinhos Amestrados. Tocou principalmente sucessos da Jovem Guarda, só abrindo exceção - ao menos no repertório do disco lançado - aos sucessos "Sou Uma Criança Não Entendo Nada", "Mesmo Que Seja Eu" e "Filho Único".

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Sentado a beira do caminho
02 - Gatinha manhosa
03 - O caderninho
04 - Você me acende (Yo turn me on)
05 - Eu sou terrível
06 - Lobo mau (The wanderer)
07 - Minha fama de mau
08 - Negro gato
09 - Vem quente que eu estou fervendo
10 - Sou uma criança, não entendo nada
11 - Mesmo que seja eu
12 - Filho único
13 - Festa de arromba
14 - Pega na mentira



Erasmo Carlos - Homem de Rua (1992)
Único disco de carreira gravado por Erasmo Carlos nos anos 90, Homem De Rua marcou sua rápida passagem pela Sony Music e teve o desempenho comercial comprometido por uma tragédia. A faixa-título foi escolhida para a trilha da novela Corpo E Alma, mas, como era tema da personagem representada pela atriz Daniela Perez (assassinada em crime que comoveu o país), acabou saindo repentinamente do ar.

O dueto com Renato Russo (da Legião Urbana), "A Carta", regravação do sucesso da Jovem Guarda sugerida pelo próprio Renato, tinha tudo para ser um sucesso. Mas não teve a promoção que merecia (não ganhou sequer clipe) e, apesar de fazer sucesso em alguns estados, não alavancou as vendas do disco. Como curiosidade, entre canções de Gilberto Gil, Jorge Benjor, Márcio Greyck, Sá & Guarabyra, além de parcerias de Erasmo e Roberto, havia uma versão, "Moscovita", para "Nikita", de Elton John.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Homem de rua
02 - Deixe-me outro dia
03 - Fera ferida
04 - Moscovita (Nikita)
05 - Namorada
06 - A carta
07 - Fases da lua
08 - Até quando
09 - A terra é dos homens
10 - O Jornal


É Preciso Saber Viver (1996)
Erasmo foi convidado pela PolyGram para fazer um disco especial, numa volta à gravadora com seu velho produtor Guti Carvalho. O projeto de regravações revisitou seus principais sucessos e incluiu músicas da dupla Roberto & Erasmo que ele próprio não havia gravado antes. Foram os casos da faixa-título, registrada por Roberto, Erasmo e Wanderléa na trilha do filme O Diamante Cor De Rosa, porém jamais lançada em disco, de "Do Fundo Do Meu Coração", que virou um sensacional dueto com Adriana Calcanhoto, e das clássicas "Como É Grande O Meu Amor Por Você" e "Detalhes". Na foto da capa Erasmo aparece com seu neto Daniel.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Do fundo do Meu coração
02 - Abra seus olhos
03 - Como é grande o meu amor por você
04 - Fases da lua
05 - Grilos
06 - A Pescaria
07 - Vou ficar nu para chamar sua atenção
08 - É preciso saber viver
09 - Detalhes
10 - Amar pra viver ou morrer de amor
11 - Jóia
12 - Amores indecisos
13 - Geração do meio
14 - História dos meus sonhos


Erasmo Carlos - Pra Falar de Amor (2001)
O último disco totalmente inédito de Erasmo foi o incompreendido Apesar do Tempo Claro, de 1988. Depois de uma década de reavaliação, o Tremendão entrou nos anos 2000 com a moral de grande ícone do pop brasileiro - coisa que ele sempre foi. Pra Falar de Amor é um disco tranqüilo, seguro, que vai da ingenuidade jovemguardista ("Qualquer Jeito", "Pra Falar de Amor") a grandes momentos do Tremendão como letrista ("Desenho Animado", "Ela Conversava Com O Olhar"). Como gênero musical, há apenas um rock ortodoxo no disco, a primeira faixa "Seu Bicho de Estimação", mas é um disco roqueiro no espírito, como comprova a leveza do country-rock bem humorado "Quem Vai Ficar no Gol?".

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Seu Bicho de Estimação
02 - Mais um na Multidão
03 - O Impossível
04 - Outernet
05 - Qualquer Jeito
06 - Fecha a Porta
07 - Vivendo de Sonhos
08 - Pra Falar de Amor
09 - Quem vai ficar no gol ?
10 - Ela Conversava com o Olhar
11 - Desenho Anim



Erasmo Carlos - Ao Vivo (2001)
O CD e DVD ERASMO CARLOS AO VIVO captura aquela magia, mostrando um Tremendão muito à vontade no palco, como sempre, e bem acompanhado por Rick Ferreira (guitarra e violão), José Lourenço (teclados), Percy (violão e guitarra), Beto Saroldi (sax e flauta Midi), Johnny Barreto (baixo) e Sergio Nacife (bateria). Do repertório recente, ele canta o sucesso "Mais Um na Multidão", "Seu Bicho de Estimação", "Quem Vai Pegar no Gol?", e, com participação especial do compositor, Kiko Zambianchi, a belíssima "O Impossível". Dos anos 60, resgata clássicos da Jovem Guarda em dois medleys matadores, deixando espaço também para rocks como "Você Me Acende", a rara "A Pescaria" e, claro "Sentado à Beira do Caminho".

Dos anos 70, recupera "Cachaça Mecânica", "É Preciso Saber Viver", "Panorama Ecológico" e a pérola "Meu Mar", mostrando um aspecto mais sofisticado e MPBista de sua obra. Não faltam também os hits oitentistas "Pega na Mentira", "Mesmo Que Seja Eu", "Mulher" e "Minha Superstar". E, para tornar ainda mais histórico este ERASMO CARLOS AO VIVO , foi incluída ainda a inédita "Vida Blue", que havia sido gravada em 1975, para a trilha sonora da novela Roque Santeiro , mas que na época acabou sendo censurada, junto com a atração global. Por

Marcelo Fróes

Disco 01 - Faixas:
01 - Seu Bicho de Estimação
02 - Mesmo que seja eu
03 - O Impossível
04 - Mulher (sexo frágil)
05 - Minha superstar
06 - Panorama ecológico
07 - Sou uma criança não entendo nada
08 - A pescaria
09 - Turma da Tijuca
10 - Quem vai ficar no gol?
11 - Cachaça mecânica
12 - De noite na cama

Disco 02 - Faixas:
01 - Sentado à beira do caminho
02 - Gatinha manhosa
03 - Meu mar
04 - Vida blue
05 - Mais um na multidão
06 - É preciso saber viver
07 - Análise descontraída
08 - Eu sou terrível
09 - Pega na mentira
10 - Lobo mau (the wanderer)
11 - Você me acende (you turn me on)
12 - Minha fama de mau - Vem quente que eu estou fervendo - Splish splash (splish splash)
13 - O terror dos namorados - É proibido fumar - Festa de arromba


Erasmo Carlos - Santa Música (2004)
Que mistério tem Erasmo? Para começar, uma dualidade. Como parceiro de Roberto Carlos, ele adere ao azul e branco e ajuda o Amigo a vasculhar os meandros da alma brasileira. Em seus próprios discos, enverga o ainda lustroso uniforme de roqueiro e trabalha seus temas- principalmente a mulher, o favorito- de forma sempre surpreendente e plena de vigor. Assim como Keith Richards, as décadas que passam e as rugas que se instalam só fazem confirmar a sanha do roqueiro- embora nenhum deles precise mais lançar mão da estética do choque. “É a rebeldia possível aos 62 anos, né bicho?”, ele logo descomplica. Eis aí o segredo que move Erasmo Carlos: renovar-se sem precisar lançar mão do ritmo da moda ou do produtor do momento, apenas confiando no entusiasmo, na experiência e no próprio taco.
O novo CD de Erasmo Carlos, Santa Música , confirma essas premissas. São 12 faixas amparadas em ritmos seminais do pop- entre eles o rock ( Coração do Mundo ), a balada elétrica ( Calma Baby ), o funk ( Lua no Cio ), o reggae ( Dois em Um )- e outros que o gênero costuma visitar por pura farra, como o fox ( Cultura Poética ) e o bolero ( Sinto Muito , com um arranjo impressionante).

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Lero Lero
02 - Lua no Cio
03 - Santa Música
04 - Calma Baby
05 - Tim
06 - Gosto do Tudo das Mulheres
07 - Fantasias
08 - Sinto Muito
09 - Coração do Mundo
10 - Dois em Um
11 - Cultura Poética
12 - No Olho do Furacão


Erasmo Convida - Volume 02 (2007)
17 anos após o primeiro mega projeto de encontros reunindo feras da MPB no início da década de 80 em torno da obra de Roberto & Erasmo , este CD agora nos brinda com mais essa verdadeira escalação da seleção brasileira da música neste Erasmo Carlos Convida ... volume II . O time é nada menos que Chico Buarque , Djavan , Marisa Monte , Simone , Los Hermanos , Skank , Os Cariocas , Lulu Santos , Milton Nascimento , Zeca Pagodinho , Adriana Calcanhoto e Kid Abelha . Este CD que conta com produção de Mú Carvalho , desfila clássicos da dupla numa colcha de retalhos musical única e confirmando a majestade da maior dupla de compositores da música popular brasileira .

Por Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Coqueiro Verde (Com Lulu Santos)
02 - Olha (Com Chico Buarque)
03 - A Banda dos Contentes (Com Samuel Rosa)
04 - Tema de Não Quero Ver Você Triste (Com Marisa Monte)
05 - Cama e Mesa (Com Zeca Pagodinho)
06 - Sábado Morto (Com Los Hermanos)
07 - Ilegal, Imoral ou Engorda (Com Adriana Calcanhoto)
08 - De Tanto Amor (Com Djavan)
09 - Vou Ficar Nu para Chamar sua Atenção (Com Simone)
10 - O Portão (Com Kid Abelha)
11 - Pão de Açúcar (Sugar) (Com Os Cariocas)
12 - Emoções (Com Milton Nascimento)


Erasmo Carlos - Rock 'N' Roll (2009)
Rock não é coisa para maricas. Erasmo está aí que não me deixa mentir. Ao ouvir esse último trabalho imagino o “gentle giant” cantando no palco vestido de couro preto da cabeça aos pés enquanto marca o beat da música com a mão na coxa. Desde Marlon Brando e James Dean sou chegada num bad boy. Erasmo era o bad boy da Jovem Guarda, o que para mim significa ser ele o verdadeiro pai do rock brasileiro. E no meio dos trocentos clones que poluem as atuais paradas de sucesso com suas mesmices, eis que nosso Tiranossaurus Rex abre alas só com inéditas. As músicas são a simplicidade com trombetas. As letras o pretinho básico com diamantes. O backing vocal um coral de anjos infernais. Os instrumentos e os arranjos são pérolas do bom gosto (rola até um Farfisa e um Hammond no meio de modernidades sonoras). E toda essa farra pilotada pela produção de Merlin Liminha. Graças aos deuses Erasmo é Erasmo, uma sacação genial se dizer cover de si mesmo no meio dos Elvis, Robertos, Rauls e Beatles, seus roqueiros porretas.

Marcelo Fróes

Faixas:
01 - Jogo Sujo
02 - Cover
03 - Chuva Ácida
04 - Olhar De Mangá
05 - Noite Perfeita (Uma Farra no Tempo)
06 - Um Beijo É Um Tiro
07 - Vozes Da Solidão
08 - Mar Vermelho
09 - Noturno Carioca
10 - Encontro Às Escuras
11 - Celebridade


Fonte: Wikipédia

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